Brasil terá 16 milhões de pessoas afetadas pela automatização, mostra McKinsey

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Por Elena Costa

23 de janeiro de 2018 às 09:00 - Atualizado há 3 anos

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Brasil terá 15,7 milhões de cidadãos afetados pela automatização no mercado de trabalho, segundo pesquisa da consultoria McKinsey. Já o Fórum Econômico Mundial (WEF) prevê que 7,1 milhões de empregos, com destaque para aqueles relacionados a funções administrações e industriais, serão afetados com a automação.

Um dos motivos citados sobre essa transformação não é somente por causa da tecnologia, mas pela liberação dos profissionais de tarefas monótonas e repetitivas e permitem os mesmo a se dedicarem as suas qualidades como a criatividade, por exemplo. “A boa notícia é que fica claro que os trabalhos para humanos terão que envolver qualidades humanas, como criatividade”, afirma José Manuel Salazar-Xirinachs, diretor regional da OIT para a América Latina e Caribe.

O WEF também prevê que com essas transformações haverá um aumento nos seguintes setores: arquitetura, engenharia, computação e matemática, mas alerta que eles não serão suficientes para absorver quem perdeu o emprego. Além disso, a OIT afirma que este cenário aumentará a desigualdade já que extingue aqueles empregos de baixa qualificação e cresce aqueles que pedem muita qualificação.

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“Um caminho para contornar o problema é treinar a força de trabalho para que aqueles de menor qualificação profissional não fiquem para trás”, completa o diretor da OIT. Ele destaca o trabalho do SENAI na preparação de profissionais para a indústria, antes que eles fiquem “obsoletos”. O Brasil

Mas outra preocupação são as relações de trabalho, já que cresce a terceirização nas empresas que com isso buscam cortar gastos ao máximo com funcionários fixos. Isso também é visto pelo aumento no número de trabalhadores independentes/informais. O Brasil, um país que mal lidou com as questões antigas do assunto ainda deve lidar com as novas ao mesmo tempo que para o diretor da OIT, Salazar-Xirinachs, “É preciso estender a cobertura da legislação ao ‘velho’ e ao ‘novo’ mercado”, destaca.

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(Via Folha de São Paulo)