Essa CEO recusou o emprego dos sonhos para criar um negócio de US$ 28 milhões

Katherine Power recusou seu emprego dos sonhos na Condé Nast para criar um boletim de moda chamado Who What Wear

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Por Isabella Câmara

18 de junho de 2018 às 14:57 - Atualizado há 2 anos

Katherine Power trabalhou anos para conseguir seu emprego dos sonhos na Condé Nast. Mas quando a oferta chegou, ela recusou. “Eu pensei sobre isso por literalmente dois segundos e disse: ‘Sabe de uma coisa? Estou em um caminho tão diferente agora, e vou continuar nele”, disse Power. Após não aceitar a oferta de empresa, Katherine se juntou a um amigo para criar o que hoje é a Clique Brands, que começou com sendo apenas um boletim informativo por e-mail.

Mas não foi fácil chegar onde Katherine chegou. Antes de administrar um império da moda e da mídia, Katherine Power trabalhou como dançarina no primeiro filme Austin Powers. E foi aí que ela tomou sua primeira grande decisão comercial: se emancipar legalmente de seus pais aos 17 anos. Mas sua relação com trabalho e responsabilidade veio muito antes da dança. Katherine trabalhou, pela primeira vez, quando tinha 9 anos na loja de sua avó. “Ela realmente me tratou como um adulto e eu tinha 9 anos de idade. Eu lembro da primeira vez que ajudei alguém com alguma roupa ou um par de botas, e foi quando eu percebi meu estilo de venda naquele momento”, conta.

Quando terminou a escola, o plano de Katherine era ir para a Santa Monica Community College. “Mas eles avisaram para chegar lá pelo menos uma hora antes da aula, porque é muito difícil estacionar. E eu pensei: ‘eu nunca vou desperdiçar uma hora do meu tempo’. Então eu vou chegar um pouco atrasado e pegar alguém que está saindo e eu vou tomar o lugar deles. E assim fiz. Mas outras pessoas tiveram essa ideia. Mas depois de 45 minutos ainda estava dirigindo e pensei: “sabe de uma coisa? Isso não é para mim”. Nesse momento, Katherine ligou para o escritório da Touchstone e se disponibilizou a trabalhar para eles de segunda a sexta-feira.

Porém, depois de um tempo, Katherine Power descobriu sua paixão por moda. “Eu estava lendo muitas revistas de moda e me obcecando por elas – especialmente revistas para adolescentes, porque tinham uma voz mais acessível e uma visão mais real da moda”, diz. Foi aí que a jovem se questionou: como poderia agregar sua paixão com trabalho? “Então eu enviei um e-mail para todos da Teen Vogue, Teen People, Seventeen, Elle Girl, e três pessoas me escreveram de volta. Um deles foi o editora da Costa Oeste da Elle Girl, me perguntando se eu gostaria de ir almoçar”.

Durante o almoço, a editora da Elle Girl contou à jovem que iria se desligar da revista e a ofereceu a vaga. Mas tinha um problema: Katherine não era jornalista e nem sabia escrever. Segundo a editora, isso não era um problema – uma vez que o principal trabalho do editor da Costa Oeste era reservar as capas e fornecer qualquer tipo de novidade. “Ela deve ter feito sua pesquisa sobre mim e meio que entendido que eu estava muito imersa na cultura pop de celebridades e bem conectada na Costa Oeste. Foi assim que eles me contrataram”.

Mesmo assim, Katherine Power não se contentava. Cerca de um ano depois de conhecer Hillary Kerr, cofundadora da Clique Brands, elas decidiram lançar o Who What Wear. “Foi então que começamos a ver uma mudança em nosso próprio comportamento. Estávamos gastando todo o nosso tempo no computador e não criando o tipo de conteúdo que queríamos. Tive a ideia de criar uma nova versão de mídia para mulheres que existem online, mas de novo, eu não sabia como escrever. Sugeri que Hillary fosse a escritora e ela criou uma voz acessível e amigável. Ela cunhou esse tipo de voz de melhor amigo da moda para a qual basicamente crescemos”.

Katherine conta que recebeu um telefonema no lançamento do Who What Wear, quando estava prestes a fechar seu investimento inicial. “O chefe do RH da Condé Nast e ligou e disse: ‘Sabemos que você sempre esteve de olho nesse trabalho’. Era o trabalho de editor de entretenimento e eles me chamaram para ir para Nova York”, disse. Ela não aceitou a proposta e criou o que hoje é a Clique Brands.

A inspiração para a criação da empresa veio do Daily Candy – a única publicação digital voltada para mulheres. “Enviamos um boletim informativo para cerca de 200 amigos e familiares e ele, organicamente, decolou. Depois de um tempo começamos a expandir o site, colocamos uma seção de compras lá porque notamos que as pessoas vinham até nós por causa de nossa recomendação de produtos, e construímos nosso negócio de afiliados, que é como quando direcionamos as vendas para os varejistas e obtemos uma parte dos lucros”.

A empresa, que inicialmente era apenas um boletim informativo por e-mail, hoje inclui o blog de moda Who What Wear e uma linha de roupas da Target. Em 2014, Katherine assumiu a posição de CEO da empresa – onde está até hoje. “Fui encorajada por um de nossos membros do conselho a assumir a posição”, conta. De acordo com ela, essa foi a melhor decisão que poderia ter tomado, tanto para ela quanto para a própria empresa. Atualmente, a Clique Brands possui 220 funcionários, já arrecadou US $ 28 milhões e possui um público total de 25 milhões de pessoas.

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(Via: Business Insider)