Conheça as 7 dicas imperdíveis de empreendedorismo do fundador do Waze

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Por Isabella Câmara

16 de abril de 2018 às 17:32 - Atualizado há 2 anos

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Multimilionário desde 2013, quando vendeu o aplicativo de navegação Waze ao Google por US$ 1,1 bilhão, Uri Levine é um empreendedor em série. O israelense é um dos três fundadores da startup que nasceu em 2007 e atualmente tem 100 milhões de usuários no Brasil. Desde que saiu do Waze, Uri investiu em diversas startups nas mais variadas áreas e ainda prestou consultoria para muitas outras.

Na semana passada, Uri Levine esteve em São Paulo para participar do 20º Encontro Locaweb de Profissionais de Internet,  e compartilhou diversas dicas sobre empreendedorismo com os participantes. Durante sua palestra, Uri foi questionado sobre o ecossistema israelense. O fundador do Waze destaca que três fatores são essenciais para o desenvolvimento do mesmo: obrigatoriedade em servir o exército, que cria uma cultura pragmática frente aos problemas; tolerância ao fracasso; apoio do governo e outras instituições do Estado. Conheça tudo sobre o ecossistema de startups israelense no nosso eBook gratuito!

Em relação ao Brasil, Uri Levine afirma que não gosta como o empreendedorismo é tratado no país. “Israel tem mais startups do que o Brasil quando comparamos a população de cada um. Isso porque lá temos apoio e subsídios do governo disponíveis para empreendedores. Mas aqui há muita burocracia”, diz. Apesar disso, para ele, o mercado brasileiro tem grandes chances de ser bem sucedido como o de Israel. “O mercado é grande, há pouca competição e a indicação possui uma enorme força no Brasil”, afirma.

Uri Levine deixou o Waze no dia seguinte à compra da empresa pelo Google. O motivo? Começar mais startups. Atualmente, Uri Levine tem mais de 10 startups no currículo: Waze, Moovit, Feex, Roomer, Zeek, Engie, LiveCare, See Tree, Refundit e Fairly. De fato, um empreendedor em série! A seguir vão 7 dicas o expert:

1. Se você não tentar, você já fracassou

Para Uri Levine, uma das características mais importantes de um empreendedor é a persistência. “O fracasso é inevitável e ele nos ajudam a mostrar onde e porque estamos errando. Se você não tentar, você já fracassou”, diz. De acordo com o israelense, os investidores até buscam os empreendedores que já fracassaram algum dia – isso porque a chance de ter sucesso sendo que você já fracassou, é cinco vezes maior.

“Os investidores procuram quem já fracassou, porque ele já aprendeu com os erros”, afirma. A partir do fracasso, o empreendedor consegue se mover ainda mais rápido. Isso, de acordo com ele, é essencial para o ramo de startups.

2. Erre rápido

“O erro é inevitável quando se é empreendedor”, afirma Uri. Para ele, quanto mais rápido o erro acontecer, mais fácil será consertar e aprimorar o produto. Além disso, de acordo com o fundador do Waze, o produto não precisa estar perfeito para ser lançado. “Não precisa estar perfeito para ser vendido ao mercado, basta ser bom o suficiente para provar sua proposta de valor”.

3. Acostume-se com os “nãos”

Quando o Waze começou, muitas pessoas disseram que não iria funcionar. “Tínhamos um problema: não se podia licenciar mapas digitais e oferecê-los de graça. Precisávamos construir um mapa do zero baseado no GPS dos motoristas. É essa a mágica do Waze, ela está nos motoristas”, revela Uri. Mas não foi tão simples assim. O fundador conta que ele e seus sócios falaram com diversos investidores e fundos de investimentos e que, principalmente na hora de levantar capital, os nãos foram inevitáveis. “Dizem que existem seis jeitos de se dizer não. Nós ouvimos todos eles”, diz.

Inevitáveis. É assim que Uri Levine descreve os “não”. Para ele, 99% dos investidores irão falar não para a maioria dos projetos. “Antes de você entrar, o investidor já decide se investirá ou não. Demora segundos. Mas ainda nos primeiros minutos é possível mudar de opinião”. Segundo ele, a dica é entender o investidor como usuário – e se ele não será um, precisa no mínimo entendê-lo. “Ele só investirá se ver valor na sua solução”.

4. Aposte no storytelling

O storytelling nada mais é do que contar a sua história para atrair a simpatia de investidores ou consumidores e, assim, vender mais produtos. De acordo com Uri, os investidores compram pessoas e histórias – não apenas produtos. “Comece com pitches elevados. A primeira fala é a mais forte e, por isso, precisa ser a mais impactante. O storytelling une a história do empreendedor e do seu negócio com a identificação de uma missão e propósito. Hoje, ele conecta empreendedores e investidores”, diz.

5. Se apaixone pelo problema e não pela solução

 Para Uri Levine, tudo começa com o problema. Se o problema for compartilhado com um número elevado de pessoas, talvez haja uma chance de sucesso. “Eu crio startups que resolvem problemas grande e estou sempre em busca de problemas que valem a pena serem resolvidos. Eu pego os pequenos problemas do dia a dia que incomodam e procuro saber se outras pessoas compartilham desse mesmo problema”, conta.

Se o problema for grande o suficiente e merecer uma solução, Uri Levine começa a busca para resolvê-los. “Você precisa mergulhar no problema intensamente. A partir desse foco, as chances de encontrar uma solução são bem maiores”. Para descobrir se ele é grande o suficiente, comece com os amigos mais próximos. Mas não fique só nisso. “Converse com 100 pessoas diferentes. Se você for para esse caminho, você vai impactar muito mais gente e a chance de sucesso será maior”.

6. Celebre regularmente

Uri Levine conta que ele e seus sócios faziam questão de celebrar todas as “primeiras vezes”. De acordo com ele, isso é essencial para criar o melhor ambiente de trabalho possível. “É preciso celebrar regularmente: celebre o primeiro empregado, mudança de escritório, número de usuários”, conta.

7. Lance o produto rapidamente

De acordo com Uri, é essencial lançar o produto rapidamente. “Se você não o colocar para fora, você não aprenderá nada. Você precisa entender o seu usuário para resolver um problema específico.

Para isso, não adianta deixar sua solução presa dentro de um escritório”, defende. Para ele, o melhor é ir para a rua, conversar com as pessoas e entender as demandas. Compartilhar a ideia com outros empreendedores é essencial para o sucesso do produto também.