Quando um empreendedor deve confiar em seu instinto? E em conselhos externos?

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Por Isabella Câmara

24 de Maio de 2018 às 17:22 - Atualizado há 2 anos

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Barbara Corcoran, investidora e jurada do Shark Tank, depende muito do seu instinto quando precisa decidir se investirá ou não em um empreendedor.  Embora ela faça seu dever de casa e aprenda sobre as finanças o históricos de vendas de uma empresa, sua decisão final geralmente se baseia em um fator: se ela gosta ou não da pessoa.

Mas Corcoran não é a única investidora que valoriza o instinto quando se trata de decisões de negócios. Steve Jobs, Warren Buffet e Bill Gates priorizavam sua própria intuição frente ao conselho dos outros ou até mesmo ao feedback dos clientes. No entanto, algumas pesquisas sugerem que os instintos não funcionam tão bem quanto as pessoas pensam. Só porque as reações instintivas de Buffet lhe renderam muito dinheiro para ele, não significa que a intuição funcione para todos.

Ou seja, os instintos ajudam a tomar boas decisões de negócios, mas precisam ser equilibrados com uma contribuição externa. Saiba como fazer isso:

Peça conselhos (mas não tenha medo de ignorá-los)

Quando Kara Goldin iniciou o Hint, a empreendedora pediu conselhos de várias pessoas, principalmente de executivos que trabalham na indústria de bebidas. “Muitos me disseram que vender bebidas não-açucaradas e sem conservantes simplesmente não funcionaria. Mas, ao invés de desanimar, confiei no meu instinto de que era uma boa ideia”, conta.

Receber feedback sobre uma ideia de negócio desde o início é essencial, mas é importante estar preparado para lidar com reações negativas e usá-las com uma nova perspectiva no futuro.

Encontre um mentor

Quando Mark Zuckerberg precisava de conselhos sobre como manter seu negócio focado enquanto o Facebook crescia rapidamente, ele procurou Steve Jobs. Isso porque Jobs já tinha passado pelo tipo de problemas que Zuckerberg estava enfrentando e ambos tinham perfis parecidos – desistiram da faculdade e são fundadores de empresas digitais de sucesso.

Deu certo? Deu – e muito. Ou seja, encontrar um mentor com um histórico semelhante é essencial para que os conselhos recebidos estejam alinhados com os instintos do empreendedor.

Tenha uma missão clara

O propósito de um negócio sempre atuará como um guia para um empreendedor seguir sua intuição. Se o sentimento dele sobre uma ideia se alinha com o seu propósito, isso é um bom sinal. Caso contrário, é hora de procurar conselhos de pessoas mais experientes.

Preencha lacunas com os outros

Meg Whitman se juntou ao eBay para ajudar Pierre Omidyar a transformar seu site de leilões no negócio multibilionário que conhecemos hoje, e é um ótimo exemplo de um fundador que reconhece que precisa de ajuda. A contribuição de outras pessoas preencherá possíveis lacunas no conhecimento ou conjunto de habilidades de um empreendedor, mas é essencial não ter medo de questionar algo que for contra um instinto.

Valide o instinto com os clientes

Ouvir os clientes é importante, mas é menos provável que eles sejam uma fonte de inovação maior do que a própria intuição do empreendedor. No entanto, é sempre útil validar as ideias com eles. Como Bill Gates disse: “Eles nem sempre podem dizer o que querem, mas podem sempre dizer o que está errado”.

Use seus instintos e siga conselhos ao mesmo tempo

Quando os primeiros investidores do Google aconselharam os fundadores a trazerem um COO experiente, ambos foram contra a ideia. Mas, eventualmente, decidiram seguir o conselho e conhecer alguns candidatos. Tempos depois, eles decidiram contratar Eric Schmitt e a história provou que a intuição deles estava correta.

Este é um ótimo exemplo de que seguir um conselho enquanto ainda confia em no instinto para fazer as escolhas certas é o melhor dos dois mundos. Encontrar um equilíbrio entre os próprios instintos e a experiência dos outros é a chave para a grande tomada de decisões.

Os instintos são altamente valiosos para qualquer empreendedor, mas nem sempre podemos confiar que eles estejam certos. Ao aprender quando confiar em seu instinto e quando seguir os conselhos externos ou até mesmo como equilibrar os dois, os empreendedores tomarão melhores decisões, ao mesmo tempo em que terão menos arrependimentos se as coisas não funcionarem.

(Via: Entrepreneur)