Eles apostaram no crescimento do mercado de cloud – e venceram

Rodrigo Burjato, Caio Klein, Ricardo Brandão e Rennan Sanchez fundaram a Sky.One em 2013 – hoje têm 1.500 clientes e empregam 110 funcionários

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Há cinco anos, os empreendedores Ricardo BrandãoRennan SanchezRodrigo BurjatoCaio Klein perceberam uma onda gigantesca se formando nos mares da computação e dos negócios no Brasil. Foi quando o cloud computing, a computação em nuvem, começou a crescer no país.

A Amazon, que foi pioneira neste mercado, abriu em dezembro de 2011, em São Paulo, o escritório da AWS, a Amazon Web Services, divisão da empresa que cuida de tudo relacionado a computação em nuvem.

“Eu e o Rennan (Sanchez, executivo de TI da Sky.One, e irmão de Brandão) éramos sócios na DN4 (empresa de software), que crescia, mas não escalava globalmente. A gente viu essa onda de cloud computing se formando e pensamos: 'ou vamos agora ou ficamos mais um ciclo de 10 anos aqui'. Vendemos nossas participações na DN4 e começamos do zero”, diz Brandão.

Brandão e o irmão se juntaram Rodrigo Burjato (hoje financeiro na SkyOne) e Caio Klein (líder da operação internacional) e fundaram em 2013 a Sky.One, empresa de soluções em cloud computing. O quarteto não conseguiu investidores no primeiro momento e aportou do bolso cerca de R$ 500 mil.

Para dar fôlego financeiro ao novo empreendimento, os quatro firmaram um pacto. Durante os dois primeiros anos, nenhum deles teria salário. Este dinheiro seria reinvestido na empresa.

“Vez ou outra a gente discutia como fazer a empresa acontecer e, vez ou outra, vinha a pergunta: 'e se não der certo?'", diz Brandão. Este medo de falhar acabou se tornando um combustível para que eles tomassem decisões ousadas.

“Pedimos uma reunião com os executivo da AWS e fomos validar umas ideias. Eles disseram para criarmos juntos o que pretendíamos. Pedimos treinamento, uma conta teste para iniciar e ficamos próximos durante uns três anos. A gente pegou carona com eles (AWS), e eles com a gente”, conta Brandão.

Essa parceria com a AWS foi fundamental para o início da Sky.One.

Evangelização em nuvem

Quando os fundadores da Sky.One foram buscar clientes para vender a tecnologia de acesso remoto à softwares, armazenamento de arquivos e processamento de dados, se deu conta que teria que educar os clientes. A tecnologia era nova e as empresas ainda usavam servidores em datacenters para manter seus dados.

Brandão conta que tinha pelo menos cinco slides em seu pitch para explicar o que era a computação na nuvem. A maturidade do mercado, no entanto, mudou esse quadro.

"No início, muita gente ainda achava que AWS era o e-commerce da Amazon. Hoje eu não me preocupo em dizer o que é cloud computing. A questão que costumo definir é quando o cliente vai migrar para nuvem. Essa é a grande virada do último ano e meio para cá”, afirma.

Hoje, a Sky.One tem 1.500 clientes, dos quais cerca de 100 estão espalhados pela América Latina, Estados Unidos e Europa.

"Como empreendedor, eu digo que estamos sempre inconformados com os problemas e pensando em como vamos resolvê-los. Nossos produtos vêm nessa linha. E por isso eu afirmo que a receita é estar dentro do cliente, entendendo as suas dores”, ressalta o CEO.

Nova fase

A empresa cuja sede fica em São Paulo tem escritórios no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Goiânia. Em 2019, duas novas operações devem ser abertas no Nordeste e no Sul do país.

Após passarem os três primeiros anos triplicando e os últimos dois dobrando em tamanho e faturamento, os quatro sócios almejam surfar novas ondas pelos sete mares.

A Sky.One já possui um escritório em Miami, nos Estados Unidos, mas crescer no exterior entrou, definitivamente, nos planos da empresa com a chegada da Invest Tech, no início de 2018. O fundo de investimentos aportou R$ 22,5 milhões na empresa, vislumbrando o crescimento da SKY.One em mercados mais maduros, especialmente nos Estados Unidos.

A previsão da Sky.One é dobrar de tamanho nos próximos dois anos. Para isso, planeja expandir o time de funcionários dos atuais  110 para 160 empregados já em 2019. “Se tornar um unicórnio é um sonho, não uma obsessão. A gente acredita que pode chegar a esse patamar em dois ou três anos”, diz Brandão.

Os desafios da internacionalização são tão grandes quanto o desafio de conciliar o atual modelo de governança de uma Sociedade Anônima (que exige prestação de contas ao mercado, auditorias e acompanhamento dos processos internos) com o jeito de pensar e fazer de uma startup. No modelo startup, a ideia é inovar, criar com rapidez, errar, aprender e corrigir o rumo - sem deixar de prestar contas, auditorias e processos que exigem permanente acompanhamento.

“Cada negócio que a gente fecha é uma adrenalina. O empreendedorismo tem ciclos, e o nosso na Sky.One deve ter mais uns cinco anos por conta de todo o ecossistema e investidores. Mas a nossa próxima startup vai nascer aqui dentro. E, num certo momento, a gente vai fazer um spin-off e começar tudo de novo. Isso está muito claro”, conclui.

Que saber mais sobre empreendedorismo de alto impacto? 

Raio-X da Sky.One

Ano de Fundação: 2013

Sede: São Paulo

Faturamento: De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões (previsão para 2018)

Número de funcionários: 110

Ramo de atuação: Tecnologia, software e cloud computing

Modelo de negócio: Oferece plataformas e serviços de migração de aplicações para a nuvem.

Fundadores:

Ricardo Brandão (CEO), 37 anos, ciências da computação pela FASP

Rennan Sanchez (CTO), 32 anos, sistemas de informação pela FIAP.

Rodrigo Burjato (CFO), 35 anos, administração de empresas pela PUC.

Caio Klein (COO International), 45 anos, engenharia elétrica pela UFRGS| Mestrado em engenharia pela USP.

Por que fundaram a empresa: Os sócios enxergaram uma oportunidade de mudar a forma como as empresas trabalham.

Sonho: Que a Sky.One se torne uma empresa global, facilitando e melhorando o dia a dia das pessoas que utilizam softwares.

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