Corrida espacial: Jeff Bezos é páreo para Richard Branson e Elon Musk?

A Blue Origin, de Bezos, passou a última década apagada e perdeu espaço para a Virgin Galactic de Branson, e a Space X de Musk; agora Bezos quer acelerar a sua empresa aeroespacial

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Depois de passar a última década ofuscada pelas façanhas da SpaceX, de Elon Musk, a empresa Blue Origin, fundada em 2000 por Jeff Bezos (dois anos antes da empresa de Musk), quer sair da penumbra e mostrar que tem tecnologia para ser relevante na corrida pela exploração do espaço. Bezos está investindo US$ 2,5 bilhões em um projeto de um novo foguete, cujo lançamento está previsto para 2021.

Há dez anos, a empresa era formada por Bezos, que dividia seu tempo entre a gestão da Amazon e da Blue Origin, uma dezena de pesquisadores e uma pequena nave para exploração espacial. Sua sede, em um parque industrial no subúrbio de Seattle, era pouco movimentada. Nos últimos três anos, no entanto, Bezos investe tempo e dinheiro para mudar este panorama.

Hoje, a empresa que já recebeu em torno de US $ 1 bilhão de investimentos (de Bezos), emprega mais de 2.000 profissionais em cinco unidades, entre elas uma estação para lançamento espacial no oeste do Texas, onde ainda este ano começará a testar seu foguete suborbitário de turismo espacial. O foguete foi batizado de "New Shepard", em homenagem ao pioneiro do espaço americano Alan Shepard.

O vídeo abaixo mostra a 10ª missão do New Shepard, realizada no final de janeiro, cujo objetivo era levar materiais de pesquisa e tecnologia da NASA para o espaço.

Novo foguete em 2021

O próximo projeto da Blue Origin, já em andamento, supera o New Shepard. Bezos está investindo mais US$ 2,5 bilhões em uma nova espaçonave batizada de New Glenn. Ela foi projetado com 300 metros de altura, pensada para ser reutilizável, e deve ser lançada em 2021. A empresa construiu uma nova fábrica para a montagem da New Glenn, próxima ao Cabo Canaveral, na Flórida. De lá, planeja lançar uma frota desses mega-foguetes. Bezos está investindo mais US$ 2,5 bilhões no projeto.

Além de lançar seus projetos, nos últimos dois anos, Bezos tem mandado recados aos executivos da Blue Origin, dizendo que espera uma atitude mais agressiva da empresa, na aquisição de novos clientes. Recentemente, o presidente-executivo Bob Smith da empresa declarou que a Blue Origin, "continuará investimento em novos negócios e na aquisição de novos clientes" . Um exemplo: a empresa produziu os seus motores de foguetes BE-4 e BE-3, para si e para a United Launch Alliance, aliança entre a Lockheed Martin Space Systems e Boeing, que tem como cliente o governo dos Estados Unidos.

Até bem pouco tempo, Bezos não demonstrava interesse em ter o governo como cliente. Agora, a Blue Origin participa abertamente dos editais do governo para o fornecimento de produtos aeroespaciais. "Precisamos desses clientes", disse Smith ao The Wall Street Journal.

Em junho de 2018, o governo Trump propôs a criação de uma Força Espacial dos Estados Unidos, uma agência independente das forças armadas, que deverá ser ativada em 2020. No mês passado, o vice-presidente Mike Pence, respondendo a questionamento se os EUA voltarão a enviar astronautas americanos à Lua, sugeriu que eles poderiam viajar em foguetes fabricados por empresas privadas Obviamente, Bezos está de olho neste movimento do governo americano.

Se continuar neste ritmo acelerado, a Blue Origin talvez precise aposentar o seu lema, Gradatim Ferociter - passo a passo, ferozmente. Resta saber se os movimentos recentes da Blue Origin serão capazes de colocar a empresa à frente de seus concorrentes Richard Branson, da Virgin Galactic, e Musk e sua Space X.

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