Brasileiros de 18 anos são estrelas do empreendedorismo mundial

Um foi o primeiro a desbloquear o iPhone e o outro fundou a primeira startup aos 16 anos. Juntos, venceram Apple, Google e PayPal

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Por Júnior Borneli

27 de março de 2015 às 14:08 - Atualizado há 5 anos

Eles foram financiados pela Fundação Estudar para estudar em Stanford, uma das mais conceituadas universidades do mundo, berço de empresas globais como o Google e sonho de dez em cada dez empreendedores. Mas largaram tudo isso por causa de um sonho maior.

A história de Pedro Franceschi e Henrique Dubugras é incrível. Henrique começou a trabalhar com 14 anos como programador na Ingresse, uma empresa de venda de ingressos online. Aos 16, fundou sua primeira empresa, a Estudar nos EUA (www.estudarnoseua.com.br), que recebeu aporte de R$ 30 mil e ficou em 4º lugar na AppStore brasileira. No fim de 2012, Henrique, junto a dois amigos, ganhou o prêmio de US$ 50 mil em um Hackathon (uma maratona tecnológica) em Miami.

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Pedro é um fenômeno: aos 12 anos, ele realizou o primeiro desbloqueio de iPhone do mundo, e foi o primeiro a traduzir para português a assistente pessoal do iPhone (Siri), aos 15. No ano seguinte, Pedro criou o Quasar, que permitia usar mais de um aplicativo ao mesmo tempo por meio de janelas no iPad, que se tornou o aplicativo mais baixado da Cydia (uma espécie de AppStore de iPhones desbloqueados).

Pedro e Henrique se conheceram pelo Twitter, durante uma discussão sobre qual seria o melhor editor de texto para programação. A “briga” ficou tão feia que os 140 caracteres do microblog não foram suficientes e a encrenca se estendeu pelo Skype. Essa pendenga, com o tempo, se transformou em amizade e uma grande parceria. Foi daí que nasceu a Pagar.me.

A empresa entrega uma solução digital voltada para empreendedores virtuais que atua como Gateway – e facilitador – entre as empresas e toda a burocracia que elas enfrentam para receber seus pagamentos. Com infraestrutura de pagamento completa, a ferramenta permite aumentar as taxas de conversão através de retentativas inteligentes (processo que fica tentando realizar a transação em mais de uma operadora de cartão quando alguma está fora do ar), sistema antifraude eficiente e um checkout de pagamento dentro do próprio ambiente, sem a necessidade de encaminhar o cliente para outro site.

Empresas como a Endeavor Brasil, Catarse, Ingresse.com e Geração de Valor já adotaram a Pagar.me, que levantou mais de R$ 1 milhão de investimento. Até o fim de 2015, a expectativa é transacionar mais de R$ 500 milhões pela solução.

Henrique e Pedro apresentaram o Pagar.me na universidade de Harvard e conquistaram o prêmio Best In Show da PYMNTS Innovation Project 2014 – principal evento de meios de pagamento do mundo. Logo se tornaram o centro das atenções com sua ideia desafiadora.

No evento americano, a dupla foi a mais votada, mesmo concorrendo com gigantes da inovação tecnológica como Google, Stripe, Apple e PayPal. Conquistaram o primeiro lugar e o prêmio de R$ 60 mil ao apresentar a solução ideal para empresas que desejam receber pagamentos online no país, atuando como uma ferramenta completa sem abrir mão do que os fundadores consideram o mais importante: trazer a mais alta taxa de conversão do mercado.

“Nossa maior realização é resolver os problemas que poucos estão dispostos a fazer. É a forma como aprendemos a trabalhar e que aplicamos no Pagar.me em todos os sentidos, desde o momento de criar e melhorar o funcionamento do sistema até a hora de contratar novos parceiros para encararmos juntos os desafios que aparecem”, finaliza Henrique.