Homem vende empresa por US$ 260 mi e é processado por fraude pela nova dona

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Por Júlia Miozzo

21 de Maio de 2015 às 14:05 - Atualizado há 6 anos

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SÃO PAULO – Uma grande empresa de tecnologia, CSC (Computer Sciences Corp), comprou em 2013 a empresa ServiceMesh. Pouco tempo depois, a empresa resolveu processar seu antigo CEO, Eric Pulier, por ter feito supostos “pagamentos autorizados” para dois banqueiros australianos.

Segundo o Business Insider, a empresa busca recuperar os US$ 98 milhões que pagou aos acionistas da ServiceMesh. Pulier se juntou à CSC para liderar os projetos de computação em nuvem, após a compra de sua empresa. O processo acusa o executivo de ter feitos pagamentos ilícitos a executivos do Commonwealth Bank of Australia, que havia feito grandes contratos com a ServiceMesh.

Com isso, Pulier teria ganhado US$ 25 milhões de bônus na CSC, quando esta fez a compra. A gigante pagou mais de US$ 260 milhões para a compra, incluindo US$ 93,1 milhões em dinheiro vivo – além disso, concordou em pagar mais do que o preço original, contanto que a ServiceMesh trouxesse mais de US$ 20 milhões de renda em alguns meses.

Neste período, US$ 12 milhões de renda adicionais vieram dos diversos contratos com o banco. O processo diz que, com esses contratos, o piso de US$ 20 milhões foi excedido em aproximadamente US$ 9,7 milhões. Então a CSC desembolsou mais US$ 98 milhões para a Mesh – e isso incluía um bônus de US$ 25,3 milhões para Pulier, segundo a CSC. O suficiente para devolver o dinheiro para os banqueiros (com juros) e embolsar uma parte para si. 

Até o momento, Pulier está fora de alcance: sua conta no Twitter foi deletada, seu endereço e representantes legais não foram nomeados no processo. Ele se demitiu pouco antes do caso vir a tona. 

Para a CSC, essa situação não é agradável: como tentam transformar a empresa em um poço de energia de computação na nuvem, Pulier e a ServiceMesh eram pontos chave nos planos. Nos últimos anos, a empresa têm tido rendas cada vez menores, já que as companhias de tecnologia optam pela computação em nuvem, ao invés dos centros de dados antigos.