As 14 líderes mais influentes do Brasil

Lista reuniu de empreendedoras a super executivas, de setores como digital, judiciário e financeiro, como Maria Silvia Bastos, CEO no Brasil do banco Goldman Sachs

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A Revista Forbes divulgou uma lista das mulheres mais poderosas e influentes do Brasil. A publicação de fevereiro reuniu mulheres de diversas áreas – como esportes, universo digital e judiciário – mas a maior parte são líderes de empresas. Veja, abaixo, quem são as empresárias mais poderosas do país.

Alice Ferraz, CEO e fundadora do Fhits

A plataforma que reúne influenciadores digitais de moda e liftestyle Fhits foi considerada uma das empresas mais inovadoras no mundo pela Fast Company. À frente dela está Alice Ferraz, que fundou a empresa sem ter um modelo de negócio para se inspirar.

“Alice tem orgulho de falar sobre os números: ‘Hoje, além dos digital influencers, a Fhits emprega 75 pessoas; os blogs somados têm 10 milhões de page views por mês e seus pupilos, 16 milhões de seguidores no Facebook, 40 milhões no Instagram e 10 milhões de inscritos no YouTube’. Todo ano, 85% de seus anunciantes renovam contrato. Nada mal para uma mulher que, segundo ela, foi criada de forma conservadora, para ser mãe e esposa.”, afirma a Forbes.

Ana Fontes, CEO da Rede Mulher Empreendedora

A nordestina Ana Fontes saiu do sertão alagoano ainda criança com a família para buscar um futuro melhor na Grande São Paulo. Conseguiu: depois de passar por algumas empresas, criou um blog para falar sobre empreendedorismo feminino. Hoje, a Rede Mulher Empreendedora tem 500 mil seguidoras e criou uma organização sem fins lucrativos que fomenta o empoderamento das mulheres no mercado de trabalho por meio de políticas públicas.

Ana Paula Assis, presidente da IBM na América Latina

Desde julho de 2017, Ana Paula Assis lidera a IBM na América Latina. Ela é a primeira mulher a ocupar o cargo. “Reconhecida no mercado por sua experiência em inteligência artificial e responsabilidade de dados, Ana Paula atua fortemente para o desenvolvimento de ambientes de trabalho inclusivos e ajustados às profissionais mulheres – ela costuma dizer que não é a mulher que deve se adaptar à empresa, e sim o contrário”, afirma a revista sobre a executiva.

Ana Paula Bógus, general manager da Kimberly-Clark Professional Brasil

Ana Paula foi a primeira mulher em diversos cargos que passou na Nestlé e também na Kimberly-Clark. Hoje, como general manager no Brasil, ela diz não se sentir poderosa, mas que todo o trabalho é colaborativo.

“Ana Paula credita à palestrante americana Brené Brown o insight que a ajudou a chegar onde está. ‘Ouvi-a falar sobre o poder da vulnerabilidade. Em vez de se achar incrível, ela disse que era melhor admitir que estava nervosa e suando. Isso mudou minha vida. E é assim minha maneira de ser: autêntica, transparente, não tenho medo de admitir fraquezas.’”, relata a Forbes.

Camila Junqueira, CEO da Endeavor

Em agosto de 2012, Camila Junqueira entrou na Endeavor, organização que fomenta o empreendedorismo de alto impacto. Proatividade e determinação foram características que a levaram a criar diversos projetos na empresa, como Portal Endeavor, que atingiu 7,5 milhões de pessoas em 2017. “’Eu acredito muito em autonomia e é assim que eu trabalho. É importante dar espaço para as pessoas que querem criar algo.’ Com esse mindset, alcançou o posto de CEO, cargo que ocupará até 2021, quando se encerra o ciclo de três anos”, diz a revista sobre a empresária.

Juliana Azevedo, presidente da P&G Brasil

“Aos 23 anos, eu já dizia que queria ser a presidente da P&G”, diz Juliana. Após quase duas décadas na multinacional, ela conseguiu. “Sobre o fato de ser uma líder mulher, ela se considera ‘sortuda’ por estar numa companhia em que a diversidade é valorizada. Juliana enumera uma série de políticas de promoção da igualdade de gênero na P&G, entre elas a ampliação da licença-maternidade, a flexibilidade e a redução de horário, permitindo que a mulher possa trabalhar de casa, e ainda um programa em que elas dividem suas experiências”, revela a Forbes.

Luciana Marsicano, diretora-geral da Tiffany&Co do Brasil

Luciana Marsicano passou 17 anos trabalhando em empresas de bens de consumo, como a PepsiCo e a Parmalat, até ser chamada para o mundo da moda – sua área de especialidade. “Trabalhar com sistemas financeiros foi muito importante para me credenciar no mercado de luxo”, diz a empresária. Hoje, aos 50 anos, ela lidera uma das principais marcas de joias do mundo no Brasil – e sustenta que a marca precisa ser democrática e independente no país.

Maria Silvia Bastos Marques, CEO da Goldman Sachs no Brasil

Desde fevereiro de 2018, Maria Silva Bastos Marques está à frente do banco Goldman Sachs no Brasil. Entretanto, já era uma empresária poderosa muito antes disso: foi presidente do BNDES e da Companhia Siderúrgica Nacional. “Entre os desafios para 2019, considera fazer a instituição financeira crescer mais ainda, apesar de ter alcançado no ano passado uma performance histórica no país. ‘Tivemos o melhor ano não só no Brasil, mas na América Latina.’”, diz a Forbes.

Nina Silva, CEO do Movimento Black Money

Nina Silva coleciona menções em listas e premiações para mulheres negras de influência mundial. Ela é Project Manager Lead na consultoria global de tecnologia ToughtWorks, além de fundar o Movimento Black Money. “A ideia era oferecer à população negra oportunidades de fomentar seu próprio negócio em condições de igualdade. ‘Não adiantava eu estar dentro de grandes corporações e não conseguir trazer para as empresas a diversidade. A prática seria ter as nossas próprias instituições dentro dessa luta antirracista.’ O Black Money já fechou algumas parcerias com instituições educacionais como a Digital House para empoderar empreendedores negros e intraempreendedores negros – aqueles que trabalham em corporações”, explica a revista.

Patrícia Villela Marino, presidente do Humanitas360

Patrícia Villela Marino tem o viés político e social intrínseco a suas ações como empresária. “Aqui o indivíduo não se vê e não se significa como cidadão. Ficamos, portanto, à mercê do poder paralelo do tráfico de drogas, da corrupção e da falta de transparência”, disse à revista. Ela fundou o instituto Humanitas360 com o fim de realizar ações de impacto e também criou o coworking Civi-co, para entidades que trabalham com propósito social.

Renata Campos, head da Takeda no Brasil

Renata Campos ingressou na farmacêutica global Takeda em 2005 como gerente de produtos. Em uma década, já era presidente da empresa no Brasil. Entre 2017 e 2019, foi responsável por toda a operação na América Latina.

“‘As oportunidades de desenvolvimento, de crescimento, sempre apareceram para mim e eu as abracei, nessa minha linha de persistência e foco e dentro daquilo que eu amo fazer.’ Para Renata, mais importante do que alcançar resultados é o legado do seu trabalho. ‘Aquilo que estou deixando é sustentável? Os líderes que estou formando vão realmente crescer? Qual é o impacto do que estou construindo na vida das pessoas? São essas as perguntas que eu me fiz em todas as posições de liderança que assumi na companhia’”, afirma a reportagem da Forbes.

Sandrine Ferdane, CEO do BNP Paribas Brasil

Nascida na França, Sandrine Ferdane assumiu a presidência do banco BNP Paribas no Brasil em 2014. Na época, ela não via outras mulheres em posições de liderança para se inspirar. Por isso, tratou de incentivar uma mudança de pensamento nesse sentido dentro da empresa.

“Hoje o banco adota uma série de projetos para empoderamento de mulheres. Segundo ela, a política é de ‘equal job equal pay’, com remuneração igual para homens e mulheres que exercem a mesma função. Em 2017, o BNP Paribas assinou o termo Women Emporwerment Principles da ONU, com quatro programas de mentoring para 80 mulheres, monitoramento de promoções e contratações de mulheres em vários grupos de engajamento, como o Lide Mulheres. O resultado é que global e nacionalmente 53% dos colaboradores são do gênero feminino, sendo que no Brasil elas já ocupam 30% dos cargos de gerência.”, relata a revista.

Viveka Kaitila, CEO da General Electric Brasil

Finlandesa, Viveka Kaitila vive desde os 4 anos no Brasil. Ela passou por dois bancos por aqui antes de chegar à General Electric. A proposta era liderar a estratégia e a execução na América do Sul de uma área dentro da GE Capital, então o braço financeiro da empresa. Isso aconteceu em 1997, quando, segundo ela, havia poucas mulheres na empresa.

“Na GE, passou por várias áreas: comercial, financeira, business development... ‘Nunca me restringi ao escopo que me deram.’ Em maio de 2017, virou a presidente e CEO da companhia”, relata a Forbes.

Vivien Rosso, CEO do A.C Camargo

Filha de espanhóis e nascida na África do Sul, Vivien morou nos EUA e na França. O background multicultural certamente a ajudou a chegar na posição de CEO do Grupo Fleury. Em 2014, foi chamada para o A.C Camargo, hospital voltado ao tratamento e pesquisa do câncer em São Paulo – um entre três oncologistas no Brasil é formado neste centro. A empresária gosta de estar por dentro de tudo que acontece na instituição: “preciso confiar que em cada leito esteja sendo feito o melhor”, afirma à Forbes.

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