Blockchain poderá transformar o Netflix e TV a cabo até 2020

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Por Elena Costa

22 de fevereiro de 2018 às 11:28 - Atualizado há 3 anos

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Blockchain, tecnologia usada para manter as criptomoedas, poderá transformar completamente a forma como o Netflix e a TV a cabo e outros serviços de streaming presentes no mercado. O motivo? Simples! É descentralizado, ou seja, ao contrário de estúdios, networks e streamers que desenvolvem o seu conteúdo para uma abordagem ordenada de distribuição – do estúdio para o usuário final ao longo de um dos canais pré-definidos: cabo ou transmissão ou dispositivo móvel ou site- no blockchain computadores em todo o mundo agem juntos em uma rede peer-to-peer para trabalhar em alguma tarefa – não há nenhum servidor ou autoridade central.

Decisões sobre o conteúdo que será oferecido, quando e por quanto será oferecido, além da rota de distribuição ainda são muito hierárquicos pelo Netflix e TVs a cabo. Com a tecnologia blockchain onde tudo é descentralizado nenhuma autoridade ou website poderá pré-definir o conteúdo a ser distribuído e como ele chegará ao seu cliente.

Segundo reportagem do Venture Beat, aplicativos descentralizados (Dapps) “para entretenimento, seja para transmissão ao vivo ou vídeo sob demanda, milhares de computadores em todo o mundo atuariam como emissoras em uma rede de malha que não é hierárquica. Esses ‘supernodes’ resolveriam o problema da última milha transmitindo o sinal para computadores que estão geograficamente nas proximidades. Isso será particularmente eficaz em países que não possuem muita presença de CDNs existentes”.

Projetos voltados para este universo descentralizado estão sendo criados com os blockchians já existentes ou com novos. Alguns deles são LivePeer, Viuly, Sream Token, YouNow/PROPS, Spectiv VR, LBRY e Theta Labs. Além deles descentralizarem, o uso do blockchain poderá ser disruptiva em outros pontos dentro deste setor, como os 4 citados abaixo:

  • Free Up Content Creators: criadores de shows poderão tornar disponível o seu conteúdo em uma plataforma descentralizada instantaneamente excluindo o processo de cadastro em estúdio ou Netflix. Não haverá mais gatekeepers para aprovar o conteúdo.
  • Novos canais: canais voltados para esports, eventos ao vivo, fantasia, ficção científica, notícias, etc. Eles poderão ser configurados por qualquer um e se juntarão aos criadores de conteúdo.
  • Propagandas e Conteúdo gratuito: projetos de video blockchain geralmente fornecem moedas ou tokens que os anunciantes podem usar para comprar exposição nesses canais descentralizados. Eles podem especificar que essas moedas vão diretamente ao criador de conteúdo sem que um intermediário tome um grande pedaço da receita – uma grande saída das práticas existentes, onde o intermediário obtém o maior pedaço.
  • Conteúdo pago: os consumidores poderão usar os novos tokens emitidos por redes de conteúdo descentralizadas para se inscrever em canais específicos ou para pagar um criador de conteúdo específico. Isso poderia substituir o cabo por demanda e oferecer aos espectadores uma escolha ilimitada do que pode ser visto “on-demand”.

Como podemos ver a tecnologia blockchain tem a capacidade de colocar um fim na indústria centralizada de entretenimento apenas substituindo os gate-keepers por peer-to-peer network. A expectativa do mercado é que 2020 seja a década do blockchain no entretenimento.

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