Employer Branding: como usar o marketing para atrair e reter talentos?

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

10 de junho de 2020 às 15:01 - Atualizado há 3 meses

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O Employer Branding é uma junção de técnicas de marketing com Recursos Humanos. No entanto, o objetivo não é encantar clientes, mas os próprios funcionários. A iniciativa consiste na gestão da marca empregadora, construindo uma boa reputação entre os profissionais contratados e atraindo talentos.

De acordo com uma pesquisa do LinkedIn, companhias com uma forte marca empregadora recebem 2,5x mais candidaturas a vagas de emprego anunciadas na rede social. Elas também possuem uma redução de 43% no custo do recrutamento por candidato contratado. O investimento para encontrar talentos é menor não apenas em esforço, mas também em capital.

Possuir uma forte gestão de marca empregadora impacta diretamente nos índices de produtividade, engajamento e na redução de saídas de funcionários. Não por acaso, essa também passou a ser uma das atribuições dos departamentos de Recursos Humanos em muitas empresas.

“A marca precisa chamar a atenção do candidato muito antes de ele se candidatar na empresa. Ele deve ter a consciência que ali é um bom lugar para se trabalhar e fazer de tudo para isso, inclusive entrar em contato”, disse Suzie Clavery, cofundadora da Employer Branding Brasil, em uma aula do StartSe Prime. Confira aulas como essa no streaming de conteúdo da Nova Economia da StartSe.

Desenvolvendo propostas de valor

No employer branding, é necessário criar propostas de valor aos funcionários (o que também é chamado de “EVP”, employer value proposition). Elas podem ser desde um bom pacote de benefícios e plano de carreira até uma cultura que se destaque, um bom ambiente para trabalhar, entre outros.

Clavery citou o exemplo do LinkedIn, que dá um kit de boas vindas personalizado com base nas particularidades de cada novo membro da equipe. O Starbucks possui um Instagram apenas para publicar fotos e imagens dos funcionários, contando suas histórias e criando um verdadeiro storytelling.

É recomendado descobrir quais são as necessidades dos funcionários e atendê-las através dos EVPs. Para isso, as empresas devem se perguntar: por que as pessoas escolheram trabalhar ali? Se não souberem a resposta, é o momento de encontrá-la. Caso algum candidato tenha recusado uma proposta, por que isso aconteceu? Qual foi o motivo da recusa e como evitar esse cenário?

Os EVPs consolidam como profissionais percebem, sentem e falam sobre a empresa que trabalham. É como a empresa é reconhecida — ou gostaria de ser. Já a cultura é o que a empresa é de fato, como trabalha e se posiciona sobre as questões do dia a dia. Atualmente, a flexibilidade de horários, home office e um olhar atento à diversidade são características procuradas por profissionais na cultura das empresas.

O employer branding reúne o EVP e a cultura da empresa, sendo o canal de comunicação para a companhia informar ao mercado o que faz internamente. “Se a companhia não trabalhar uma estratégia, as pessoas irão falar da sua marca empregadora de qualquer jeito”, comentou Clavery.

Há locais específicos para isso, como a Glassdor, Indeed, Infojobs, entre outros. No entanto, o compartilhamento de experiências — boas e ruins — também acontece através das redes sociais, principalmente pelo LinkedIn.

Por onde começar?

Na aula, a especialista enumerou os primeiros passos para desenvolver uma estratégia de employer branding:

  1. Conheça a cultura
  2. Conheça o negócio
  3. Conheça as pessoas
  4. Identifique o seu EVP
  5. Faça um diagnóstico de sua marca
  6. Construa a estratégia com foco em experiências
  7. Defina suas métricas

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