Não existem limitações para ser empreendedor; conheça a história de João

Avatar

Por Juliana Américo

12 de fevereiro de 2015 às 11:45 - Atualizado há 5 anos

Logo ReStartSe

GRATUITO, 100% ONLINE E AO VIVO

Inscreva-se para o Maior Programa de Capacitação GRATUITO para empresários, gestores, empreendedores e profissionais que desejam reduzir os impactos da Crise em 2020

SÃO PAULO – Tem gente que sempre arranja uma desculpa para não ir atrás dos seus sonhos. Mas se tem uma coisa que a Campus Party de 2015 ensinou para todos os participantes foi de que não existem limites para quem quer ser empreendedor, ou tentar alcançar os seus objetivos.

O grande destaque do evento não foram os palestrantes famosos, os blogueiros polêmicos, o ator que interpretava o cientista Beakman ou até mesmo o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que apareceu por lá no último dia (7 de fevereiro). O grande personagem da vez foi o João Santiago.

Assim como muitos que estavam lá, o jovem de 23 anos começou a programar desde cedo, possui uma paixão por computador e foi tentar a oportunidade de mostrar o seu projeto de aplicativo para possíveis interessados. Só tem um pequeno detalhe: ele é deficiente físico.

O rapaz, que veio de Fortaleza, capital do Ceará, acompanhado de sua mãe Eliza, ficou conhecido depois da palestra de Guto Ferreira, CEO do Confia, sobre startups sociais.  Durante a apresentação, o empreendedor disse que conheceu João no dia anterior, quando ele foi apresentar o seu aplicativo “Dá pra ir?”. A plataforma, que até então não estava pronta, disponibiliza informações sobre a acessibilidade dos locais aos deficientes, como listas de regiões mais acessíveis da cidade, classificações e publicidade aos lugares especializados.

Dá pra ir?_João Santiago_3

João, sua mãe (lado esquerdo) e a equipe do Carambola

A ideia surgiu quando ele precisou ir a um bar e ficou com medo por não saber se o local portava as condições necessárias ao seu acesso, já que ele é cadeirante. “Eu via a minha dificuldade de ir para os lugares e pensei que muitos, que nem eu, devem ter essa dificuldade de não saber se um local é acessível, se vai ser bem recebido. Daí veio a ideia de fazer um aplicativo com um banco de dados da acessibilidade dos locais públicos das cidades”, explica.

Mas não foi só o Guto que se sensibilizou com a história do jovem, a CEO e fundadora da Carambola, uma empresa de desenvolvimento de software que estava prestando mentoria na área de Startups & Maker, Juliana Glasser, também teve a oportunidade de conhecer o João. O resultado desse encontro foi que ela gostou tanto do projeto que o convidou para trabalhar na sua empresa e ainda deu todo o suporte para que o app fosse para o ar o mais rápido possível.

Dá pra ir?_João Santiago

João também participou Maratona de Negócios do Sebrae, lá na Campus, que tem o objetivo de premiar a melhor startup, mas infelizmente ficou em quarto lugar. Mas ele não ficou abalado. “Pitch apresentado… Esperando ansiosamente o resultado, MAS, independemente deste, ganhei muiiiiiiiiiiiiiiito (sic) nesta Campus Party Brasil, seja por muito conhecimentos, seja por amigos que agora tenho como minha família ou por negócios. EU GANHEEEEEEEEEEEEI (sic) nessa campus!”, escreveu em sua página do Facebook.

Acompanhe mais notícias do Campus Party 2015