Você conhece os medos mais frequentes entre os empreendedores brasileiros?

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Por Lucas Bicudo

5 de abril de 2016 às 15:45 - Atualizado há 5 anos

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A diretora da VRS Cursos e consultora de treinamentos executivos, Vivian Rio Stella, usou de todo seu portfólio, que já passou por Doutorado em Linguística pela Unicamp e Pós-doc no Grupo Atelier da PUC-SP, para nos identificar quais são os maiores medos que os jovens empreendedores brasileiros estão passando sob a atual conjuntura político-econômica do país. Confira: 

1 – Onde está o meu retorno?

Depois de investir no início de seu negócio, é comum se preocupar em obter retorno financeiro com certa rapidez. O mercado e a mídia do segmento sempre cantou essa bola: há a possibilidade de se crescer do dia para a noite, e os jovens costumam a ficar eufóricos com as novidades. Mas o fato real é que um negócio de sucesso leva tempo para se consolidar e nem sempre sucesso é medido apenas por quanto se lucra, mas sim por reconhecimento entre os clientes, possibilidade de equilibrar vida pessoal e profissional, liberdade maior de agenda e concretização de planos e sonhos que só um empreendedor pode experimentar sem ser podado por um chefe, por exemplo.

2 – Meu negócio não dobrou de ontem para hoje
Alguns jovens empreendedores criam seus negócios visando potencial a curto prazo e não sustentabilidade a longo termo. A ideia por detrás dessa estratégia é a de estruturar um negócio de muito rápido crescimento – mas não necessariamente lucrativo – com a intenção de vendê-lo. Exemplo clássico é o daquela start-up nascida para ser adquirida. O estresse que surge por conta da necessidade de crescimento de dezenas ou centenas de vezes acima do comum e em muito pouco tempo pode ser enlouquecedor e difícil de controlar nas mentes menos amadurecidas.

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Vivian Rio Stella – Diretora da VRS Cursos e consultora de treinamentos executivos.

3 – Como não estou ganhando o mesmo que no ano passado?
Lidar com as sazonalidades de vendas é potencialmente muito angustiante. Há períodos em que as atividades estão mais intensas e, em outros, que simplesmente não. Isso é natural, mas ter esse conhecimento não é suficiente para diminuir o estresse gerado em períodos que a torneira de dinheiro seca. A solução para lidar com a sazonalidade é o planejamento – e não só financeiro, mas de prospecção, inovação e gestão. Isso requer um amplo leque de habilidades do empreendedor e da equipe que trabalha com ele.

4 – O cliente acha que meu negócio não é negócio
Há jovens empreendedores que decidem por não ter um escritório e trabalhar no modelo home-office ou co-working. Isso é uma opção muito válida, mas como agir diante de um cliente mais conservador em que a falta de escritório se torna um empecilho para o fechamento dos negócios? O importante é o empreendedor saber que a decisão por um modelo de negócios não tradicional pode não ser muito bem vista por potenciais clientes. Se a escolha for essa, é importante torná-la a espinha dorsal do negócio e incorporá-la plenamente a seu discurso e a suas práticas de gestão, isso é, aliar criatividade à gestão eficaz e respeitabilidade não só na prática, mas também no discurso – ou, como se diz popularmente, é “matar no peito” esse modelo inovador.

5 – Quanto de flexibilidade vai na fórmula?
Cada empreendedor tem seu próprio estilo e não é incomum que invista tempo e energia escolhendo o móvel perfeito, o logo perfeito, o nome perfeito e outros componentes “perfeitos”, como se todo esse controle fosse tão importante quanto o negócio em si. É fundamental ponderar que, por vezes, não ter escritório e não exigir horários fixos de trabalho da equipe – mas gerenciar por metas e resultados com base em feedback efetivo – pode ser justamente o que permite ser inovador e atingir os objetivos. Esse tipo de informação e de possibilidade precisa ser valorizado pelo jovem empreendedor.