GM faz história: duas mulheres nos cargos mais altos da companhia

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Por Isabella Câmara

15 de junho de 2018 às 13:51 - Atualizado há 2 anos

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Atualmente, existem muitas mulheres trabalhando na indústria automotiva global. Porém, esse cenário se modifica quando falamos de posições de liderança e grandes responsabilidades. Segundo a quinta edição da pesquisa Women in the Boardroom, realizada pela Deloitte, apenas 15% dos assentos nos conselhos de administração em todo mundo são ocupados por mulheres, e o indicador diminui para 7,7% quando se trata da participação feminina na liderança das organizações brasileiras.

No setor automotivo, principalmente, os negócios são compostos majoritariamente por homens. Mas o cenário parece estar mudando e é por isso que as notícias de que o Diretor Financeiro da General Motors, Chuck Stevens, se aposentaria e seria sucedido por Dhivya Suryadevara, de 39 anos, foram surpreendentes. Agora, a GM tem duas mulheres comandando o negócio: Suryadevara como CFO e Mary Barra, que é a CEO da empresa desde 2013. Além de Suryadevara e Barra, a equipe de executivos é composta por outros dois homens, Mark Reuss, vice-presidente de produto e Dan Ammann, o presidente da companhia e “futurista”, perseguindo oportunidades como o Cruise e carros autônomos.

A liderança executiva da GM é uma reversão impressionante da empresa que quase faliu no passado – e representa um diferencial competitivo quando comparado a quase todas as outras montadoras em atividade. Só a rival Ford é a mais próxima da GM em termos de equilíbrio de gêneros em cargos de liderança, com Marcy Klevorn supervisionando os esforços de mobilidade da empresa. Já a Fiat é totalmente masculina quando falamos de cargos de liderança, assim como o Grupo VW, a Daimler (matriz da Mercedes-Benz) e a Toyota. Em todas as montadores citadas há muitas mulheres com cargos importantes, mas os de alta liderança são ocupados somente por homens.

Muitos defendem que Barra é indiscutivelmente a melhor CEO que a empresa já teve, principalmente por ter assumido o cargo em um momento complicado para a montadora. E é por isso que o movimento da GM é tão importante – a CEO se esforçou para manter a GM relevante em um cenário em rápida mudança, com a aquisição da Cruise e com o lançamento do Chevy Bolt totalmente elétrico.

Da Índia aos Estados Unidos

Embora Suryadevara nunca tenha imaginado entrar na indústria automotiva, ela disse a Real Simple que sempre gostou de qualquer coisa “desafiadora e complicada”. Seu pai faleceu quando a moça ainda era jovem e todos os deveres caíram sobre sua mãe. “Minha mãe teve que criar três filhos sozinha, o que é difícil de fazer em qualquer lugar, ainda mais na Índia”, disse ela. “Ela queria ter certeza de que não havia lacunas quando se tratava de nossa educação e para provar que poderíamos ter os mesmos recursos que uma família de dois pais”.

Após completar seu bacharel e mestrado na Universidade de Madras, Suryadevara viajou para os EUA pela primeira vez para estudar na Harvard Business School, onde cursou seu MBA. Suryadevara começou a trabalhar na GM anos atrás, e sua nomeação como CFO é muito significativa: ela é a primeira diretora executiva da história dos 110 anos da montadora. “A experiência e a liderança de Dhivya em várias funções importantes em nossas operações financeiras a posicionam de forma a aproveitar os fortes resultados de negócios que entregamos nos últimos anos”, disse a Barra em um comunicado.

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