O fim de um ciclo: vale a pena vender ou não a sua empresa?

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Por Júlia Miozzo

4 de novembro de 2015 às 16:10 - Atualizado há 5 anos

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Ao mesmo tempo em que é algo que muitos empreendedores têm pressa de fazer, vender a startup criada é algo que nem passa na cabeça de outros – pelo simples fato de que o futuro acaba sendo um pouco incerto após a venda.

O conselho de Andre Street, da Arpex Capital, é simples: “nada vai acontecer antes de cinco anos, e o empreendedor deve se perguntar se está preparado para esperar ou para tomar uma ação”, disse em painel na CASE 2015 (Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo), nesta quarta-feira (4). “A partir do quinto ano, você passa a existir e as oportunidades de prosperar são maiores”, completou.

Andre explicou que esse é um processo que não deve ser pensado assim que a startup é criada, diferente de com quem o empreendedor vai se associar para determinar o futuro da startup – se é um investidor anjo, alguma referência na área, etc. “Deve se pensar desde o começo em construir algo perene, não em venda. Sempre focando em crescer”, disse.

Essa ideia de crise uma startup e alguns anos depois vender é a tática de alguns empreendedores que pretendem lucrar o máximo possível com a empresa: quando ela atinge um valuation alto, a venda é feita. Mas essa é, ainda segundo Andre, uma ideia errada.

Os valuations no Brasil já são menores, o que é intensificado se pensa-se em vender um negócio ainda pequeno – o lucro, assim, fica longe de ser alto. Outro problema é a dificuldade de encontrar um comprador para empresas pequenas: “É muito mais difícil vender uma startup e mais fácil vender uma companhia. Por isso o foco deve ser transformar a startup em companhia, não precipitar-se”, explicou o empreendedor.

As oportunidades de aparecer um comprador surgem quando a startup cria um negócio que fecha um segmento ou um nicho, algo que acontece apenas após a solução para um problema ser apresentada – se não trazendo ideias de outras empresas estrangeiras, mas sim solucionar um mesmo problema de uma maneira diferente. Esse é um dos momentos em que a venda é favorável.

“No momento de venda, o empreendedor deve conhecer os competidores e deixar o comprador com medo de que a startup seja comprada por outro, é uma relação de amor e medo que se deve ter com ele”, explicou Andre. Quando a startup está sozinha no mercado, com uma solução única, o preço de venda é maior.

“É muito melhor empreender no Brasil, que é um país que tem vários problemas e, assim, várias oportunidades. É a chance de mudar a dinâmica de uma indústria, por isso o melhor é empreender antes aqui e para aqui, não pensando em venda”, disse.