Ghosn e Nissan pagam US$ 16 milhões para encerrar acusação de fraude

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

23 de setembro de 2019 às 18:55 - Atualizado há 1 ano

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Carlos Ghosn, ex-presidente da Nissan e Renault, irá pagar US$ 1 milhão à SEC, reguladora do mercado financeiro dos Estados Unidos, para encerrar uma acusação de fraude. O valor pago pela Nissan, pelo mesmo motivo, será ainda maior: US$ 15 milhões. O acordo foi anunciado nesta segunda-feira (23).

Como parte do combinado, o executivo não poderá comandar nenhuma empresa americana de capital aberto por 10 anos. Isso porque Ghosn havia sido acusado de ter ocultado US$ 140 milhões de investidores para remuneração própria.

O caso está sendo encerrado nos Estados Unidos sem que a Nissan ou Ghosn assumam ou neguem as acusações. No entanto, o processo continuará no Japão, onde o executivo foi preso em novembro deste ano.

A acusação no Japão

Ghosn foi demitido de seu posto de presidente da aliança entre Nissan-Renault poucos dias depois de ser preso. No Japão, ele está enfrentando acusações de “má conduta financeira”. Em uma audiência no início deste ano, o ex-presidente afirmou ter sido “acusado de maneira errônea e injustamente detido”.

A “má conduta financeira” inclui sonegação fiscal e ter trazido para a empresa US$ 16,6 milhões em débitos obtidos com investimentos pessoais. Ghosn aguarda julgamento em Tóquio, em liberdade, após pagamento de fiança em março deste ano.

Leia mais: A história do brasileiro Carlos Ghosn, conhecido por resgatar a Nissan da falência