Mulher brasileira está entre as principais empreendedoras do mundo

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Por Paula Zogbi

5 de novembro de 2015 às 15:13 - Atualizado há 5 anos

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“A desigualdade de gênero ainda é uma realidade em todos os países”, de acordo com Fabíola Spiandorello, gerente de propriedade intelectual da Agência Unesp de Inovação. Um podcast publicado pela Universidade Estadual Paulista analisou dados de pesquisas mundiais que concluíram que, ainda que existam dificuldades em todo o globo, a mulher brasileira é uma das que mais empreendem no mundo.

Segundo um estudo publicado pela consultoria McKinsey, se a desigualdade no mercado de trabalho fosse extinta, o incremento na produção global seria de US$ 12 trilhões. Mesmo assim, isso parece estar longe de acontecer tanto no mercado de trabalho registrado quanto em negócios próprios.

Para cada duas mulheres empreendedoras que têm funcionários em seus negócios, existem cinco homens na mesma condição, nos países-membro da OCDE.

Os dados mostram que as mulheres no geral são menos atraídas a assumirem os riscos de abrir novos negócios do que os homens, e os motivos principais são menos acesso a equipamentos e auxílios do que os empreendedores do sexo masculino. O estudo mostra que, em média, as mulheres empreendedoras ganham 39% menos que os homens na mesma condição, no geral.

Além disso, existem dificuldades em alcançar remuneração satisfatória e equilíbrio entre vida pessoal e profissional, que são fatores mais inibidores no empreendedorismo do que em empregos fixos.

Apesar de todas essas forças negativas, “a mulher brasileira tem vocação para empreender”, segundo a estudiosa: os dados da OCDE mostram que África do Sul, Chile, México, Estados Unidos e Brasil são os cinco países com maior número de mulheres que desejam estabelecer seus próprios negócios.

Outro padrão encontrado é que, normalmente, as mulheres empreendem no setor de serviço, enquanto homens atuam em produção e construção civil, na maioria das vezes.