Há dois anos esses empreendedores foram rejeitados por mais de 20 investidores – agora o jogo virou

Thrive Market recebeu inúmeras negativas antes de se reerguer com uma expectativa de receita anual próxima de US$ 100 milhões em menos de dois anos

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Por Lucas Bicudo

25 de fevereiro de 2016 às 15:33 - Atualizado há 4 anos

Cofundadores do Thrive Market, Gunnar Lovelace e Nick Green, foram rejeitados por mais de 20 firmas de venture capital na primeira tentativa de levantar dinheiro para sua startup.

A aposta era essa: a dupla queria lançar um novo marketplace online para produtos naturais e comidas orgânicas, que contaria com um serviço premium de assinatura – com o custo de US$ 60 ao ano –, que disponibilizaria descontos de 25% até 50% em toda a loja.

“Os investidores apenas queriam esperar e ver no que ia dar”, diz Green em matéria veiculada ao site especializado Business Insider. “Ninguém queria investir de fato”.

A questão é: hoje, dois anos depois da primeira tentativa de investimento, todos querem colocar seu dinheiro no Thrive Market. Anualmente a expectativa de receita da companhia está em US$ 100 milhões, além de já ter arrecadado US$ 58 milhões em parcerias com Greycroft e celebridades como John Legend e Demi Moore.

A empresa relatou que já possui mais de 180 mil usuários pagantes, além de ter assinado com mais 600 mil no último mês de janeiro – existe um período gratuito de 30 dias para os benefícios da loja.

Na quinta, o Thrive Market lançou seu primeiro aplicativo para Iphone.

E de onde veio a grande mudança?

Os fundadores dizem que a maré começou a ir para o lado deles quando houve uma mudança de conceito por detrás da filosofia da startup. Ao invés de apenas vender uma coleção de produtos orgânicos e naturais, a dupla investiu em vender um estilo de vida acima de tudo. Após serem rejeitados diversas vezes no Vale do Silício, eles voltaram para a maquete inicial do projeto e determinaram que deveriam ir atrás de pessoas que entendessem “saúde” assim como eles entendiam.

Eles construíram uma rede com mais de 200 contatos do mundo de saúde e bem estar, que se dispuseram a investir e apoiar o projeto. Nomes como Deepak Chopra, Tony Robbins e Jillian Michaels levantaram a bandeira da startup e ajudaram na fomentação desse rápido crescimento da empresa.

“Eles não eram celebridades tradicionais” continua Green. “Eles eram bloggers e estrelas do youtube, pessoas que a comunidade confia”.

Como foi o crescimento?

“O Vale do Silício não é tão receptivo assim para a classe média. As firmas de venture capital simplesmente não entendiam o salto que é esse tipo de mercado. Para eles, as pessoas simplesmente não iam online para comprar produtos que poderiam ser comprados em Wholes Foods. E a nossa resposta era simples: para a quantidade de clientes que a Thrive angaria, não teriam Whole Foods suficientes geograficamente próximos para suprir” – relata o cofundador Nick Green.

Geograficamente a Thrive Market é incrivelmente diversa. 70% de seu público não mora em uma distância razoável para dirigir-se até uma loja desse tipo de produto e 85% são mães comprando comida para suas famílias. A falta de visão dos investidores acerca desses aspectos fizeram com que o projeto primeiro emperrasse, mas a perseverança e visão da dupla ultrapassou essas barreiras para hoje fazer um sucesso danado.