Equity crowdfunding: um investimento cada vez mais promissor

Conversamos com Paulo Deitos, da Urbe.me, sobre como será a atuação dessa modalidade de investimento em 2018

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Você já ouviu falar em crowdfunding? Crowdfunding é uma forma de captar recursos para projetos, no qual cada pessoa contribui com um valor até chegar no objetivo. Essa modalidade tornou-se um investimento chamado de equity crowdfunding. Startups e empresas que procuram investimentos possuem a opção de abrir essa captação de modo público, tornando possível que qualquer pessoa contribua com algum valor no projeto. Em troca, ela recebe uma porcentagem da empresa. Uma regra foi um divisor de águas para esse investimento, que promete ser ainda mais ativo em 2018.

O equity crowdfunding pode ser dividido em duas partes: antes da instrução CVM 588 e depois. Antes, as plataformas de equity crowdfunding eram obrigadas a pedir permissão da CVM para cada projeto. Agora, as plataformas disponíveis hoje possuem a liberdade de realizar os projetos que quiserem, dentro das regras. Se na prestação de contas que acontece todo final de ano houver um projeto que difere do acordado, a plataforma é penalizada.

“Com a aprovação da regra, as plataformas de equity crowdfunding são consideradas um agente distribuidor no mercado de capitais. Elas possuem maior liberdade de decidir o que vai ou não para o ar”, comenta Paulo Deitos, fundador da plataforma de equity crowdfunding de projetos imobiliários Urbe.me.

Algo que também mudou é que as plataformas de equity crowdfunding terão que possuir autorização para existirem. No caso, as já existentes – Urbe.me, Eqseed, Broota, StartMeUp – já estão autorizadas, mas qualquer outra precisará passar por alguns funis. “Desde a aprovação da regra, ainda não teve nenhuma plataforma aprovada. (...) Mas a gente sabe de várias que mandaram autorização para a CVM”, comentou Deitos.

É por isso que 2018 promete ser um ano promissor para essa modalidade de investimento. Além de novas plataformas de equity que possivelmente serão aprovadas, as plataformas de crowdfunding conseguirão emplacar projetos mais rapidamente.

Por que escolher o equity?

Para Paulo Deitos, um benefício do equity crowdfunding é justamente o envolvimento de muitas pessoas. “Se 500 pessoas investiram, são 500 pessoas interessadas que aquele negócio dê certo porque o rendimento delas depende disso”, comenta. Ele ainda afirma que essa é uma boa forma de começar uma comunidade, e que o marketing gerado a partir das relações entre as pessoas é muito maior do que em um investimento convencional.

Para organizar tantos investidores, as plataformas de equity crowdfunding geralmente fornecem um espaço para as startups e empresas se comunicarem com seus investidores.

“Até para um investidor, se uma startup está buscando investimento via crowdfunding, supostamente uma forma de investimento mais garantida, mostra que a empresa já está validada, crescendo”, afirma Paulo Deitos.

Sobre a possibilidade de crescimento do equity crowdfunding, Paulo Deitos acredita que há inúmeras possibilidades de crescimento em 2018 e até 2019. “Pensa que a Bolsa de Valores hoje tem 600 mil CPFs ativos. O tesouro direto tem um milhão e 700 mil investindo. Hoje, muitas pessoas têm investimento no Brasil”, comenta. Pelo equity crowdfunding ser uma plataforma acessível e fácil de investir, a tendência é que as pessoas também participem dessa modalidade.

Equity Crowdfunding no mercado imobiliário

O diferencial da Urbe.me para as outras plataformas de equity é que a Urbe.me financia projetos imobiliários, e não empresas ou startups específicas. “Nós conseguimos financiar o início da obra, onde o banco geralmente não financia”, comenta o fundador.

A expectativa da Urbe.me no ano que é vem é fazer 12 captações, uma por mês. Nesse ano, a empresa fez cinco.

“A construção civil é um dos segmentos mais atrasados da economia. Se você for parar para olhar, muitas coisas se fazem igual há 100 anos. Poucas são as empresas que inovam, até porque as inovações são mais complexas nesse setor”, afirmou Paulo Deitos. E, para ele, se tem uma coisa que é fundamental nesse setor, é o funding. Soluções para o setor de construção civil serão discutidas na maior conferência sobre tecnologia e construção do país.

Devido a mudança na regra da CVM, podemos esperar cada vez mais empresas adotando esse tipo de investimento no ano que vem. Ao trazer um tipo de investimento colaborativo, as plataformas como a Urbe.me contribuem para a Nova Economia, onde a colaboração é mais importante que a concorrência. Saiba mais como a Nova Economia mudará nossas rotinas ainda em 2018 no evento A Revolução da Nova Economia.

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