A importância das técnicas de investimento em startups

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Por João Kepler Braga

20 de abril de 2016 às 11:38 - Atualizado há 5 anos

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Durante muitos anos passei empreendendo meus próprios negócios. Na verdade eu nunca deixei de ser empreendedor, até porque como diz meu filho Davi Braga, empreender está no nosso DNA. Somente em 2009 comecei a estudar o modelo de investimento-Anjo e a investir efetivamente nos negócios de outros empreendedores.

Usava os recursos gerados pelos meus outros negócios e fruto do meu trabalho como empreendedor. Comecei portanto, naquele momento, a usar dois chapéus, o do Empreendedor e do Investidor. E com o desenvolvimento quase que natural das coisas fui deixando aos poucos o do Empreendedor. Nada diferente da história de muitos Empreendedores que viraram investidores no mundo. Aliás, eu acredito que essa é a ordem natural das coisas no ecossistema empreendedor.

Nós últimos anos o cenário brasileiro está cada dia mais favorável e aberto quando se trata em investimento em startups e o que não falta é informação e conteúdo útil sobre o assunto, assim como diversos casos de sucesso e muitos outros de insucesso que servem de base e aprendizado. Outro fator que tem contribuído muito para o desenvolvimento deste setor é o fato de que os empreendedores/investidores já perceberam que não precisa ter muito dinheiro, acumular riquezas ou muitas reservas para apostar em negócios interessantes.

O empreendedor hoje já pode experimentar livremente os sabores e os dissabores do investimento e com isso vai aprendendo a se relacionar de uma outra forma com outros investidores. Atualmente estamos vivendo o que eu chamo de democratização do investimento-anjo no Brasil.  O que antes era restrito para poucos investidores qualificados, hoje diversos investidores iniciantes estão optando por esta modalidade, até mesmo os mais experientes investidores estão usando frequentemente essa ferramenta para diversificar o portfólio e sua carteira de investimentos.

Existem muitas startups despontando, gerando caixa e aparecendo com seus serviços e produtos, com negócios que estão mudando definitivamente o mindset das pessoas e do mercado. E essas, lá na frente, podem ser vendidas ou pagar dividendos muito maiores que qualquer investimento tradicional. Mas atenção, estamos falando de investimento de risco, nunca esqueça disso!

Ao longo dos anos e com a própria experiência adquirida, entre erros e acertos, consegui elaborar e aplicar técnicas de investimento que, de forma geral, são capazes de direcionar seus investimentos e principalmente de minimizar as chances de perda. Listei alguns pontos que podem ajudar os empreendedores/investidores e entender como tudo isso funciona na prática:

  1. Investir apenas em uma ideia, não é mais barato (nem mais seguro);
  2. Não espere que o retorno do investimento aconteça no prazo médio de dois anos, geralmente leva mais tempo;
  3. Um contrato amarrado com a Startup não significa que você estará livre de problemas judiciais futuros;
  4. Seja criterioso e realista, não existem centenas de ótimos projetos a nossa disposição todo dia;
  5. Não se iluda e acredite que a Startup vai saber vender e faturar sozinha, que o mercado é enorme e promissor;
  6. Outro equívoco comum é achar que quanto menos sócios investidores no projeto, melhor;
  7. O Empreendedor vai querer mais do que sua mentoria;
  8. Infelizmente uma startup acelerada não significa necessariamente que o risco seja menor;
  9. Não ache que se você não tiver o dinheiro na hora do aporte, os sócios entenderão, negócio é negócio;
  10. Você sem dúvida irá precisar de assessoria jurídica especializada no começo.

É isso, pessoal. Espero ter ajudado!