Como um ex-entregador de pizza virou o principal investidor em startups na China

Da Redação

Por Da Redação

16 de Maio de 2017 às 12:18 - Atualizado há 3 anos

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Quem conhece Xu “Bob” Xiaoping, bilionário e principal investidor em startups da China, não imagina as dificuldades que ele já passou na vida. Antes do sucesso, Xu já passou por coisas que ninguém associa com o sucesso que ele obteve agora, chegando a ser entregador de pizza por uma parte de sua vida adulta.

Aos 60 anos de idade, ele agora comanda o seu fundo, Zhen Fund, do topo de uma torre comercial em Pequim, mas este nem sempre foi o caso. Ele investe pesado em startups que acabaram de começar suas trajetórias.

Xu iniciou seu fundo em 2011 ao lado do sócio Victor Wang e da Sequoia Capital China. Já investiu US$ 600 milhões em 400 startups diferentes. 8 delas se tornaram unicórnios, sendo que 5 abriram capital e uma delas foi comprada pelo Baidu, o “Google chinês”.

Seus resultados são fantásticos: seus dois fundos tiveram retornos médios de 100%. Além disso, Xu virou uma celebridade de televisão, autor de best-sellers e com cerca de 12 milhões de seguidores na versão chinesa do Twitter.

Além disso, ele escreveu um filme auto-biográfico: “Americans Dreams in China”. O filme conta a história de como ele e dois sócios montaram o negócio que lhes rendeu o primeiro bilhão: a New Oriental & Technology, uma empresa que vale US$ 9 bilhões atualmente e está listada na Nasdaq.

De entregador de pizza a bilionário

Depois de uma infância difícil em um ambiente turbulento, Xu emigrou para o Canadá com a esposa em 1987. Alguns anos depois, voltou para a China, montou uma empresa de música e faliu. Sem dinheiro e passando necessidades, voltou para o Canadá em 1995 e topou todos os tipos de emprego, até entregar pizza para a Pizza Hut no frio canadense.

Foi nessa época que ele foi visitado por Michael Yu, um amigo de longa data que havia fundado a New Oriental, uma escola preparatória para chineses que queriam estudar fora da China. Xu e Yu se juntaram a um terceiro sócio, Victor Wang, um professor de literatura que havia se transformado em programador em uma empresa de tecnologia americana e amigo há 34 anos de Xu.

Xu trabalhava para oferecer ajuda a todos os estudantes que queriam ser admitidos em grandes faculdades americanas, como Harvard e Stanford. E conseguiu transformar seu negócio em um gigante: em algum momento da década passada, 70% dos chineses que estudavam fora do país haviam passado pelas salas de aula de Xu.

Em 2006, a empresa abriu o capital em Nova York – e hoje vale cerca de US$ 9 bilhões. Xu acabou saindo da empresa depois disso e, sem um objetivo de vida – a ponto de Wang chama-los de “perdedores bilionários”, resolveu investir em jovens empreendedores. A maior parte destes primeiros investidores eram ex-alunos da própria New Oriental e que ele escolhia praticamente aleatoriamente.

Ele logo percebeu que as décadas trabalhando com alunos o transformou em um bom identificador de bons empreendedores. O primeiro investimento foi em um empreendedor serial que agora tem uma escola internacional e uma incubadora. Deu certo.

Era de ouro do investimento na China

Xu é um dos principais nomes da nova fase de investimentos na China, uma espécie de “era dourada” de investidores em startups, impulsionados pela campanha de “empreendedorismo em massa e inovação” promovida pelo governo chinês, até hoje controlado pelo Partido Comunista. O Zhen Fund é, possivelmente, o maior destes fundos.

Ao contrário de muitos investidores, Xu se orgulha em manter as coisas “muito simples”. Após um pitch bem sucedido de um empreendedor, as negociações duram minutos, não dias. E os contratos de investimentos podem ser tão pequenos a ponto de caber em uma única página.

Xu geralmente testa (ou pede pra alguém) testar o produto antes de investir, mas apenas quando o produto existe. Ele destaca que investe em “empreendedores, não planos de negócios”, então é comum ele entregar dinheiro para companhias que não possuem nada, nem mesmo um plano de negócios.

O investidor é conhecido por ter quase uma fobia de ficar de fora de negócios, chamada de FOMO (Fear of Missing Out). Por isso, não quer investir em startups mais maduras, com menos chance do investimento virar pó – e onde ele tem menos conhecimento.

Pelo contrário: Xu quer praticamente duplicar os investimentos em startups early stage. Tanto é sua crença nisso que ele quer investir nas pessoas que acabaram de sair de Google, Facebook e BAT (um acrônimo para as três gigantes de tecnologia do país, Baidu, Alibaba e Tencent) antes delas começarem a empreender. De fato, para ele, o principal da empresa é o empreendedor.

Há muita gente que compartilha desta opinião no Brasil. Se você tem interesse em captar dinheiro para sua startup, faz sentido dar uma olhada neste material aqui para lhe ensinar a fazer o melhor pitch e chamar a atenção dos investidores. Boa sorte.

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