“No futuro da medicina, o paciente será o centro”, afirma o médico Leonardo Aguar

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

10 de março de 2018 às 11:42 - Atualizado há 3 anos

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Neste sábado (10), está acontecendo a HealthTech Conference, o maior evento de tecnologia na saúde. Leonardo Aguiar, cirurgião plástico e CIO na Laduo, esteve presente no evento apresentando suas considerações para o futuro da medicina.

Aguiar fez pós-graduação no Instituto Ivo Pitanguy e trabalhou diretamente com o renomado cirurgião plástico, na clínica dele. “Um dia, conversando com o Pitanguy, ele me disse que a cirurgia plástica vai acabar. Ele disse ‘É, meu filho, as coisas estão mudando muito rápido e não será só a cirurgia plástica que vai acabar – a medicina e tudo o que a gente entende sobre a saúde vai acabar’”, comentou Aguiar.

Para Leonardo Aguiar, a forma como tratamos a saúde mudará completamente, realmente acabando com o conceito existente de hoje. “Hoje, o paciente só entra no sistema de saúde quando já está doente. Mas a gente não acorda simplesmente doente de um dia para o outro, passamos por uma série de transformações e alterações que te levam a diabetes, por exemplo. Como trabalhamos isso?”

O empreendedor respondeu a própria pergunta: “Nós começaremos a inovar não só no tratamento da doença, mas no cuidado antes dela. Os estados pré-clínicos são indicadores de ouro. Vamos ajudar a cuidar da doença antes de ela aparecer – é melhor, mais barato e efetivo”. Aguiar apresentou o dado de que, no Brasil, existem 40 milhões de pré-diabéticos, e 25% se tornarão diabéticos em até cinco anos.

Um estudo da UnitedHealth apresentou que, evitando que um paciente pré-diabético se torne diabético, a economia no mercado é de US$ 55 mil dólares. E a tecnologia é um dos principais aliados para garantir a saúde do paciente. “Poderemos ter uma geladeira inteligente que irá controlar se abre a porta ou não de acordo com o que foi consumido no dia anterior. A privada, por exemplo, poderá avaliar a saúde do paciente de acordo com os alimentos que foram consumidos, podendo enviar os dados diretamente para o médico”, afirmou.

E os médicos estão ganhando parceiros na própria análise desses dados. O Project Baseline do Google é um exemplo citado pelo empreendedor. O Projeto diz que já mapeou o mundo, e agora irá mapear a saúde.

Leonardo Aguiar afirma que a medicina como conhecemos está acabando (e mudando) porque a informação que antes estava concentrada no médico agora pode ser facilmente acessada, inclusive no Google. “O problema da Ford não é mais a General Motors, e o problema dos médicos não é mais outros médicos. Agora, é a Amazon, Apple… E o Dr. Google”, comentou o empreendedor, realizando referência aos pacientes que realizam pesquisas a partir do buscador. Já a Amazon se uniu com a JP Morgan e Warren Buffet para trazer soluções em tecnologia pra saúde, enquanto a Apple está abrindo suas próprias clínicas médicas.

O médico comentou que hoje a Coca-Cola está vendendo menos e novidades como o suco verde são encaradas como luxo, pois fazem bem à saúde. “Hoje estamos vivendo o status da saúde, logo começaremos a digitalização, para no final da história atingir a singularidade”.

A singularidade, conceito trazido pela Singularity University (no qual Aguiar foi aluno), acredita em uma possível imortalidade. Leonardo Aguiar citou Ray Kurzweil, um médico ex-diabético que discute o conceito. “Eu descobri que em 2005 o próprio Dr. Kurzweil já tomava mais de 250 tipos de suplementos, como água alcalina e Vitamina D, que tem o poder de tratar doenças autoimunes. É a ciência e a tecnologia corroborando a medicina natural”, finalizou o empreendedor.

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