Aos 18 anos, ele foi estrela do Google e Twitter. E agora recebeu US$ 15 milhões

A startup dele tem mais de 1 mil clientes, incluindo empresas como a Airbnb, Pandora, GoPro e Tesla

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Por Júnior Borneli

23 de junho de 2015 às 10:25 - Atualizado há 5 anos

Não é comum alguém começar a trabalhar no Google antes de ter terminado a faculdade. Mas para Larry Gadea, fundador do software Envoy, isso se tornou realidade quando ele terminou o colegial, ainda com 18 anos.

Gadea começou a programar quando tinha 8 anos de idade. Ele adorava computadores e já estava construindo jogos ainda na escola primária. Mas foi um plug-in que ele desenvolveu para Google Desktop Search que o colocou no radar do Google. Sua solução permitia que os usuários pudessem encontrar e indexar arquivos em seus computadores que o Google Desktop Search não podia. Ele apresentou resultados muito mais úteis e imediatamente se tornou muito popular.

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“O Google Desktop Search não permitia plug-ins naquele momento. O meu era um hack que fez o Google permitir plug-ins “, disse Gadea ao site americano Business Insider.

Um dia, em seu colégio, Gadea recebeu um e-mail aleatório do Google. Com medo de que pudesse ter feito algo ilegal, Gadea rapidamente abriu o e-mail. Ele dizia: “Por que você está fazendo essas coisas em seu próprio país? Por que você não vem fazer isso com a gente?”

“Eles me queriam lá em tempo integral. Eu estava super animado, um jovem de 18 anos de idade recebendo uma oferta do Google”, lembra Gadea.

Mas havia um grande problema: o Google não sabia que Gadea era tão jovem. Sendo canadense, Gadea precisava de um visto para trabalhar em tempo integral nos EUA, mas por não ter um diploma universitário tornou-se impossível obter a aprovação do visto.

Então, ao invés de trabalhar em tempo integral, Gadea ficou no escritório de Mountain View do Google durante o verão, antes de ir para a faculdade. Depois que seu estágio de três meses terminou, o Google queria que ele continuasse e fizeram outra oferta: eles contrataram-no como um dos primeiros engenheiros do Google no Canadá, e permitiram que trabalhasse de lá, em tempo parcial, durante os quatro anos completos de faculdade.

Após a faculdade, Gadea queria tentar algo novo. O Twitter era uma alternativa e então ele pediu a sua chefe no Google para apresenta-lo. Ele partiu para mais um desafio.

“Ela me apresentou a Ev Williams, co-fundador da empresa. Eu fiz uma entrevista e eles foram os primeiros a me darem uma oferta”, disse Gadea.

Nos primeiros três anos, Gadea trabalhou como engenheiro de back-end no Twitter. Lá, ele criou “Murder”, uma tecnologia de otimização de data center que desempenhou um grande papel na redução falhas frequentes no Twitter em seus primeiros anos.

Mas em 2012, Gadea queria tentar algo novo outra vez. Desta vez, ele queria iniciar sua própria empresa.

Gadea ficou quase um ano fora e foi conhecer pessoas para encontrar uma ideia de negócio. Essa ideia surgiu enquanto visitava amigos na Apple e Google.

“Foi estranho ver que no Google e a Apple os recepcionistas tinham que digitar suas informações em um computador na recepção. E nas empresas menores, nem isso havia”, disse ele.

Mais tarde, ele percebeu que as grandes empresas tiveram seus engenheiros desenvolvendo seu próprio software de controle de visitantes. As empresas menores não têm os recursos para fazer isso, deixando-os expostos a um maior risco de segurança em seu escritório.

Assim, em 2013, Gadea construiu um software chamado Envoy que poderia ser usado em escritórios para o check-in de pessoas e manter o controle de visitantes. Seria basicamente permitir que os visitantes pudessem se registrar através de um aplicativo para iPad e posteriormente imprimir um crachá com as suas fotos nele. Sua mais recente versão do aplicativo pode enviar notificações para o iPhone e até mesmo mostrar a foto da pessoa no Apple Watch.

Logo a startup decolou, conquistando mais de 1 mil clientes, incluindo empresas como a Airbnb, Pandora, GoPro, e Tesla – todos no boca-a-boca.

Esse tipo de sucesso explica por que na terça-feira a Envoy anunciou aporte de US$ 15 milhões dólares. O novo financiamento vem depois da startup já ter arrecadado US$ 1,5 milhão de figurões do Vale do Silício.