“Ninguém vai olhar para sua empresa e te dar R$ 400 mil”

Da Redação

Por Da Redação

20 de fevereiro de 2016 às 14:31 - Atualizado há 5 anos

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Marco Poli é um dos maiores investidores-anjo do Brasil. E no Accelerator Day deste sábado (20), evento promovido pelo StartSe, ele discursou a respeito do ambiente empreendedor e de investimentos no Brasil. E claro, sobre a própria função de “investimento-anjo”.

A começar pelo o que é o próprio investidor-anjo: um investidor qualquer. “O investidor quer lucro. Ele não é ‘anjo’ por ser bonzinho. Ele não investe em projetos puramente sociais, ele investe para conseguir lucro”, afirmou.

Este tipo de investidor tem um momento certo para entrar – quando a empresa está ganhando tração e pode ganhar corpo. “Ele investe em empresas que estejam em processo de aceleração, ou logo após da aceleração”, destaca.

Além disso, ele destacou o motivo para que um investidor entre na empresa: perspectivas futuras. “A empresa precisa mostrar que o público gosta do que ela está fazendo. Que tem uma chance de ter lucro lá no futuro”, salienta.

O objetivo do investimento? Conseguir fazer a empresa chegar lá (no lucro futuro) mais rápido. “O objetivo do investimento é fazer a empresa crescer, não é colocar o dinheiro no bolso de ninguém. Quer comprar um carro com dinheiro do investimento? Péssimo jeito de gastar dinheiro”.

Só que ele ressalta que o risco hoje é muito mais diluído do que anteriormente. “Investidores-anjo geralmente entra em bloco. O que é muito bom para eles e muito bom para a empresa. Ninguém vai olhar para tua empresa e colocar R$ 400 mil. Você vai precisar de uns 8 investidores, colocando cada um R$ 50 mil. Isso dilui o risco para o investidor”, completa.

Por fim, Poli falou de como é o processo de investimento dele: extremamente conservador, buscando ser minoritário em empresas. “Nos últimos 12 meses eu investi em 9 empresas…”, lembrando que recebeu mais de 100 ofertas de investimento durante cada um desses meses – investiu em menos de 1%. E neste ano, ele deverá investir mais ou menos esta quantia.

“O Pitch é importante para você ter noção se você quer ir para o bate papo ou não, rapidamente muita gente chega mostrando coisa sem pé nem cabeça e eu recebo pelo menos uns 3 ou 4 e-mails por ano de alguém que jura que inventou um modo contínuo. Isso não existe”, termina.