Troca de comando nas maiores empresas do mundo atinge recorde histórico

João Ortega

Por João Ortega

1 de outubro de 2019 às 17:08 - Atualizado há 12 meses

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Um estudo realizado pela consultoria PwC acompanha, desde 2000, a troca de comando nas maiores empresas do mundo. A 19º edição da pesquisa CEO Success aponta que 2018 teve um recorde de saída de CEOs nas 2500 companhias analisadas globalmente. Cerca de 17% (mais de 430 empresas) tiveram substituições na liderança ao longo do ano passado.

Alguns dados levantados pelo estudo chamam atenção. Por exemplo, no início do século, um CEO ficava no cargo, em média, durante oito anos. Atualmente, este número caiu para apenas cinco anos. Além disso, apenas na China houve menos trocas de comando em 2018 do que em 2017. No Brasil, por exemplo, 22% das empresas que foram analisadas mudaram seus CEOs.

Em relação a proporção de mulheres em cargos de CEO, os dados apontam para duas visões opostas. A primeira, mais pessimista, constata uma diminuição em relação ao ano passado: de 6% para 4,9%. A segunda, otimista, vê o contexto maior. Desde o início do século, a proporção feminina está crescendo (era de 2,4% em 2004), e, embora tenham altos e baixos no período, 2018 representa o terceiro maior valor da série.

Saídas forçadas

A pesquisa divide as saídas dos CEOs em três tipos: planejadas, por fusão ou aquisição e forçadas. Desde 2000, todos os anos há mais saídas planejadas do que as dos outros dois tipos, o que mostra que, em grandes empresas, planos de transição costumam ser seguidos.

No entanto, os dados mais relevantes são relacionados às saídas forçadas, que corresponderam a cerca de 20% das trocas de comando em 2018 (mais de 80 casos dentro da amostra). Dentro deste espectro, 39% dos CEOs que foram barrados em suas empresas tiveram o afastamento motivado por questões de má conduta de trabalho. Encaixam-se nessa categoria, por exemplo, casos de assédio sexual, escândalos de fraude e desastres ambientais.

Em 2017, este número foi de 26%, o que aponta para uma rápida transição de prioridade dentro das companhias. Agora, CEOs são responsáveis não apenas pelos resultados de suas empresas no mercado, mas pela transparência e boa conduta profissional dentro e fora delas.