Quem são os empreendedores do e-commerce brasileiro?

Um estudo do eBay revela quem são os microempreendedores online, faixa etária, gênero, classe socioeconômica e o que mais vendem

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Por Isabella Câmara

26 de julho de 2018 às 15:26 - Atualizado há 2 anos

O e-commerce no Brasil vem crescendo mesmo em anos difíceis para a economia brasileira, somente em 2017 o setor apresentou crescimento de 12%, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico. Além disso, uma pesquisa recente produzida pelo eBay, revelou que os brasileiros têm um grande espaço para crescer quando se trata do comércio eletrônico. De acordo com o levantamento, as vendas mundiais do e-commerce atingirão US$ 4 trilhões até 2020 – só no Brasil, isso corresponde a US$ 22,5 bilhões. Além disso, o Brasil é o país mais promissor em relação a vendas online da América Latina, região onde cerca de 151 milhões de pessoas devem comprar bens e serviços na internet até o próximo ano.

A “Understanding cross-border e-commerce in Brazil”, pesquisa focada principalmente em não vendedores do eBay, também mapeou os principais caminhos do e-commerce global e revela que a maioria das vendas online no Brasil ainda é nacional, cerca de 3 a cada 4. Apesar de tudo, a receita dos vendedores internacionais é e aumenta significativamente em comparação com os vendedores nacionais – receitas anuais entre US$ 10.000 e US$ 50.000 são geradas principalmente pelo comércio fora do país.

Understanding cross-border e-commerce in Brazil

Fonte: Understanding cross-border e-commerce in Brazil / eBay

De acordo com a pesquisa, apenas 16% dos vendedores online se dedicam ao negócio em tempo integral – quando nacionais, os vendedores destinam em média de 1 a 3 dias por semana a vendas online e, quando internacionais, dedicam entre 6 e 7 dias. Além disso, os vendedores internacionais tendem a permanecer apenas 2,5 anos no comércio eletrônico. Segundo a pesquisa, esse pouco tempo de vida dos vendedores em plataformas online refletem do modo como as pessoas ainda enxergam o e-commerce, um modo de expandir um negócio e, eventualmente, aumentar a renda.

Moda (51%) e Eletrônicos (46%) são as categorias que dominam as plataformas online, seguidas de Brinquedos e hobbies (36%), Artigos esportivos (32%) e, por último Motor (11%). Moda e Eletrônica, em conjunto com a categoria que menos se destaca em vendas online, a Motor, são os setores que geram mais receita para os vendedores da internet.

Segundo a “Understanding cross-border e-commerce in Brazil”, a maioria das vendas realizadas online no país são concentradas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Apesar da vendas serem processadas nos maiores polos do país, os vendedores brasileiros ainda não consegue entregar mercadorias no mesmo dia – o prazo de entrega de grande parte dos empreendedores online é de 3 a 7 dias.

Além dos problemas com entregas, a pesquisa feita a partir de 200 entrevistas individuais, indicou que um dos principais obstáculos que os vendedores enfrentam é a falta de credibilidade. Com os vendedores internacionais, os impedimentos são ainda maiores: os preços e as elevadas taxas são fatores importantes que dificultam as vendas online. “Esta pesquisa ajuda a entender melhor as necessidades, desafios e oportunidades que os vendedores brasileiros têm, mas também mostra que há uma grande margem de crescimento e competitividade”, diz Xavier Aguirre, Gerente de Desenvolvimento de Negócios e Exportações da eBay Latin America, sobre a pesquisa.

O e-commerce é apenas a ponta do iceberg de uma enorme revolução que está acontecendo no varejo – que mudará completamente a forma como o setor se relaciona. Quer saber mais sobre o futuro do mercado no Brasil e no mundo? Inscreva-se na Varejo Tech Conference

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