Pessoas mais ricas do mundo querem parar de envelhecer e se tornarem imortais

A chave dessas pesquisas é a pesquisa genética e DNA, para entender o processo de envelhecimento e reduzi-lo até acabar com ele

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Por Da Redação

10 de agosto de 2015 às 15:44 - Atualizado há 5 anos

SÃO PAULO – Larry Page, fundador do Google, tem uma meta ousada: vencer o processo de envelhecimento e se tornar imortal. E a meta, por mais estranha que seja, não é tão irrealista assim, mostra o Tech Insider.

O bilionário é um dos que investem em tecnologias anti-envelhecimento, junto com Larry Elilison, Sergey Brin e Peter Thiel – até mesmo Bill Gates já disse que é favorável a esse tipo de pesquisa, embora acredite que esta talvez não seja a prioridade de investimentos no momento. E não é nenhum creme antirugas. 

A chave dessas pesquisas é a pesquisa genética e DNA, entender o processo de envelhecimento, diminuí-lo ou até mesmo parar com isso, alcançando a imortalidade. Page fundou a empresa Calico, para isso, com US$ 750 milhões do Google. Thiel, por sua vez, montou o Breakout Labs para financiar “ciência radicais”, como recriar ossos e reparar o DNA. 

Um dos cientistas apoiados por Thiel é Aubrey de Grey, que acredita ser possível descobrir as mutações genéticas e celulares que causam o envelhecimento. As ideias mais debatidas até agora são a criogênia dos corpos para trazê-los de volta a vida anos mais tarde (que já está sendo feito desde a década de 80, mas sem sucesso) ou a transfêrencia de consciência, para obter a imortalidade. 

Essas pesquisas podem trazer grandes avanços para a medicina também para quem não é endinheirado: melhor entendimento ciêntifico do DNA pode ajudar no tratamento de diversas doenças, fora que esse tipo de pesquisa sempre acaba barateando tratamentos. É o que aconteceu com a AIDS, que custava mais de US$ 10 mil por ano para ser tratada quando os primeiros tratamentos antiretrovirais surgiram. 

No momento, a extensão da vida para limites considerados “anti-naturais” não é muito popular pois as pessoas aceitaram que não é possível viver de maneira saudável após certo ponto da vida e a maior parte das pessoas vê os 100 anos como uma “boa idade”. E isso ocorre mesmo com a expectativa de vida tendo dobrado nos últimos 150 anos.