Como se tornar um líder extraordinário para inovar e crescer seu negócio

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Por Vinicius David

11 de abril de 2018 às 13:45 - Atualizado há 2 anos

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Após anos de vivência como executivo no mundo corporativo, em startups e ONGs, cheguei à conclusão de que as empresas de maior destaque tanto de inovação quanto de resultados de crescimento eram aquelas com um alto número de “educadores” nos quadros de liderança. Longe de pensarmos em uma sala de aula real, mas sim em professores personificados em líderes extraordinários que são capazes de desenvolver uma relação muito profunda com os membros do time, trabalhando intensamente para desenvolvê-los e fazer crescer suas carreiras.

São eles também gestores que criam um ambiente onde a inovação é parte integral do “business” tal como do “negócios core” da empresa, posicionando-se como mestres e mentores inspiradores que entendem que suas equipes são as reais responsáveis pela reinvenção e escala do negócio.  Isso os leva a ouvir seu time com atenção para ensiná-lo a como encarar a mudança, enfrentar os desafios da vida, protegendo-os contra os anticorpos corporativos avessos a falhas e riscos, o que é importantíssimo no processo de amadurecimento de uma sólida cultura, na qual inovar é visto como uma evolução natural da espécie organizacional de que são partes. Discutiremos em detalhes o processo de formação do DNA desses líderes fora de série e como replicá-los dentro de sua empresa.

Líderes trabalhando para desenvolver time

Pessoas e suas necessidades básicas, assim como seus anseios e propósitos de vida, vieram antes da criação do conceito moderno de trabalho. Por isso idolatrados chefes aplicam o princípio de que é preciso pensar na real progressão do time, na mesma intensidade com que se enfrenta os desafios do negócio em si. Uma pesquisa do Gallup mostrou que 87% dos millennials consideram programas de desenvolvimento pessoal como um fator crucial para sua permanência na empresa, principalmente aqueles ligados ao desenvolvimento de carreira. Quando líderes não criam um clima onde as pessoas sentem que têm oportunidades de prosperar ou, o que é pior, elas consideram que estão beirando a estagnação, baixarão sua produtividade e perderão a motivação para inovar, passando a maior parte do tempo buscado outras oportunidades no mercado.

Os “técnicos do time” precisam estar na beira do gramado olhando cada jogador, apontando suas falhas de maneira produtiva para aprimorar sua performance. O melhor líder com quem já trabalhei, no começo de minha carreira, literalmente sentava-se a meu lado para me ensinar a escrever emails de maneira efetiva para executivos seniores e clientes.  Comunicação executiva ainda continua sendo um dos principais fatores analisados na definição de uma promoção em alto nível e nenhuma universidade ensina isso a fundo. O domínio vem da prática e pode ser acelerado com o “coaching” correto, assim como o fez um dia aquele meu chefe, com tanta paciência e compromisso.

Ativamente promova seus funcionários

Existem ainda muitos tabus na relação entre funcionários e empresas no que se refere a planejamento de carreira. Companhias esperam sempre de seus funcionários uma lealdade duradoura, devoção aos negócios e trabalho duro. Por outro lado, falham em garantir estabilidade no longo prazo, o que leva pessoas em muitos casos, sempre desconfiadas, a gastar tempo procurando outras oportunidades de trabalho. Por isso funcionários não acreditam totalmente no potencial que possam a ter e não investem intensamente na empresa. Neste tipo de relação as pessoas não atuarão como donos e fundadores, nem terão o engajamento, produtividade e motivação ideal para inovar, algo fundamental para se chegar à máxima performance nos negócios. Listamos abaixo algumas ações para os líderes resolverem este problema:

  • As relações dentro da empresa precisam ser transparentes desde o momento da contratação. Líderes precisam comunicar claramente (com metas formais) o caráter da missão, o sucesso esperado e o tempo necessário para alcançá-lo. Funcionários devem expressar suas visões e objetivos pessoais e documentá-los. O pacto, então, é firmado entre ambos antes da assinatura do contrato de trabalho.
  • Funcionários devem entregar os resultados acordados e, se possível, excedê-los, ao passo que os líderes devem acompanhar e ativamente trabalhar para promover os membros do time dentro da divisão ou da empresa, de acordo com os objetivos pré-acordados com cada um.
  • A transparência na relação muitas vezes pode fazer com que os chefes precisem ajudar determinada pessoa a encontrar o próximo objetivo fora da empresa e isso não deve ser uma surpresa e nem um receio, se previamente discutido. Eu, uma vez, precisava demais das habilidades de um profissional para um determinado projeto, mas já sabia que esta pessoa tinha a vontade de montar uma startup. O pacto foi simples. Eu ajudaria esta pessoa apresentando-a ao mercado e a VCs na área, enquanto que ela daria devoção absoluta para o lançamento de uma determinada empreitada. Isso funcionou perfeitamente. Por dois anos eu obtive o melhor possível daquele funcionário,  pois ele sabia, a todo momento, das condições da jornada e que eu estava sempre pronto para ajudá-lo. O famoso ganha-ganha.
  • Neste processo todo, a palavra-chave é a confiança extrema. Para medi-la, basta se perguntar quantas vezes alguém do seu time lhe disse que você estava errado e vice-versa. Quando as relações são fortes e transparentes, as ideias de negócio fluirão melhor, assim como aquelas que levarão ao crescimento progressivo das pessoas.

Crie, sim, relações profundas com o time

Grandes líderes são professores com os quais o time se orgulha em aprender.  São mentores que apoiam  o time em diversas situações, por acreditarem que o bem-estar e desenvolvimento pessoal levarão a níveis elevados de engajamento, fundamentais para a obtenção de resultados expressivos. De acordo com uma pesquisa da Harvard Business Review com 550 executivos, 71% deles acreditam que funcionários motivados são cruciais para a obtenção das metas de sucesso da organização. Líderes mentores ensinarão os atalhos do mundo corporativo, evitando tombos fatais na carreira e na vida de muitas pessoas. Por se orgulharem de seu legado, não se importam, independentemente de seus níveis, em gastar tempo com o time compartilhando sabedoria, lições e conselhos. Os melhores mentores não somente falarão de trabalho, mas também ensinarão as competências básicas de sucesso que raramente aprendemos nas escolas tal como disciplina para investir, busca de uma visão pessoal, excelência na execução, criação de legado, dentre outros.

Estes líderes criarão relações de empatia e compaixão com as pessoas, dois temas distintos e muitas vezes tratados como uma coisa só. Líderes empáticos veem as dificuldades de seu time, enquanto que aqueles que também têm compaixão  vão além, pois não somente as detectam, mas também farão o que for preciso para eliminá-las. Essa é também uma estrada de duas mãos, o que não significa que líderes devam afrouxar os cintos do negócio. Pelo contrário, pois ao reconhecerem que, em muitos casos, a pressão e os objetivos são duros, sabem também que é preciso  cuidar bem das pessoas para que estas também cuidem de seus clientes de forma impecável.

Criando uma cultura de inovação

Uma pesquisa da Mckinsey & Company com executivos seniores constatou que 94% deles consideram que pessoas e cultura são os mais importantes fatores de inovação. O empreendedorismo tem-se acelerado no Brasil e no mundo e, com isso, a presença de pessoas visitando os grandes “hubs” de inovação do planeta tal como Israel, China e Vale Silício só aumenta. O positivo alvoroço e curiosidade as levam para conhecer e experimentar novas tecnologias, tendências e produtos, mas infelizmente elas não se atentam, de forma profunda, ao fato de que por trás daquilo tudo estão mentes e times brilhantes e que desenvolvê-los é a real essência de inovação e progresso.

Organizações modelo quanto a inovação são tocadas por líderes singulares, que entendem a real necessidade de não somente olhar o “score do negócio core”, mas também ativamente gerenciar os processos de mudança e inovação, através da criação de metas claras que levam ao processo evolutivo do portfólio de produto.

Esses líderes criam uma cultura onde a falha é parte integral do processo de desenvolvimento e sucesso futuro. Isso faz com que as pessoas tenham um maior viés de risco no que fazem, sem medo de cair e serem punidas a posteriori, o que  leva a um grau muito maior de competitividade, essencial no ciclo virtuoso de produtividade do time e consequente posição de liderança da empresa quando comparada àquelas cujas pessoas estão desmotivadas, com medo de desafiar-se e  de reinventar-se.

Uma forte cultura de inovação apresenta também líderes que claramente enxergam seu papel  de exterminar os famosos burocratas corporativos, aqueles que estão sempre preservando o status-quo,  enciumando-se por não fazerem parte do novo e lutando contra a necessária reinvenção da organização e de seus produtos. São deles as obsoletas e sem mais espaço profecias manifestas em frases como “já tentamos isso antes e não funcionou”, “não temos dinheiro”, “somos líderes de mercado e não precisamos mudar”. Líderes que se contrapõem a essa postura engessadora da empresa e, ativamente,  não só apoiam como também gerenciam a criação do novo, tornam-se exemplos para o time.

Alavancar o crescimento sustentável do seu negócio e permanecer relevante no mercado requer um processo de liderança de impacto nas pessoas que, uma vez fortemente engajadas pela convicção de que estão se desenvolvendo e crescendo na empresa, irão além do esperado. Este é o alicerce forte e necessário para a reinvenção constante.

Escalar um business requer inovação e isso não ocorre por acaso e nem cai do céu. Isso é cultivado por líderes que creem em mentes brilhantes e as apoiam, fazendo-as sentirem-se  parte integrante de um ambiente onde o risco responsável é incentivado e possíveis falhas são toleradas na busca do novo,  a fim de concretizar a incansável missão de evoluir produtos e até organizações inteiras.

Quais são as características de um grande líder na hora de apoiar o crescimento e inovação nos negócios? Por favor, compartilhe suas ideias na seção de comentários abaixo. Eu também quero aprender com você.