Startup cria cosméticos que coletam DNA e a CIA é uma investidora

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Por Paula Zogbi

11 de abril de 2016 às 10:10 - Atualizado há 4 anos

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SÃO PAULO – A CIA está investindo, através do seu braço de venture capital, em uma marca de cosméticos “rejuvenescedores”. A priori, isso não faria sentido algum, não fosse por um detalhe importante: a empresa abriu um pedido de patente para uma tecnologia de coleta a DNA humano. A informação vem de documentos obtidos pelo The Intercept

Chamada Skincential, a marca criou um produto que limpa e restaura o brilho da pele sem dor – e com a captação de informações bioquímicas dos clientes — o Clearista.

Para a In-Q-Tel, da CIA, que identifica e investe em tecnologias capazes de auxiliar as missões da agência norte-americana, a possibilidade de coleta de DNA de maneira simplificada pareceu um negócio interessante.

Ainda ao Intercept, o CEO da Skincential, Russ Lebovitz, disse ter pouco conhecimento sobre os motivos da escolha da In-Q-Tel em sua companhia. “Eles estão interessados aqui em algo que consiga fácil acesso a marcadores biológicos”, afirmou, mas “se houver algo sob a superfície”, ele não saberia dizer. “Não há identificador melhor do que o DNA, e nós conseguimos captar DNA”, conclui.

Já a In-Q-Tel, que empresta o nome do personagem Q, dos filmes de James Bond, se recusa a dar entrevistas para a imprensa. Embora trabalhe abertamente, há detalhes das operações que sempre permanecem fora do conhecimento das pessoas comuns.