Novos profissionais para uma nova revolução

Da Redação

Por Da Redação

6 de novembro de 2017 às 10:20 - Atualizado há 3 anos

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*Texto por Caroline Cintra, Diretora-Presidente da ThoughtWorks no Brasil

Muito se fala sobre a falta de profissionais de TI que tenham também perfil de negócios. Mas falar sobre a falta pressupõe a não existência de algo que costumava existir. Quando falta energia elétrica, por exemplo, significa que ela estava disponível, mas por algum motivo – racionamento, queda de um poste elétrico, apagão – deixou de estar.

No caso do mercado de TI, será que falta é mesmo a palavra certa a ser utilizada? Até pouco tempo atrás, os profissionais de TI eram – e muitas vezes ainda são – vistos como aqueles que passam horas e horas atrás de um computador escrevendo código, resolvendo problemas nas máquinas dos funcionários e conectando cabos para fazer tudo funcionar. “O pessoal da TI” era um grupo de seres desconhecidos, isolados em uma sala fria para não superaquecer os servidores. Para a maioria das empresas, tecnologia era apenas um detalhe para fazer a operação funcionar.

Com a chamada Quarta Revolução Industrial, caracterizada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas, a tecnologia está deixando de ser parte dos negócios para se tornar o todo. A divisão entre o core business e a TI está em extinção, pois, cada vez mais, tudo tende a andar junto, de forma integrada, para garantir inovação e entregas condizentes com o mundo cada vez mais conectado em que vivemos.

Esse novo cenário exige profissionais mais holísticos, capazes de olhar para todas as etapas de um projeto de forma estratégica – desde a ideação, passando pelo desenvolvimento, até chegar à aplicação. Para o tecnologista, não basta mais apenas dominar linguagens de programação, é preciso entender do negócio, do momento da empresa e seus objetivos para propor a melhor forma de alcançá-los por meio da tecnologia. O mesmo vale para os gestores das mais diversas áreas, que precisam entender sobre tecnologia e as tendências do mercado para conseguir inovar – seja em um processo interno ou em um produto final da empresa.

Nessa nova era, pensar, agir, validar, aprender e evoluir deve ser um mantra e um ciclo constante para os profissionais de todas as áreas e para qualquer empresa que queira manter o seu diferencial competitivo. A curto prazo, estar a par da revolução digital pode parecer uma missão impossível, mas não é. É um desafio ousado e, como tal, demanda mudanças em várias dimensões.

Para atingir resultados holísticos, estratégia, tecnologia e design devem andar juntos na criação das melhores experiências – seja do usuário, do cliente, dos colaboradores ou de um projeto. Ao mesmo tempo, do ponto de vista cultural, esses “novos” profissionais querem um ambiente de trabalho que também lhes propicie propósito, conexões, autonomia e experimentação. No fim do dia, a relação entre profissionais e empresas e entre clientes e fornecedores é uma relação de geração de valor mútuo: se esse valor não estiver claro para as partes, é difícil engajar todas elas em torno  de um resultado.

Trabalhos desta natureza se tornam cada vez mais comuns nos novos tempos e exigem também novos perfis profissionais. Perfis com quem consultorias e empresas digitais já trabalham há mais tempo, mas agora, com a tecnologia no centro dos negócios, outros tipos de empresas também começam a sentir necessidade desses profissionais.

Se eles estão em falta? Não, estão crescendo junto com a Quarta Revolução Industrial. Afinal, não basta querer contratar essas pessoas, é preciso criar um ambiente que as acolha e forneça as ferramentas necessárias para se desenvolverem – e então deixá-las fazer seu trabalho.

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