"Eu nunca tentei fazer com que o Facebook fosse legal", admite Zuckerberg

Da Redação

Por Da Redação

17 de novembro de 2014 às 11:45 - Atualizado há 6 anos

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SÃO PAULO – Perguntado em uma sessão de perguntas e respostas se o Facebook está ficando tedioso ou perdendo o charme, Mark Zuckerberg, seu fundador, foi bastante franco: “eu nunca o tentei fazer ser ‘legal’. Eu não sou um cara ‘legal’ e nunca realmente tentei ser ‘legal'”.

Para ele, o Facebook é uma utilidade do dia-a-dia, como eletricidade e água encanada. Assim, o Facebook seria apenas uma ferramenta de comunicação, que as pessoas podem usar para cumprir seus objetivos sociais. E essa ideia de “ambiente de conexão” tem feito o Facebook se estabilizar, enquanto outras diversas redes sociais desapareceram, como o MySpace e Orkut. 

Zuckerberg não deixa de estar certo sobre uma coisa: a grande qualidade do Facebook é sua utilidade. Desde que surgiu, a rede social fez uma revolução na web que seus antecessores não fizeram. Atualmente, grande parte da discussão online é feita através do Facebook, boa parte das vendas e a audiência de portais de internet dependem da rede social. Até as eleições e as manifestações de junho de 2013 foram fortemente influenciadas pelo Facebook. 

Muito do apelo de “ser legal” que o Facebook teve alguns anos atrás já foi embora. Agora, ela fica com redes sociais alternativas, como Snapchat, Instagram (que também é do Facebook) e Vine. É lá que os adolescentes brigam por “likes”, “shares” e comentários. Mas não deixam de ter uma conta no Facebook, por onde conversam com seus amigos. 

Um estudo da Universidade Princeton mostrou que a rede perderá 80% da sua audiência até 2017, mas nenhuma outra rede social tem conseguido tomar seu lugar efetivamente. Seja qual for o futuro, Zuckerberg aposta na construção de uma plataforma que concentra boa parte do tráfego da internet e se tornou grande parte da vida de milhões de pessoas. Até agora, vem ganhando a aposta.