A hora e a vez das startups de Construção!

O artigo analisa como o aquecimento do setor e a falta de mão de obra nos EUA irá forçar o avanço das Construtechs em todos os países do mundo.

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Construtech já é considerada uma das mais importantes tendências macro tecnológicas, isto ocorre por que a construção está sendo afetada por diversos players dos mais diversos setores da economia, como os drones, por exemplo, ou ainda pela impressão 3D que agora é utilizada para construção casas e prédios comerciais conforme ilustra a imagem deste artigo.

Além do fato de ser influenciada por tecnologias de diversos outros setores, as eleições dos Estados Unidos no ano passado também contribuiram para colocar mais combustível neste setor, o presidente Donald Trump deu diversos discursos que irá incentivar os gastos com infraestrutura e construção e vem tomando ações efetivas para que isso aconteça, tais notícias associadas aos planos apresentados elevaram muito os preços das ações do setor de construção. 

Mesmo antes da Eleição de Trump, o setor da construção já estava aquecido, atingindo os patamares pré-crise em 2008, superando investimentos de 1.1 trilhões de dólares em 2016 de acordo com o FRED. O que é outro indicio do aquecimento do setor.

Construtech 1

Este crescimento se deu juntamente a tendência de queda no desemprego do setor atingindo o menor percentual nos últimos 20 anos. Novamente utilizamos o Federal Reserve Economic Data (FRED) para analisar esta tendência:

O nível mínimo desemprego para a economia dos EUA girar bem é em torno de 5%, como a taxa de desemprego no setor está tão baixa existe uma preocupação de falta de mão de obra.

Isso leva a dois caminhos, um deles é tornar a mão de obra mais eficiente, o que é uma tarefa árdua de ser executada com sucesso. O outro é precisar de menos mão de obra para executar os mesmos serviços e isso só pode ser realizado através de evoluções tecnológicas, que é a realidade que está acontecendo no setor e por consequência irá afetar outros países que não vivem a situação econômica dos EUA mas são consumidores de tecnologias que tornam processos mais produtivos.

Empresas de diversos lugares do mundo vem ao Vale do Silício buscar inovação, isto é valido para todos os setores, de Healthtech à Construtech, quando o setor da Construção for disruptido aqui no Vale, a tendência é de que empresas de países menos desenvolvidos venham aqui beber da fonte da inovação e levar as tecnologias de volta para seus países, mudando os modelos de negócios por lá também.

Por fim, o McKinsey Global Institute estima que o mundo precisará gastar US$ 57 trilhões em infraestrutura até 2030 para acompanhar o crescimento global do PIB. Este é um incentivo maciço para que os players no setor da construção civil identifiquem soluções para transformar produtividade e entrega de projetos através de novas tecnologias e práticas aprimoradas.

A realidade está ai, se você é responsável pela inovação na indústria, tem que estar atento e se planejando para implementar as novas tecnologias, ou seu negócio será engolido por uma startup enxuta e eficiente.

O StartSe através do produto Spot auxilia empresas brasileiras a se conectarem com o Vale do Silício. Através de um alinhamento estratégico com o planejamento da empresa, nosso outpost de inovação no Vale do Silício ativa seus sensores (Startups, Tendências, Pessoas, Tecnologias, Venture Capitals, Universidades, etc…) e faz a imersão das empresas brasileiras no que há de mais tecnológico no maior polo de inovação do mundo.

Se você é uma grande ou média empresa e quiser saber mais sobre o Spot, fique à vontade para me contatar por e-mail luiz@startse.com ou Linkedin https://www.linkedin.com/in/luizgneto/

 

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