6 dicas para quem quer empreender com sucesso em 2016

Mesmo o momento atual sendo pouco favorável, ainda são muitos os empreendedores dispostos a ir em frente com seu negócio

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Por Júlia Miozzo

7 de janeiro de 2016 às 09:44 - Atualizado há 4 anos

SÃO PAULO – Enquanto alguns empreendedores afirmam estar confiantes para 2016, outros estão um pouco mais cautelosos para o novo ano, principalmente por conta das crises econômica e política. E, enquanto o momento é pouco favorável, o mercado de startups conta com cada vez mais empreendedores apostando em seus negócios.

Para os que estão com as ideias a todo o vapor e pretendem ir em frente mesmo com a economia em recessão, principalmente em um ano que “exigirá maior planejamento e corte de custos, sem deixar que isso influencie na eficiência de seu serviço”, alguns empreendedores apontaram quais são as principais medidas que ajudarão a enfrentar os possíveis obstáculos que aparecerão.

Confira:

1. Clientes primeiro, empresa depois
Para Magnus Arantes, presidente da HBS Alumni Angels of Brazil, o importante é que o foco seja direcionado totalmente para o cliente. “Se você abre a empresa, gasta dinheiro com estrutura e plataforma, mas não tem um cliente, consequentemente está jogando dinheiro fora. Conquiste clientes primeiro e pense em aumentar sua estrutura a partir disso”, disse.

2. Mantenha os pés no chão
“Empreender exige perseverança, criatividade, espírito empreendedor e jogo em time. É preciso sonhar, mas realizar e saber dividir em passos a caminhada até este sonho, errando e corrigindo rápido, é ainda mais importante”, comentou o empreendedor Guilherme dos Santos, fundador da HomeRefill. O ideal, antes de ter o negócio dos sonhos, é pensar, planejar e aprender com possíveis erros nas primeiras fases de seu negócio.

3. Defina e mapeie seus processos
Para garantir que sua startup tenha maior eficiência e consiga gerar maior conhecimento sobre quais passos estão sendo dados, saber o que está funcionando e mensurar seu resultado, a dica de Alessio Alionço, CEO da Pipefy, é garantir um fluxo de trabalho bem organizado e controlado.

“Primeiramente, é preciso estabelecer objetivos, onde o processo começa e termina para, a partir daí, listar os passos necessários para alcança-lo. Ordene e divida apropriadamente cada ação em seus respectivos setores e crie um fluxo de trabalho, que vai lhe ajudar a determinar o que precisa ser feito. Depois disso, basta analisar se o que foi planejado está em execução da forma como era esperado”, explicou.

4. Analise e projete
Fazer um levantamento para descobrir quais são os saldos bancários, quais empréstimos deverão ser pagos, quais compras parceladas deverão ser pagas, quais recebimentos estão previstos, quais os pagamentos a serem feitos nos próximos dias e meses devem ser os primeiros passos, na opinião de Flavio Logullo, cofundador do Granatum.

“Conheça a fundo a situação atual da sua empresa e, então, monte o fluxo de caixa para os próximos 12 meses, incluindo recebimentos e gastos, detalhando ao máximo. Antecipar períodos em que o saldo ficará negativo, por exemplo, te dará mais base para tomar decisões importantes, como aumentar investimentos ou cortar custos”, disse.

5. Modernize suas operações
Existem diversas ferramentas disponíveis para baratear alguns custos que são essenciais para o negócio, como softwares de CRM, gestão financeira e contabilidade online. “Em tipos de crise econômica, as empresas podem economizar os recursos que seriam gastos em contabilidades e revertê-los em ações de marketing, aumentando sua exposição e, consequentemente, o faturamento dos seus negócios”, disse Vitor Torres, CEO do Contabilizei, plataforma de contabilidade online.

6. Prefira um local com estruturas prontas
As primeiras fases de um negócio são as mais complicadas, principalmente pela necessidade de equilibras as contas e, ainda assim, projetar crescimento da empresa – além das medidas que serão feitas para tal. “A recessão vai exigir maior controle financeiro do empreendedor e, ao mesmo tempo, estrutura para manter sua startup funcionando. Em um escritório compartilhado, além de não se preocupar com eventuais problemas estruturais, o empreendedor ainda aumenta seu networking e, quem sabe, até faz negócios, acha novos sócios, etc”, apontou Rosana Sutton, do Estúdio447 Coworking Moema & English Club.