Mercado millionário? Empresa vende produtos focados em atletas veganos

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Por Juliana Américo

15 de abril de 2015 às 17:50 - Atualizado há 6 anos

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SÃO PAULO – Cerca de 18 milhões de brasileiros declaram ser vegetarianos. O Brasil ocupa o segundo lugar na lista mundial entre as nações adeptas dessa dieta alimentar, atrás apenas do Canadá.

Os dados, apresentados pelo Ibope e Ipsos, mostram que aproximadamente um décimo do país se preocupa em pesquisar a origem do que é consumido.

Dentre esse percentual há aqueles que, além de não consumirem nenhum tipo de carne e derivados, como ovos e leite, excluem qualquer produto de origem animal do vestuário, entretenimento, entre outros, que sejam resultados da exploração animal: os veganos.

Só em 2013, o mercado de produtos naturais, como alimentos orgânicos, funcionais e naturalmente saudáveis, movimentou mais de US$ 36,4 milhões no Brasil, segundo levantamento do Instituto Internacional de Pesquisas Euromonitor.

Foi pensando no potencial deste mercado que o empresário Beto Loureiro decidiu fundar, no ano passado, a VeganWay, uma empresa de suplementos 100% vegetais voltados aos atletas.

“O veganismo não é uma dieta, pois não se restringe à alimentação. É uma filosofia de vida de caráter abolicionista que vem atraindo mais e mais pessoas para a causa: o combate à exploração e sofrimento imposto aos animais”, afirma. “Cada vez mais um número maior de pessoas está se conscientizando sobre o assunto, e o mercado deve olhar com atenção para este fato. Trabalhamos para um público idealista e crítico, que consome conforme sua necessidade e caminha em paralelo ao respeito aos animais não-humanos”.

Segundo Luciana Fonseca, engenheira de alimentos da empresa, os produtos da empresa preenchem uma lacuna no mercado nacional de suplementos nutricionais esportivos que, até então, estava restrito aos produtos de origem animal, como o soro do leite, caseína, ovos, entre outros ingredientes, muitos contendo alergênicos e colesterol.