Cibersegurança: por que essa deve ser uma das principais preocupações de CEOs?

Para Laércio Albuquerque, presidente da Cisco Brasil, os dispositivos conectados possibilitam um novo tipo de escritório, mas criam preocupações quanto à segurança

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Uma pesquisa da Juniper Research estima que, em 2018, havia cerca de 21 bilhões de dispositivos conectados à internet. Já em 2022, a estimativa é que esse número chegue a 50 bilhões. Não há dúvidas: o futuro é conectado – seja nas empresas, casas (com a tendência de casas inteligentes) e indústrias.

Hoje, a internet está disponível principalmente em smartphones, computadores e tablets. Para Laércio Albuquerque, presidente da Cisco no Brasil, o termo de “transformação digital” está ultrapassado, pois “já estamos transformados”.

A transformação digital iniciada há algumas décadas hoje permite, por exemplo, que reuniões sejam realizadas de qualquer lugar do mundo, com todos os participantes há quilômetros de distância. Essa foi, inclusive, a forma com que Laércio Albuquerque se comunicou com um grupo de jornalistas que visitaram o Centro de Inovação (COI) da Cisco no Rio de Janeiro. “A presença não é mais uma obrigação, pois você pode estar conectado de qualquer lugar do mundo. Isso faz parte da nossa cultura na Cisco e está em nosso dia-a-dia”, comentou.

Para Albuquerque, não existe mais o “home office”, mas o “anywhere office”. “Hoje, o escritório está em nossas mãos. Algumas empresas querem transformar o negócio, mas não pensam em mudar como as pessoas se comunicam”, afirmou. Para a comunicação corporativa, a Cisco aposta na ferramenta própria WebEx Team – um aplicativo de colaboração e mensagens semelhante ao WhatsApp, mas que suporta videoconferências, entre outros.

O presidente da Cisco no Brasil está há três anos no cargo e foi entrevistado remotamente. “Eu não falei com nenhuma pessoa presencialmente durante as oito entrevistas realizadas – todas foram através do WebEx”, contou.

A preocupação dos CEOs

Mas, apesar da facilidade, tanta conectividade traz novos desafios. Para Albuquerque, a principal questão a ser levantada é a cibersegurança. “A segurança sempre foi prioridade para executivos de tecnologia, mas agora deve ser também prioridade para os CEOs (presidentes-executivos de empresas)”, afirma.

Segundo o executivo, cada dispositivo conectado pode ser uma porta de entrada para hackers. “As empresas não têm que se preocupar com uma grande arquitetura de rede e depois com a segurança – isso deve acontecer simultaneamente”.

Atualmente, segundo pesquisa sobre cibersegurança da Tempest Security Intelligence com 50 empresas brasileiras, a maioria dos líderes de segurança da informação não se reportam diretamente ao CEO. Quase metade dos profissionais ouvidos na pesquisa (49,09%) respondem ao diretor de tecnologia, enquanto 18,18% se encaminham ao COO (diretor de operações). A porcentagem dos que conversam diretamente com o presidente-executivo da empresa (CEO) é de apenas 9%.

Em 2018, 34,55% das empresas investiram até 1% do orçamento em cibersegurança. Já neste ano, a expectativa de 38,8% das companhias é de dedicar até 20% do orçamento à segurança digital das empresas.

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