Duas regras imprescindíveis na hora de se discursar

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Por Lucas Bicudo

3 de março de 2016 às 09:19 - Atualizado há 4 anos

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Discursar envolvente e eloquentemente ou apenas ter muito conhecimento sobre um determinado assunto não o fazem um belo orador. Estar diante do público implica em algumas coisas que grande parte das pessoas acabam por esquecer, talvez por conta de nervosismo, de seguir um roteiro… A questão é que existem 2 regras imprescindíveis, segundo o Business Insider, que devem ser seguidas na hora de se apresentar para a galera. Confere aí: 

1 – A regra do caráter

Quando éramos crianças, parece que todas as mães eram treinadas para usarem o discurso “ações falam mais alto do que apenas palavras”. De fato, a maneira em que vivemos e a reproduzimos na sociedade usualmente falam mais alto do que as simples palavras que costumam sair de nossos lábios.

Caráter, antes de qualquer palavra proferida, denota força na hora de um discurso. Nós queremos confiar em quem nos está discursando e nós queremos também que as pessoas confiem em nós quando nos encontramos do outro lado da moeda. Para isso, é preciso que a audiência saiba, antes de fazer qualquer anotação, antes da primeira risada ser entoada, que ali em cima está uma pessoa de caráter e compromissada com a didática por detrás disso.

Mais do que se sentir magnetizado pelo discurso de alguém, você quer saber se essa pessoa é digna de sua confiança. Se um colega de trabalho se apresenta diante de um público para falar sobre ética e você sabe que ele anda roubando suprimentos do escritório para uso pessoal, qual seria sua reação? Se você vê que haverá um discurso de seu chefe sobre trabalho em equipe e sabe que ele é um baita ditador, de que jeito você levaria a sério sua palestra?

W. Somerset Maugham, um romancista britânico, costumava a dizer para “não acabar se iludindo e confundindo personalidade com caráter”. Bem, ele está certo, afinal, não seria o sentimento de ilusão que tomaria conta de seu ser depois de descobrir que aquela pessoa que estava te magnetizando, talvez por uma bela desenvoltura, não fosse tudo isso no fim das contas?

Na via contrária, se uma pessoa de caráter íntegro está ali em cima para se apresentar, provavelmente você sairá satisfeito com o que ela pode te agregar, mesmo que a apresentação não tenha sido das melhores. Trata-se de uma relação de reciprocidade entre apresentador e público.

Existe um belo teste para isso, baseado em um antigo ditado popular: “caráter é reflexo de quem você é e o que você está fazendo enquanto ninguém vê”. Mais uma verdade, uma vez que a meta torna-se ser a mesma pessoa em todos os âmbitos e facetas da sua vida.

2 – A regra do conteúdo

Carisma pode agregar ao seu estilo, mas conteúdo agrega ao seu exercício mental. Claro que você pode querer explorar o máximo do seu lado comunicador, mas lembre-se: um dia ruim em cima do palco (em termos de desenvoltura) não é tão ruim quanto um dia em que você entrega um conteúdo pobre. Esse sim é irreversível. Esse sim desconstrói absolutamente tudo que foi fundamentado na 1ª regra.

Considere, nessa hora, a regra do “quando o público chegar em casa”. É que nem ir ao cinema: você gosta mais dos filmes que não geram nenhuma discussão depois dos créditos, ou daqueles que você não consegue parar de roer as unhas em casa, no trabalho, na faculdade, na escola? Em uma palestra a equação é bem parecida. Se você não se lembrar do que lhe foi ensinado durante uma apresentação quando chegar em casa, será que a mesma valeu, de fato, a pena?

Um jeito de resolver esse problema é ter em mente sempre sua premissa inicial. O desenvolvimento de um discurso tende a se perder no meio do caminho, entretanto, se você conseguir alinhar todas as etapas que evoluem sua ideia com o cerne de seu discurso, o resultado tenderá a ser de novo favorável.