O que mães têm a ver com investir em empresas

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Por Claudio Nasajon

23 de Maio de 2017 às 14:50 - Atualizado há 3 anos

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No fim de semana retrasado, pela primeira vez em quinze anos, passei um “Dia das Mães” separado da minha esposa.

Não foi agradável e vou tentar não repetir o fato no futuro, mas aprendi algumas lições que compartilho com você porque podem ser úteis, tanto na sua vida pessoal, quanto na profissional.

Primeiro: o que tem a ver o Dia das Mães com Investir em Empresas?

Eu fiz a analogia porque há poucas coisas no mundo que tem mais afinidade conosco do que a nossa mãe e investir em empresas exige afinidade com o objeto do investimento.

O problema é que afinidade em excesso vira paixão e paixão cega.

Essa é a razão pela qual muitas pessoas caem na “armadilha do negócio seguro”.

Se pudessem identificar que o quadro não é tão bom quanto acreditam, poderiam evitá-la.

Mães…

Você pode até não gostar da sua, eu mesmo fico irritadíssimo com algumas atitudes da minha, mas em 100% das vezes a irritação é por enxergar nela coisas que não gosto em mim.

Impaciência, por exemplo. Sempre que vejo a minha mãe ficar impaciente com alguma coisa fico com os nervos à flor da pele, mas é porque EU sou impaciente e não gosto disso em mim…

Como ela tem muita afinidade comigo, não enxerga a minha própria impaciência como um problema.

Nem eu enxergava.

Ser casado com Psicóloga dá nisso… a gente começa a ver essas coisas.

E o que tem mães a ver com investir em empresas?

Se você é como a maioria das pessoas que têm mais de dez mil reais “sobrando”, já deve ter pensado em investir em empresas.

Cada vez que o jornal publica notícias sobre startups que após alguns anos foram vendidas por centenas de milhões, muitos pensam “pôxa, se eu tivesse investido dez mil nessa empresa, hoje teria milhões”.

De fato, se você souber encontrar a oportunidade certa no momento certo, esses dez mil podem virar dez milhões em poucos anos. Eu sei porque eu já fiz! Várias vezes 🙂

Esse nível de crescimento é impossível de atingir aplicando o dinheiro na caderneta ou investindo em fundos de ações.

Pode perder tudo? Pode, se não souber investir. O risco é parte das regras desse jogo, mas se seguir alguns “princípios básicos”, é pouco provável que perca “tudo” e basta ganhar algumas vezes para compensar.

Conhecendo o processo, você aprende a diluir o risco em várias empresas e, se não for muito incompetente, basta acertar uma para compensar amplamente eventuais perdas nas demais.

Após algumas dezenas de investimentos, eu perdi 100% do aporte em apenas UMA ocasião e não tinha a experiência que tenho hoje. Se tivesse, não teria passado no meu “check-list” e eu não teria investido.

Das restantes, em algumas eu apenas recuperei o investimento, mas nas outras eu ganhei muito, de 10x a 67x o que investi, compensando amplamente todas as “perdas” com as outras.

Onde entra o Dia das Mães nessa história?

É que em todas as empresas nas quais perdi dinheiro (ou apenas recuperei o investimento, que para um investidor é quase a mesma coisa) o problema foi o “excesso de afinidade”.

No maior fiasco de todos, o que perdi 100%, eu gostei tanto do negócio, achei que tinha tanto potencial, que me “apaixonei” por ele e não vi problemas que hoje são óbvios para mim.

Pessoas apaixonadas simplesmente não vêem o quadro todo, apenas enxergam o que gostam.

Mães são assim, apaixonadas.

São tão apaixonadas pelos filhos que muitas vezes não vêem coisas que são óbvias a olhos, digamos, menos envolvidos.

Por isso não adianta perguntar à minha mãe se eu sou feio, por exemplo.

Ela simplesmente não vai conseguir enxergar porque, para ela, serei sempre bonito, inteligente, enfim, tudo de bom… E ainda bem que é assim, porque às vezes precisamos desse afago no ego.

Em negócios, paixão pode ser um tiro no pé.

Quando nos apaixonamos por um negócio, podemos ficar cegos para eventuais problemas.

Simplesmente não conseguimos enxergar as ameaças, os pontos fracos e tudo o mais que deveria ser enxergado para avaliar adequadamente a oportunidade.

Quanto nos apaixonamos por uma ideia tendemos a achar que “todos vão gostar”, que esta será a próxima revolução do século e que em pouco tempo estaremos recebendo bilhões em royalties.

Só que na maioria das vezes as coisas não são como gostaríamos que elas fossem, nem como deveriam ser, nem como já foram ou como serão algum dia.

As coisas são como são!

E entender que “as coisas são como são”  é o primeiro passo para não cair na armadilha, ter discernimento para “mapear” as ameaças e, assim, proteger-se delas.

Uma das formas de reduzir o risco é investir em grupo.

Quando você se junta com outras pessoas que têm o mesmo objetivo (no caso, fazer crescer o seu patrimônio investindo em empresas), o que um não vê porque se apaixonou pelo negócio, outros menos envolvidos podem dar o alerta.

Nos meus fiascos, eu fui a “mãe” que se apaixonou tanto pela perspectiva do negócio, que não consegui ver os defeitos que outros poderiam ter visto.

Se eu tivesse compartilhado com outras pessoas menos envolvidas, mas igualmente capacitadas a avaliar as oportunidades, talvez o resultado tivesse sido diferente.

A chave é: “pessoas capacitadas”.

Não adianta você estar diante da “oportunidade da sua vida” e perguntar à sua mãe o que ela acha.

Nem a um amigo, salvo se esse amigo for um investidor profissional.

Para ser eficaz, a “consulta” deve ser feita a outras pessoas que também saibam identificar oportunidades e tenham objetivos semelhantes, alinhados aos seus.

Nesse contexto, decidi criar um grupo de “investidores” que chamei de “Investidor10x”.

O propósito é multiplicar por dez o investimento em 5 anos (daí o nome do grupo). Lembrando que no mesmo período, a Caderneta de Poupança rende, com sorte, 0,3x.

Se você tem pelo menos dez mil reais para investir (e não vai precisar desse dinheiro no futuro próximo, pode arriscar até perder tudo num caso extremo, sem que isso signifique comprometer o seu patrimônio), então eu convido você a se juntar a mim nesta jornada.

Por enquanto estou apenas sondando o interesse. Em função do “ibope” vou levar o projeto adiante ou não.

Se for adiante, vou mostrar como identificar oportunidades de investimentos em empresas nascentes, como avaliar as ameaças e como mitigá-las. Também vou ensinar o passo-a-passo para negociar a participação usando a sua própria experiência e rede de relacionamentos para fazê-la crescer.

Um grupo alinhado dilui os riscos e amplifica as oportunidades.

No Investidor10x eu compartilho o conhecimento que pratico hoje em dia para encontrar oportunidades de negócios que geram desenvolvimento nas suas áreas de atuação e, ao mesmo tempo, criam riqueza para empreendedores, empregados e investidores. Tipo “ganha-ganha” ao quadrado.

Em suma: daqui em diante, quando sentir paixão por algo ou alguém, procure entender que a paixão cega e, sempre que possível, tente pedir a opinião de pares (e levá-la em conta) antes de decidir.

No mais, o meu “Viva!” para as mães que, apaixonadas pelos filhos, não enxergam os nossos defeitos e alimentam a nossa autoestima.

Até a próxima!

Claudio

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