Homem que demitiu Steve Jobs tem um conselho para você

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Por Lucas Bicudo

4 de março de 2016 às 15:51 - Atualizado há 5 anos

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Em 1982, Steve Jobs propôs a John Sculley, o então presidente da Pepsi, que ele embarcasse junto na mesma empreitada e se transformasse no chefe executivo da Apple.

Lá atrás, a Apple não possuía o mesmo valor de mercado que encontramos hoje, muito menos o status. Então Sculley hesitou ao receber o pedido, afinal, encontrava-se já numa situação relativamente confortável.

Jobs, que normalmente não implorava por ninguém, abaixou a cabeça e pensou em todas as maneiras possíveis para convencer Sculley, até que conseguiu com a clássica frase: “você quer passar o resto da sua vida vendendo água açucarada ou você quer ter a chance de mudar o mundo?”.

Sculley disse, ao livro de Walter Isaacson sobre Steve Jobs, que ele ficou impressionado com a honestidade brutal do companheiro, de um jeito que acabou por não ter como não aceitar. Foi daí então que sua história com a Apple começou e ele se tornou chefe executivo aos 44 anos. Uma bela oportunidade, sem sombra de dúvidas, mas que Sculley gostaria de voltar atrás e dar alguns conselhos para sua versão mais jovem.

Não sobre a decisão em si; o homem diz não se arrepender. Mas sim sobre o desenrolar da história. Vejamos: primeiramente, ele e Jobs eram quase que inseparáveis. Mas a fase de lua de mel eventualmente acabou e o resto da história nós sabemos.

Após alguns desencontros de opiniões, Jobs, que antes havia estendido o tapete vermelho para Sculley, agora batia de frente com o chefe executivo e disso não saíram bons frutos – Sculley contava com a simpatia da diretoria da Apple, enquanto Jobs era o gênio indomável. Em 1985, Jobs afastou-se da companhia.

Sete anos depois, foi a vez de Sculley. Hoje, as pessoas ainda continuam críticas acerca da decisão do chefe executivo em queimar Steve Jobs, não importa o quão bem sucedido ele já tenha sido ou o quão bem ele maneje isso em suas novas empreitadas.

Ao olhar para trás, tudo que ele gostaria naquela época era apenas de um conselho do seu “eu” mais velho, como conta Isaacson: “escute mais as pessoas e saiba que não existe apenas um jeito certo de se resolver as coisas”.

“Eu sei o quão importante e necessário é ter uma mente aberta e ser respeitoso com o fato de que possam existir outras maneiras de solucionar um problema que não a sua” diz Sculley. Talvez, de fato, se ele tivesse verdadeiramente escutado e fosse mais aberto às ideias de Jobs, não existiria tantos conflitos entre os dois.