O profissional do futuro: remoto e/ou sob demanda? – ReStartSe 03/04

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

6 de abril de 2020 às 19:53 - Atualizado há 6 meses

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No meio da pandemia devido ao novo coronavírus, a StartSe criou o #MovimentoReStartSe, um programa de capacitação 100% gratuito e online para auxiliar empresas e profissionais a lidarem e saírem melhores dessa crise. Quatro aulas ao vivo são ministradas por especialistas do Brasil, Vale do Silício ou China em nossas redes sociais diariamente, às 11h, 13h, 15h e 19h.

As aulas desta sexta-feira (3) tiveram um ponto em comum: o foco nos profissionais. Dos investidores aos trabalhadores sob demanda, todos estão experimentando uma mudança no trabalho. Confira o resumo do dia:

Marco Poli: investidor anjo

Os investidores anjo são pessoas físicas que aplicam o próprio patrimônio em empresas. Eles contribuem com o capital e com suas experiências em gerir negócios, que costumam ser de fase inicial. A iniciativa é chamada de “Smart Money”.

Nesta sexta-feira, o investidor Marco Poli e Junior Borneli trouxeram dicas de boas práticas para o momento atual em que vivemos e para a vida. Para o empreendedor, por exemplo, começar uma empresa já esperando receber um investimento é errado. Mesmo os investidores early stage (de fase inicial) esperam ter um MVP completo de um produto ou serviço para que possam apostar. Além disso, é necessário conhecer quem deseja adquirir participação na companhia para ter certeza de que há sinergia de expectativas e ideias e não se frustrar no futuro.

É um bom momento para os investidores que possuem carteiras abertas. Existem muitas empresas procurando investimento, o que pode facilitar o contato com startups concorridas. Mas a dica é, hoje e sempre, nunca comprometer mais de 10% de seu orçamento e, por ser um aporte de alto risco, consultar um advogado especialista em startups antes de fechar um negócio.

Daniel Lau: Características do profissional chinês

Na segunda palestra do dia, Maurício Benvenutti e Felipe Leal, sócios da StartSe, receberam Daniel Lau, diretor-executivo da Willis Towers Watson. Eles discutiram o que os brasileiros podem aprender com a disciplina dos chineses – principalmente após eles já terem enfrentado o pior momento da crise em que estamos.

Eles enumeraram cinco características: 1) Guanxi. Não há uma tradução literal, mas o guanxi é que temos de mais próximo de “rede de relacionamento”. Ao agir com guanxi, os chineses cuidam um dos outros, pensando primeiramente em grupo do que no individual. Eles ajudam uns aos outros e esperam ser apoiados pela mesma rede caso um dia precisem.

2) Velocidade/competitividade. “Todo ano há 8 bilhões de novos formandos procurando empregos, além de pessoas saindo do campo e indo morar nas cidades”, explicou Daniel Lau. Por isso, devido ao tamanho do país e da população, os chineses estão acostumados com uma grande concorrência. 3) Resiliência/pragmatismo. Em um momento de crise, caso um negócio não possa continuar, eles fecham e seguem em frente.

4) Disciplina/comprometimento. Os chineses seguiram a quarentena com disciplina, o que garantiu que a crise fosse enfrentada com mais eficácia. O efeito pode ser sentido inclusive no meio ambiente, em que a poluição das cidades diminuiu. 5) Criatividade/inteligência adaptativa. É representado por dois exemplos: os profissionais dos serviços não-essenciais se adaptaram – DJs passaram a fazer lives, por exemplo. Já os ônibus que não pararam de operar para transportar a população foram equipados para medir a temperatura dos passageiros para reconhecer qualquer sinal de febre.

Bruno Reis: Economia sob demanda

Uber, Rappi, iFood, Airbnb, Singu, Dog Hero – esses são alguns dos aplicativos que operam no método economia sob demanda. Os profissionais atuam de acordo com a demanda pelos serviços ou produtos. As empresas são intermediadoras entre os clientes e os profissionais, utilizando a tecnologia para isso.

Felipe Lamounier, sócio da StartSe, recebeu Bruno Reis, gerente de marketing da Doordash, startup de entregas do Vale do Silício. Reis descreveu essa economia em quatro pilares: tecnologia, sustentabilidade, comunidade e consumidores. “É necessário ter muita eficiência e confiança, pois a própria empresa não está suprimindo a demanda, ela está conectando outras pessoas para resolver. Sua responsabilidade é de habilitá-las para que sejam os melhores profissionais que possam ser”, explicou.

Roberta Vasconcellos: A cultura do trabalho remoto

A quarentena devido ao novo coronavírus exigiu que milhares de trabalhadores passassem a trabalhar de suas casas. Enquanto essa é uma novidade para algumas pessoas, outras operam uma empresa 100% remota. E, vale destacar:  trabalhar remoto e home office não são sinônimos, pois o remoto consiste em trabalhar de qualquer lugar.

Roberta Vasconcellos, fundadora da BeerOrCoffee, conversou com Pedro Englert, CEO da StartSe, para explicar como opera uma empresa 100% remota. Do lado técnico, ela utiliza ferramentas como Slack (mensagens), Zoom (ligações de vídeo), Google Agenda e Clockwise (para marcar compromissos), Google Drive (armazenamento de arquivos), Weekdone (registrar metas), Xerpa (RH), entre outras.

Já do ponto de vista cultural, ela explicou que é necessária muita confiança. O ponto de virada não são o número de horas trabalhadas, mas o resultado que é entregue. Na comunicação, é melhor pecar pelo excesso. Embora ligações de vídeo sejam uma constante, é importante que não ultrapassem 40 minutos para não atrapalhar na produtividade. Na sinergia entre colaboradores (distribuídos em diversos países do mundo), eles organizam happy hours online para se conhecerem melhor.