A peculiar solidão do empreendedorismo

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Por Juliana Américo

7 de abril de 2015 às 10:28 - Atualizado há 6 anos

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SÃO PAULO – A ideai de empreendedorismo é sempre envolta de histórias de sucesso, independência financeira e o empresário visto como líder por todos. No entanto, o CEO da Corporate Rain International, uma empresa especializada em terceirização comercial, Tim Askew, lembra que existe um lado obscuro: a solidão.

Segundo o texto do executivo, divulgado na revista Inc., a maioria das pessoas acha que os donos de empresas são energéticos, autônomos e difíceis de lidar, uma espécie de mini mestres do universo. “No entanto, eu acredito que há um desejo enrustido na maioria de nós de se conectar com a comunidade, de forma segura e discreta”, afirma.

As amizades para os empresários são difíceis. Principalmente porque eles estão ocupados. “A maioria do nosso contato humano está dentro de nossas próprias empresas e simplesmente não é possível ter relacionamentos reais com os funcionários, ou até mesmo os seus principais executivos. Ser um chefe exige uma certa distância”.

O CEO ainda lembra que muitas vezes você não pode realmente falar honestamente sobre o seu negócio com a sua família, porque dificilmente vão entender as suas preocupações. “E mesmo que eles pudessem entender, é realmente justo sobrecarregá-los com a nossa ansiedade existencial?”. 

Uma solução para esse problema são associações e conselhos de empresários que passam pela mesma situação. Segundo Maurício Cardoso, fundador do Clube do Networking, o networking pode ser uma importante ferramenta na troca de melhores práticas de gestão entre empresários.

“Parece que tudo é às escondidas quando se trata do mundo dos negócios. Sempre há tabus em relação ao que pode ser revelado, ao que é estratégico, ao que pode vir a favorecer a concorrência, entre outros. Um dos objetivos das reuniões é estabelecer laços de confiança mútua, e mostrar que a troca é possível e benéfica para todos, em diferentes níveis de gestão”, explica.