Como a gestão de colaboradores nas empresas pode ser disruptiva?

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

12 de dezembro de 2017 às 14:05 - Atualizado há 3 anos

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Maurício Goldstein, sócio da Corall Consultoria foi um palestrante na Corporate Startup Innovation da StartSe que está acontecendo hoje. O evento discute como grandes corporações podem inovar a partir da associação com startups.

“Estamos vivendo uma revolução tecnológica e digital, mas, acima de tudo uma revolução humana, com mudança de mindset”, afirmou Goldstein. Para ele, nós vivemos em um mundo abundante, cheio de potencial inexplorado e a melhor forma de fazê-lo é através das pessoas.

O fundador da Coral abordou como a estrutura organizacional de uma empresa pode ser fundamental para seu sucesso. No caso da hierarquia, por exemplo, ao tirar um membro-chave da equação, a empresa sofria. Com uma estrutura informal da empresa, onde cada área possui sua equipe, todas as pessoas se envolvem da mesma forma e a empresa não sofre caso um integrante não faça mais parte do grupo.

A empresa Morning Star é um exemplo que ainda vai além e traz uma estrutura organizacional totalmente disruptiva: na maior empresa processadora de tomates do mundo, fundada há 40 anos, não há chefes. “Todas as pessoas se coordenam através de relações de serviço. Todo colega é um cliente, que ajudará a definir as metas e gestão”, comentou Goldstein.

A empresa possui uma cultura tão forte que todos os colaboradores estão na mesma página e sabem exatamente suas aptidões e papel na empresa. As metas são discutidas em grupo pois é algo que todos buscam. A Vagas é uma empresa que segue o mesmo modelo de gestão no país.

Para Goldstein, há dois tipos de desenvolvimento de liderança: a de competências e a da expansão da consciência. “Pessoas que ganham mais consciência podem aprender mais, adaptar-se mais rapidamente e gerar soluções mais complexas do que podiam antes”, comenta. Essa é uma liderança que se baseia na experiência de amadurecimento e desenvolvimento do ser humano, algo mais estimulantes para os próprios colaboradores nas empresas.

A mudança de cultura na empresa para abraçar um modelo mais inovador é quase que uma consequência desse modelo. Em empresas com esse mindset, Goldstein cita que é possível a criação de comunidades de aprendizagem nas empresas, onde os próprios talentos empenham-se em distribuir conhecimento. A comunicação aumenta e a colaboração dos funcionários com ideias para a própria organização, também.

The Startup Way

O fundador da Corall ainda mencionou outro modelo de gestão disruptivo que pode ser adotado pelas empresas: o das startups. Nesse caso, empresas podem adotar criando processos da mesma força que startups fazem – criando um MVP e escalando-o até a integração na organização e nos sistemas. Assim, soluções crescem pequenas e são aprimoradas na medida certa para cada corporação.

Para as empresas, Maurício Goldstein deixa 5 conselhos: Eduque sua liderança a respeito da disrupção e do potencial inexplorado; combine um propósito para o movimento; desenvolva (e pratique) um “liberate potential” mindset e heartset; crie 2 ou 3 experimentos para iniciar a transformação da sua organização (no modelo startup) e mantenha o espírito de aprendiz.

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