Feira de investimentos seleciona projetos de TCC para transformar em um negócio

O programa AWC, que aconteceu em dezembro, premiou os recém-graduados participantes com apoio financeiro e de negócios

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Por Júlia Miozzo

12 de janeiro de 2016 às 09:41 - Atualizado há 4 anos

SÃO PAULO – Uma boa maneira de entrar no mundo do empreendedorismo é ter como chave um projeto já montado – como um TCC (trabalho de conclusão de curso) universitário, por exemplo. Nesse caso, é ainda mais vantajoso para o universitário empreendedor, pois, ao formar-se na universidade, já pode ter um negócio em mãos.

Esse foi o principal intuito do programa Feira de Investimentos AWC (Academic Working Capital), uma iniciativa do Instituto TIM, que aconteceu em dezembro. Com foco nos projetos elaborados, os universitários participantes receberam apoio financeiro e de negócios para transformar o protótipo do trabalho em um produto pronto para ser comercializado, com uma estrutura de negócios pronta. Foram oito projetos selecionados nesta edição do programa, todos de universitários das áreas de exatas – como engenharia e física.

“Depois do AWC, nosso objetivo é abrir formalmente a empresa”, disse o estudante Fernando Paes Lopes, da Tech Muda. Trata-se de uma máquina que seleciona automaticamente as mudas de eucalipto, de acordo com o interesse do usuário. Outro projeto, Iqis, traz a tecnologia necessária para armazenar energia eólica de forma barata e fácil – eles, inclusive, já contam com um possível cliente e já preparam o teste piloto. “Além do suporte financeiro, nós tivemos contatos com conceitos de negócios e empresas que foram essenciais”, disse William Fernandes, um dos integrantes do projeto. Os outros projetos selecionados foram o TechTalk, Dumper Truck, Hi Lev, Pocket List e Recicladora portátil.

Além dos workshops, o evento também contou com palestras de empreendedores, como Renato Freitas, fundador do 99Taxis, que também fundou seu primeiro negócio logo no final da universidade. Dentre os conselhos que deus aos empreendedores, o primeiro é ter foco em cliente, experiência em produto e plano de negócios, essenciais para criar um negócio.

Não é difícil transformar um projeto já elaborado em algum negócio, segundo o próprio Renato. “Esses incentivos são bons, quando tive minha primeira startup também participei de um concurso. Mas me faltavam algumas noções que acabaram me prejudicando”, disse. “No começo, ter os sócios certos e cumprir com todas as competências que a startup promete é importante. E também é preciso que os jovens empreendedores tenham em mente que concorrência não é algo ruim”, aconselhou.

Outra dica de Renato para não sair no prejuízo logo no início de seu negócio é ter relacionamentos com outros empreendedores e estudar outros casos de startups para se inspirar – mas jamais criar um igual, pois ele pode não se adaptar a seu modelo.