Do planejamento à gestão administrativa: como os modelos de gestão podem impactar a perenidade da sua empresa

João Gobira

Por João Gobira

17 de março de 2020 às 14:42 - Atualizado há 3 semanas

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O futuro da empresa está diretamente relacionado ao modelo de gestão escolhido.

Para que uma empresa possa continuar a realizar suas atividades, é fundamental que haja um planejamento muito bem elaborado, o que contempla uma série de itens, entre eles a gestão administrativa, fundamental para qualquer negócio.

Um grande erro que acomete este item é quando a gestão é analisada sem a devida importância, o que pode ter um custo bem alto a curto, médio e longo prazo, não apenas em seu sucesso financeiro como, em casos mais sérios, na própria continuidade da companhia no mercado.

Em outras palavras, quando a gestão empresarial não é bem feita, a empresa corre sérios riscos de ter que fechar suas portas, o que certamente não está entre os objetivos de qualquer negócio e vai contra seu planejamento.

De acordo com a publicação “How Extraordinary Leaders Double Profits: Decoding Leadership Trends to Discover the Patterns”, de Jack Zenger, Joe Folkman e Scott K. Edinger, líderes extraordinários podem duplicar os lucros de uma empresa.

Este é um excelente indicador, de fato, mas também indica que empresas com líderes “normais” operam a 50% de seu potencial lucrativo. Caso a liderança não seja bem-feita, então, é provável que o número seja ainda menor, o que é bastante preocupante.

Embora não seja o único responsável, é inegável que o modelo de gestão também impacta no estilo de liderança adotado na cultura da empresa, além da forma com a qual os gestores e colaboradores se comportam, ou seja, a perenidade do negócio sofre influência direta neste sentido.

É evidente que você não quer cometer este tipo de erro. Para isso, é necessário entender qual é a relação entre o estilo de gerenciar o negócio e os resultados apresentados, os quais, inclusive, podem variar de acordo com cada empresa.

Vamos saber como esta relação se manifesta, bem como tirar uma série de dúvidas sobre o assunto, de modo que os gestores consigam lidar com todos os desafios com os quais se depararem da forma mais saudável possível.

Como a gestão administrativa impacta na cultura da empresa?O que é o engajamento de equipes?

Através da influência que exerce no comportamento da companhia perante seus colaboradores e o mercado como um todo, relação que deve ser administrada com cuidado para evitar qualquer tipo de problema.

Nós já comentamos por aqui sobre a gestão de negócios ao longo do tempo e o que aconteceu até a chegada da gestão Flywheel. Também já falamos sobre 7 metodologias de gestão para pequenas e médias empresas, ou seja, modelos a se adotar não faltam.

Porém, a grande questão é encontrar aquele que se encaixa melhor à cultura da empresa e pode potencializar sua produtividade, o que varia de acordo com cada negócio.

Bernardo Pascowitch, fundador e CEO da Yubb, já falou por aqui como a cultura é importante para uma startup, onde comentou que ela “deve ser colocada, zelada e planejada pelo(s) fundador(es) desde os primeiros dias”, já que “[…] permeia toda a vida da startup, todo o cotidiano de trabalho e todos os desafios encontrados.”

Em suma, Pascowitch foi atrás de sócios e de funcionários para sua empresa, mas o processo não estava dando certo, algo que ele não entendeu muito bem na época, mas depois percebeu que foi resultado da falta da implementação de uma cultura bem definida para o negócio.

Este é um exemplo real do que já comentamos em outro artigo, que a cultura organizacional pode matar a estratégia, planejamento e execução, diferenciando Blockbuster de Netflix, Samsung de Nokia, Facebook de Google Plus.

Afinal de contas, o assunto deste conteúdo é o planejamento e a gestão administrativa, mas quisemos pincelar um pouco do retrato da cultura da empresa pelo fato que isso será importante para entender as demais ideias propostas.

Como o modelo de gestão administrativa impacta na continuidade da empresa?

Como a cultura e a sociedade interferem no engajamento?

Através do modus operandi que ele propõe, que deve ser muito bem assimilado e colocado em prática para que haja consonância em todos os departamentos e colaboradores da empresa e, assim, todos remem para a mesma direção.

Imagine, por exemplo, que uma empresa deseja optar pelo Blitzscaling como seu modelo de gestão administrativa. É sabido que ele lida com velocidade acelerada com todos os processos, o que possibilita que alcance seus objetivos de maneira rápida.

Porém, para que ele possa ser colocado em ação, alguns dos problemas e crises que a empresa naturalmente possui não poderão ser resolvidos a tempo e terão que ficar em segundo plano, pois seus esforços estarão sendo investidos no crescimento do negócio.

Portanto, esta metodologia de gestão empresarial tem um grande potencial de geração de resultados, tendo sido adotado por empresas como a Uber, por exemplo, mas toda a companhia deve estar alinhada no propósito de rápido crescimento, mesmo que isso signifique passar por cima de alguns problemas.

O Flywheel é outro modelo de gestão de negócios, inclusive adotado pela StartSe. O Motor do Crescimento se baseia em esforços contínuos, que no início não resultam em um movimento tão intenso, mas que faz a roda ganhar velocidade a cada segundo que passa.

Depois de muito esforço, dá-se a primeira volta. Continuando a aplicar os mesmos esforços, a roda começa a girar cada vez mais rápido, até chegar o ponto em que o impulso trabalha a favor da empresa e faz com que ela continue crescendo e se desenvolvendo, em um processo gradual e poderoso.

O crescimento também é o objetivo deste modelo de gestão empresarial, mas a diferença está em como se lida com a questão. Diferente do Blitzscaling, prega-se um movimento mais contínuo e controlado, tendo a empresa o tempo de que precisa para lidar com problemas e dificuldades conforme estes surgem.

Da mesma forma, há empresas de sucesso que contaram com o Flywheel como método de gestão administrativa, como a HubSpot, além, é claro, da própria StartSe.

Entre tantos outros modelos, porém, isso deve ter feito com que uma dúvida importante surja em sua mente, a qual será respondida nos próximos parágrafos.

Confira também: Gestão de negócios: você sabe o que é partnership?

Como escolher a metodologia perfeita de gestão de negócios?

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Não há como responder a esta pergunta, por mais que saibamos que você está muito interessado na resposta. Porém, mantenha a calma, pois não há motivos para se desesperar.

Em nosso artigo sobre empresas exponenciais, comentamos sobre a página Top 100 ExOs, do site Exponential Organizations, que lista as 100 maiores empresas do tipo no mundo, entre as quais aparecem GittHub, Airbnb, Uber, Google, Pinterest, Medium, Waze e Xiaomi, entre outras.

Seria muito difícil pensar que todas elas adotam o mesmo modelo de gestão, já que atuam em diferentes nichos do mercado, são de países com diferentes culturas, possuem objetivos distintos e curvas de crescimento peculiares, ou seja, não podem ser colocadas na mesma prateleira no que tange às metodologias adotadas.

Isso acontece justamente pelo fato de que cada empresa precisa ver qual é o tipo de gestão administrativa que deseja adotar e que se encaixa com seus propósitos e objetivos, ou seja, a questão é mais individual do que pode parecer.

Inclusive, no artigo sobre metodologias históricas de gestão de pequenas e médias empresas que comentamos anteriormente, encontramos a Teoria da Contingência, idealizada por Burn, Stalker, Lawrence e Lorsch, cujo conceito se encaixa perfeitamente com o que estamos falando.

De acordo com seus criadores, não existe um melhor caminho para organizar uma empresa, ou seja, ela deve estar apta a se adaptar às mudanças externas e ambientais para que consiga conquistar o tão desejado sucesso.

Podemos fazer um paralelo com a gestão administrativa e as formações existentes no futebol, por exemplo. Seja 3-4-3, 3-5-2, 4-4-2, 4-3-3, 4-5-1, 5-3-2, 5-4-1 ou qualquer outra formação que se possa imaginar, todos estão praticando o mesmo esporte e as equipes têm como objetivo ganhar o jogo.

A forma com a qual se chega a vitória pode ser através de um modelo defensivo, uma estratégia ofensiva, um futebol que propõe jogadas ousadas ou que se comporta de modo reativo. Desde que se chegue à vitória, os meios podem variar, mesmo sem que haja um essencialmente melhor que os outros.

No cenário da gestão administrativa, o paralelo também se aplica. Algumas empresas são conservadoras, enquanto outras se comportam de maneira mais agressiva. Enquanto umas propõem padrões e tendências no mercado, outras reagem ao que acontece.

Essa busca não é simples, mas se coloca como fundamental para qualquer negócio que deseja crescer, independentemente de qual seja seu segmento de atuação, tudo pela saúde e sucesso daquela companhia.

Confira também: Como os novos modelos de gestão empresarial podem impactar negócios do futuro

O que fazer, então, para que a gestão administrativa colabore com a perenidade da empresa?

Entenda a definição do termo e alguns modelos de negócio que se tornaram exponenciais

É necessário que a companhia estude as metodologias de gestão disponíveis, escolha aquela que se enquadra às suas propostas, objetivos e possibilidades e se mantenha fiel a ela. Porém, ao mesmo tempo, a empresa deve se manter aberta a mudanças quando elas forem necessárias, algo que ninguém está imune.

De acordo com a CB Insights, que analisou a causa da falência de 101 startups, 13% delas chegaram a tal situação porque perderam o foco. Ainda que as empresas pudessem apontar mais de um motivo pelo qual os negócios não deram certo, é como se uma a cada oito startups perdessem o foco no meio do caminho.

O número é bastante preocupante e mostra como a ausência da definição de um modelo de gestão administrativa pode ter um preço bem caro, que sua empresa certamente não deseja pagar.

Já este material da Small Business Administration, datado de junho de 2012, mostra que por volta de ⅔ dos negócios com empregados sobrevivem pelo menos dois anos, enquanto aproximadamente metade sobrevive pelo menos cinco anos.

Também temos materiais a nível nacional, como a pesquisa “Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo 2017”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostra que de 597.165 empresas nascidas em 2012, apenas 39,8% (237.672) sobreviveram por cinco anos.

Não queremos deixar estes números para te desmotivar, mas sim para atuar como um incentivo para a gestão de projetos. Afinal, um número considerável de empresas conseguiu superar seus desafios e dificuldades, e é bem provável que estas tenham uma gestão sólida e bem definida.

Além disso, independentemente do modelo de gestão empresarial que se adota, é importante ressaltar que crises e problemas podem acontecer, da queda nas vendas à perda de clientes, mas isso faz parte até mesmo do dia a dia de players já consagrados no mercado.

Gestão de negócios e inovação são pontos que devem andar juntos, pois inovar é estar de olho nos rumos que o mercado toma e, então, se preparar para eles, de modo que quando aquela onde quebrar, sua empresa esteja na crista, não na base.

Desde o planejamento da empresa, que ocorre em seus passos iniciais, deve-se pensar em um modelo de gestão que seja compatível com a proposta desejada. Porém, caso isso não tenha sido feito naquele momento, nunca é tarde para reparar a situação.

Seja qual for a metodologia de gestão administrativa escolhida para o seu negócio, tenha convicção de que ela está alinhada com a cultura da empresa e com seus objetivos. Assim, passos importantes já terão sido percorridos rumo à sua perenidade e consequente sucesso em um mercado tão competitivo.