Um líder não pode evitar assuntos delicados

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Por Isabella Câmara

11 de Maio de 2018 às 07:56 - Atualizado há 3 anos

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É cada vez mais difícil – e até impossível – trabalhar e ignorar o que está se passando ao nosso redor. Somos humanos e é impossível achar que podemos trabalhar e não nos sentir nervosos, magoados ou até frustrado por problemas que não temos controle ou que não se originam em nossas empresas e colegas. De acordo com Bill Boulding, reitor da Duke University, diversos líderes corporativos afirmam sentir-se cada vez mais desafiados pelo modo como problemas externos afetam suas equipes. Mas como lidar com assuntos considerados tabus no ambiente de trabalho?

Para Boulding, quando se trata do contexto atual é necessário falar. “Manter-se calado é perigoso”, diz. Quando não há o diálogo, o espaço está aberto para as pessoas fazerem suposições sobre a sua opinião. Elas podem, inclusive, pressupor que você não se importa ou até concordo com algo que os fazem sentir marginalizados.

Se analisarmos com cuidado o que nos faz evitar essas conversas, que podem muitas vezes se tornarem desconfortáveis, o medo é o responsável na maioria das vezes. No entanto, quando ocorre com intenção de alcançar um entendimento, uma conversa desagradável pode ser uma das melhores maneiras de fortalecer relacionamentos.

Segundo Boulding, o líder precisa ter humildade para começar uma conversa desagradável. ”Para que haja um diálogo produtivo, confiança é fundamental; também é preciso conseguir permissão da outra pessoa”, diz. O ideal é  que o líder iniciea a conversa já demostrando o quão desconfortável ela é até mesmo questionar sua equipe se ela se sentiria confortável em falar sobre determinado assunto.

O reitor conta a história de um ex-aluno para compartilhar o poder desse tipo de abordagem. “Um membro de sua equipe é andrógino. Meu ex-aluno não sabia como interagir com seu colega de maneira apropriada e estava preocupada em ofender a pessoa”, diz. O profissional abordou o colega, pediu permissão para iniciar uma conversa desagradável e recebeu uma orientação sobre como agir em determinada situação. Resultado? O relacionamento deles ficou mais sólido e o que eles produziram em conjunto ficou anda melhor. Ao ter uma atitude humilde, o ex-aluno conseguiu estabelecer uma relação que encorajou o colega a ser autêntica e, consequentemente, produzir o máximo pela equipe.

Em tempos tão polarizados, é fácil não abordar as diferenças e concordar com a ideia de que o ambiente de trabalho não é lugar para conversas que não sejam sobre a situação profissional. Contudo, segundo Boulding, o líder precisa estar disposto a abarcar o desagradável para desenvolver a capacidade de ter diálogos abertos sobre questões importantes e pessoais.

É essencial que o colaborador se sinta confortável no ambiente de trabalho, mas conversas indelicadas não podem ser evitadas.  Na Nova Economia, características como autenticidade, criatividade e produtividade são essenciais e só são estimuladas com diálogos abertos e sinceros. Quer saber mais sobre a Nova Economia? Leia nosso e-book gratuito

(Via: Harvard Business Review)