Como empreendedorismo tem colaborado na geração de novos empregos no Brasil

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Por Eduardo L’Hotellier

22 de Maio de 2017 às 16:20 - Atualizado há 3 anos

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Todos os dias vemos notícias sobre o alto índice de desemprego que assola o País. Só em 2016, o Brasil viu aumentar em mais de 2 milhões de desempregados, somando 12 milhões de brasileiros. Se a responsabilidade da iniciativa pública é grande, o setor privado já tem buscado tomar medidas que ajudam a promover novas oportunidades para a geração de renda entre a população. Isso é possível, principalmente, ao se incentivar o empreendedorismo em todas camadas da sociedade.

Cada vez mais trabalhar por conta própria, oferecendo uma habilidade como serviço, tem se tornado um empreendimento de tempo e esforço valioso e que vem garantindo o sustento de famílias em todo o Brasil. O que antes da crise era visto como uma solução para complementar a renda, como um segundo emprego, hoje já é considerada uma alternativa rentável e importante para ajudar a economia a se restabelecer.

Quando falo de empreender, não me refiro apenas a quem se dedica a abrir uma empresa física, com processos mais bem estruturados e um planejamento conciso. Incluo nesse grupo também quem começa a trabalhar por conta própria, gerenciando uma pequena carteira de clientes, sem que para isso já seja cadastrado como MEI (Microempreendedor Individual).

Até então, boa parte desses pequenos empreendedores vem oferecendo serviços ou produtos, mas ainda não possui um registro de empresa para emitir nota fiscal, pagar impostos e garantir benefícios sociais, como INSS. Eles ainda têm pouca, ou quase nenhuma, informação sobre como e por onde começar. Por isso, continuam sem correr atrás dos direitos e benefícios garantidos com as facilidades de abertura de microempresa.

Alguns dos empecilhos que mais atrapalham esses trabalhadores informais a se tornarem profissionais registrados e formalizados são as regulamentações e burocracias das leis brasileiras. Isso faz com que menos pessoas se motivem a lançar um novo negócio no mercado. Tanto governos quanto empresas poderiam dar mais subsídios e incentivos, a fim de ajudar esses trabalhadores a se tornarem empreendedores.

Apesar de difícil, esse cenário já começa a mudar no país. Com uma gama de prestadores de serviços de todos os tipos, o GetNinjas já é hoje o maior aplicativo para contratação de serviços no Brasil e ajuda milhares de profissionais a conseguir novos clientes mais próximos de suas localidades, em tempo real. Dessa forma, a empresa tem colaborado para impulsionar o empreendedorismo no país, de pequenos a médios negócios.

Isso pode ser comprovado por meio de um levantamento que mostra que no mesmo período em que o número de desempregados bateu recorde, o registro de novos profissionais cadastrados no aplicativo cresceu 243%. As regiões Sudeste e Centro-Oeste foram as que tiveram o maior aumento, com 60% e 57%, respectivamente. Entre as diversas áreas de atuação estão profissionais como diaristas, pintores, organizadores de eventos, professores, advogados e outros, que oferecem serviços por intermédio da plataforma.

O segmento de serviços foi o segundo que mais perdeu vagas de trabalho formal no país desde o início da crise econômica, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), acompanhado pelo comércio, com mais de 33 mil empregos, e construção civil.

Essas novas empresas com registro e formalizadas que têm surgido no mercado são responsáveis também por ajudar na geração de novos empregos. No caso do prestador de serviços, por exemplo, conforme a demanda de trabalho aumenta, ele tende a contratar – mesmo que informalmente – um grupo de funcionários para conseguir fazer as entregas no prazo estipulado. Apesar de serem menos de 1% do total de empresas brasileiras hoje, esses novos empreendimentos já são responsáveis por praticamente metade dos novos empregos gerados no país, de acordo com o Índice de Cidades Empreendedoras, criado pela Endeavor.

Quando analisamos a distribuição desses empreendedores registrados pelo Brasil, vemos uma maior concentração na região Sudeste. Das 10 melhores cidades para empreender no país, seis estão no interior, sendo cinco no estado de São Paulo, ainda de acordo com a Endeavor.

Com isso, vemos que oportunidades existem e estão aí para serem exploradas e potencializadas. Ao unir forças, todos ganham. Ganha a população, ganha o trabalhador, ganha o setor público e, principalmente, o privado. Isso é, tanto com a geração de empregos, que garante uma renda fixa a profissionais que se encontram desempregados, quanto com a criação de novas empresas, que ajudam a gerar novos empregos e melhorar os índices econômicos do país.

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