As startups e as princesinhas: a criação impacta na sua jornada empreendedora

Da Redação

Por Da Redação

7 de junho de 2017 às 12:15 - Atualizado há 3 anos

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Por Maria Alice Maia e Caroline Sartório

Há pouco mais de um mês, recebemos a notícia de que a NaHora.com, start-up que tocamos, havia sido convidada a participar de um programa de aceleração com foco em Start-Ups lideradas por mulheres, o Start-Up Chile TSF (The S Factory). Durante os dias que se seguiram, nos questionamos e fomos questionadas por repetidas vezes: por que um programa só de mulheres? Ou, ainda, qual a diferença de um programa só de mulheres?

Conforme a reflexão amadurecia, começamos a entender os primeiros porquês. O mundo de negócios, seja em start-ups, em grandes empresas ou em uma loja de comércio informal, é movido pelo instinto comercial. O que não se vende, não sobrevive. Vamos lá: é necessário, então, ser percebido pelo cliente potencial, ganhar a intenção de compra desse cliente e, finalmente, ganhar a negociação com esse cliente para que ele perceba valor no preço a ser pago.

Imagine duas mulheres: uma de fala baixa, evita discussões e coloca o interesse do outro à frente do dela. Pior ainda: é extremamente modesta, porque sabe que não é perfeita. Quando faz uma entrega, revê, refaz, pede para alguém rever e na hora da entrega já avisa que “não ficou perfeito”. Quando recebe um elogio, responde que “não foi nada”. A segunda mulher simplesmente faz e entrega. Quando entrega, vende o esforço que teve. Quando recebe um elogio, agradece o reconhecimento.Nós, mulheres, somos educadas para o primeiro modelo. A própria ideia de princesas, com que tanto sonhamos em ser durante a infância, já nos remete à necessidade da perfeição, da auto-cobrança, da delicadeza. Somos “inhas”: princesinhas, bonitinhas, fofinhas. No Chile, há ainda o desafio cultural: o lugar da mulher na sociedade para muitos é em casa, como mãe e dona do lar.

Voltemos ao nosso exemplo: quando vemos mulheres à frente de negócios, quase sempre são do segundo modelo. Isso porque o mundo dos negócios é um trator. Atropela. O STF tem, antes de tudo, o propósito de formar a empreendedora como si mesma. Fazem isso por meio de coaching, mentorias e trocas de experiências entre as mulheres. O propósito é o empoderamento. Antes de tudo, tirar a culpa por não ser perfeita, e por valorizar o que faz e o que fez. Os homens talvez não saibam, mas por dentro de nós há sempre uma auto-cobrança.

Por isso um programa exclusivo, e não um programa misto. Afinal, o que há de errado com a primeira mulher do nosso exemplo? Nada. Precisamos abrir espaço para elas. Precisamos abrir espaço para todas. O erro não está na fala baixa ou na fala expansiva. Está, sim, na falta de escuta. Como uma mulheres do segundo caso, é triste ver as oportunidades que os negócios perdem por não escutarem as mulheres do primeiro.

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