Fundador do Waze diz que Brasil precisa de menos taxas e mais engenheiros

João Ortega

Por João Ortega

19 de fevereiro de 2019 às 08:51 - Atualizado há 2 anos

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Uri Levine, um dos fundadores do Waze, apontou os caminhos para o Brasil se tornar um centro de inovação. O empreendedor israelense afirmou que tributação sobre investimentos, baixa quantidade de engenheiros e falta de encorajamento ao empreendedorismo são algumas das razões que atrapalham o crescimento do ecossistema de startups.

Levine conversou com a imprensa antes de sua palestra, uma das mais aguardadas da Campus Party, na sexta-feira (15). O evento trouxe diversos especialistas das áreas de tecnologia e empreendedorismo.

Mídia e governo

A responsabilidade para tornar o país mais atraente para empreendedores, segundo Uri Levine, está dividida entre duas instituições. “É necessária muita coragem por parte do governo e também da mídia”, afirma.

A imprensa, para o israelense, deve fomentar cases de sucesso. “A mídia tem o papel de contar histórias de empreendedores que estão tentando mudar o mundo para encorajar outros a fazerem o mesmo”, explica.

Do outro lado, o Estado deve incentivar a formação profissional e diminuir tributos em investimentos externos. “Precisamos de mais engenheiros, e isto é parte do sistema de educação. O governo pode encorajar isto”, diz. “E enquanto houver a limitação criada pelos impostos, virão apenas investidores locais. Isso é algo que precisa ser discutido se quiserem um ecossistema de startups diferente no Brasil”.

“Engenheiros podem construir coisas. E isso é muito importante na hora de criar novos produtos”, conclui Levine.

Resolvendo problemas

Para Levine, inovação não é um fim, e sim um meio para se encontrar a resolução de problemas . “Onde existe ineficiência, existe um chamado por disrupção”, afirma.

“Eu saí do Waze literalmente no dia seguinte de sua aquisição para poder construir novas startups. Eu tenho uma paixão interminável por mudar o mundo. Eu continuo tentando encontrar problemas que podem ser resolvidos. Para mim, é uma história sem fim”, conta o empreendedor. O aplicativo de navegação por GPS foi vendido ao Google em 2013 por mais de US$ 1 bilhão.

Além do Waze, Uri Levine trabalha com startups de diversos setores. A FeeX, de que é cofundador, torna taxas mais claras e ajuda pessoas a controlar suas finanças. A ZeeK, da qual se tornou investidor-anjo, é um marketplace de créditos em lojas e cartões-presente, colocando em uso valores absurdos que seriam desperdiçados por perda de prazo. A Engie, a mais nova startup do empreendedor, transforma veículos comuns em conectados. Essas e suas outras empresas estão descritas em seu site pessoal.

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