Carlos Ghosn é solto sob fiança após 108 dias detido no Japão

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

7 de março de 2019 às 08:13 - Atualizado há 1 ano

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Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan, foi solto sob fiança nessa quarta-feira (6). Ele estava preso no Japão desde novembro do ano passado, quando foi acusado de fraude financeira. O valor da fiança foi de US$ 8,9 milhões e Ghosn já havia feito o pedido duas vezes antes.

O ex-presidente da Nissan terá que seguir algumas condições para continuar em liberdade. Ghosn não poderá deixar o Japão e deverá ter câmeras na entrada e saída de sua casa. Além disso, ele não poderá ter acesso à Internet ou contatar qualquer pessoa envolvida no caso.

Conheça as acusações de Carlos Ghosn:

19 de novembro de 2018: A prisão sob acusação de fraude

22 de novembro de 2018:  A demissão do executivo

08 de janeiro de 2019: Carlos Ghosn nega acusações

Ghosn era presidente da Nissan e da Renault, além de ter sido um dos responsáveis pela aliança das empresas (o que inclui também a Mitsubishi). Apesar da demissão na Nissan, ele continua possuindo um assento no conselho da Renault ao menos até junho, quando acontecerá a reunião de sócios da empresa.

Agora, o executivo deverá se preparar para o julgamento que acontecerá em breve. Ao sair da prisão, o primeiro destino de Ghosn foi a casa de um de seus advogados, onde trocou o macacão que estava vestindo por terno e gravata.