Fintouch: saiba o que rolou na Sala da PwC da maior conferência de fintechs do Brasil

Conheça os principais assuntos abordados na Sala da PwC do Fintouch

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O Fintouch, maior conferência de fintechs do Brasil, ocorreu na última terça-feira (14) no Expo Center Norte e bateu recordes: foram mais de 1500 pessoas, 76 expositores, 42 pitches de fintechs, 18 workshops e 90 palestrantes! Tudo isso foi possível devido a uma agenda dinâmica, que reuniu os maiores experts da área para uma tarde repleta de aprendizado e networking. 

O evento contou com três ambientes: a plenária, palco principal onde ocorreram palestras e pitches, e duas salas com workshops, uma patrocinada pela Visa, que tratou de temas como blockchain, insurtech e inteligência artificial, e outra pela PwC, com palestras sobre segurança online, investimento e privacidade e mais.

A seguir você confere tudo o que rolou na Sala do PwC: 

 

FireSide Chat, com Romero Rodrigues

Para estrear os workshops da Sala PwC, a jornalista Naiaria Bertão conversou com Romero Rodrigues, fundador da Buscapé e atualmente na RedPoint Ventures. Ele contou não só sobre seu começo de empreendedor na Buscapé, como também seu olhar como investidor. 

Uma das partes mais interessantes da conversa foi quando Rodrigues compartilhou um dos maiores erros que ele cometeu na direção da startup. Enquanto o Buscapé estava expandindo a pleno vapor e comprando outras empresas, o propósito da empresa se perdeu no caminho: "A gente se descuidou da cultura, estávamos expandindo e olhando para fora e acabamos esquecendo de olhar para dentro". 

Já como investidor, Rodrigues revelou quais são os aspectos mais importantes de uma startup para se prestar atenção para ter certeza que está fazendo um bom negócio antes de investir. "Primeira coisa que a gente [da RedPoint Ventures] olha são as pessoas, depois o mercado e depois o modelo de negócios. Também, quanto maior a dor, maior a oportunidade", revela. 

 

Privacidade e Inovação: conseguimos atender os dois?, com Fernando Mitre e Maressa Juricic, do PwC 

No painel seguinte, Fernando Mitre e Maressa Juricic, ambos do PwC, falaram sobre como inovar sem deixar a segurança e privacidade de lado. "A inovação é um dos focos das fintechs e mercado financeiro, mas o uso desse tecnologia também trazem brechas de segurança", afirmou Mitre. No caso, eles deram como exemplo a tecnologia IoT, que por facilitar a conexão entre vários dispositivos também faz com que ela seja mais vulnerável e consequentemente forneça acesso a muitos dados. 

Como forma de se preparar para possíveis ataques, a dupla frisou a importância de se estabelecer um programa de privacidade, com políticas claras, identificação, classificação e ciclo de vida da informação, diagnóstico de privacidade, entre outros. Um dos serviços oferecidos pelo PwC é o jogo Game of Theats, que simula a experiência que os executivos enfrentariam no meio de um incidente cibernético. Dependendo do resultado, o jogo oferece formas de se proteger dependendo das vulnerabilidades apresentadas. 

 

Como as Fintechs podem ajudar as microempresas, com André Macedo 

André Macedo, gerente da Intuit no Brasil, entrou em seguida e teve como foco principal dois casos comuns pelos quais vários empreendedores podem passar e as soluções que fintechs podem trazer. No caso, as propostas de Macedo para problemas de fluxo de caixa seriam fintechs de controle financeiro, já para aumentar a clientela, fintechs de empréstimos e para elevar o ticket médio, fintechs de meios de pagamento. 

Em relação aos produtos que a Intuit já disponibiliza no Brasil e oferece para os seus clientes está o QuickBooks ZeroPaper, sistema de controle financeiro para negócios que traz funções como fluxo de caixa, relatórios para tomada de decisão, controle de receitas e despesas, entre outros.

 

Modelos Operacionais e Incentivos Fiscais, com Antônio Rocca  

Antônio Rocca, diretor da PwC, começou o painel falando do contexto geral no ambiente de negócios, afirmando que os desafios de inovar estão, principalmente, na intervenção das leis, uma vez que há uma multiplicidade de normas que interferem na cooperação entre público e privado. Apesar disso, Rocca destacou duas normas de incentivo às inovações. 

Uma delas é o contrato entre Sebrae e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), que tem como objetivo dar aos pequenos negócios acesso à infraestrutura e conhecimentos científicos e tecnológicos das unidades da EMBRAPII. Ela também amplia o limite de recursos não reembolsáveis para o desenvolvimento de projetos de inovação industrial. 

A outra é a Lei 11.196, de 2005, também conhecida como Lei do Bem, que cria a concessão de incentivos fiscais às pessoas jurídicas que realizarem pesquisa e desenvolvimento de inovação tecnológica. 

 

Programas de Apoio a Fintechs, com Alexandre Comin Apolo Lira 

Alexandre Comin, gerente do Sebrae, e Apolo Lira, da Enel, falaram em seguida sobre possibilidades para apoiar fintechs e como elas são ofertadas no Brasil. 

Comin reiterou a posição do Sebrae como uma instituição que tem como foco tratar cada um de acordo com as suas dificuldades. "No Brasil, a regulamentação é linear e atende desde empresas pequenas quanto gigantes. Tem que ver se as regras boas a para as grandes não vão matar o pequeno", afirma. É aí que o Sebrae procura entrar: dando apoio para pequenos negócios e startups, que muitas vezes são prejudicados por regulações lineares. 

A Enel também procura preencher esse gap deixado pelas regulações onde fintechs se encontram. Apolo Lira falou com mais detalhes do programa Energy Start, que oferece para startups no setor de energia diversas vantagens e possibilidades de crescimento: investimento em desenvolvimento e pesquisa, curso de especialização no Vale do Silício e a oportunidade de expor o trabalho internacionalmente. 

 

Central de Antifraude, com Gerson Rolim , Marcos Cavagnoli e Mathias Fischer  

No bate-papo entre Gerson Rolim, diretor da Camare-e.net, Marcos Cavagnoli, diretor geral da 4Finance, e Mathias Fischer, da ABFintechs, o tema central foi hackers e antifraude. 

Segundo Marcos Cavagnoli, o que acontece é que o trabalho de hackers é muito mais em rede do que as empresas. Como consequência, quem sofre a fraude não partilha, o que faz com que as falhas de segurança não sejam resolvidas e voltem a acontecer com outras empresas, sendo que se a rede fosse aberta isso poderia ser evitado. Gerson Rolim complementou: "Com a falta de compartilhamento, a gente acaba fazendo com que seja sempre um contra mil". 

Mas como fazer que exista esse compartilhamento? Para Rolim não há segredo: quem for atacado primeiro alerta e procura avisar a rede. Isso tornaria a segurança rápida e eficaz, podendo combater hackers. O principal desafio, no entanto, é derrubar algumas lendas urbanas de que acima de tudo a empresa deve ser fechada. Hoje o que vale é o compartilhamento! 

 

A evolução da segurança online, nas mãos do usuário, com Roberto Amaral 

Roberto Amaral, da Resource IT, trouxe para o palco sua frustração de perder um cartão e ter que enfrentar uma burocracia absurda para conseguir bloquear e emitir uma nova via. Ao invés de seguir as coordenadas do banco em questão, Amaral não teve dúvidas e passou a usar somente o cartão de uma fintech, que além de trazer um serviço rápido, não tinha nenhuma burocracia: o processo era muito mais simples. 

Partindo da sua história pessoal, ele comparou soluções trazidas por grandes instituições financeiras e as por fintechs. Entre wearables, tolken, biometria, o palestrante não teve dúvida: o futuro está nas mãos do usuário e ele vai preferência para o que trouxer a melhor experiência.

 

Barbarians at the gate, com Edson Rigonatti 

Durante seu painel, Edson Rigonatti, investidor na Astella Investimentos, elaborou um paralelo entre bárbaros que causaram terror na Idade Média na Europa e as startups. Ao mesmo tempo em que bárbaros conseguiam o que queriam porque tinham um propósito definido, eles eram destemidos. As startups, no caso, não são muito diferentes: "Assim como os mongóis atiravam nos cavalos dos romanos, as startups conseguem atingir mais gente com pouco, fornecendo produto que meu cliente quer e sendo mais eficiente", afirmou o investidor.  

De fato, os "bárbaros" estão tomando conta do mercado e ele chamou a atenção para a importância de conseguir localizar exatamente como o Brasil está nessa questão. Rigonatti afirmou que o ecossistema nacional é extremamente robusto e significativo, com muitas empresas relevantes. E, segundo ele, elas  são mais do que negócios e investimentos, sendo um legado para o futuro, o que mostra que o país está no caminho certo.  

 

O que um VC avalia ao fazer um investimento: case prático Bom pra Crédito, com Edson Rigonatti e Ricardo Kalichstein  

Por fim, os painéis da Sala PwC foram encerrados com o caso da Bom Pra Crédito, um marketplace de crédito ao consumidor, lançado no final 2013 por um grupo de executivos veteranos do setor, com a missão de fazer do mercado brasileiro de crédito um ambiente mais equilibrado. Recentemente, a startup recebeu um aporte da Astella Investimentos. 

Depois de apresentar a startup, Ricardo Kalichstein, CEO e fundador da Bom pra Crédito, e Edson Rigonatti foram questionados pela plateia sobre detalhes tanto do investimento que a Astella fez, quanto a como o relacionamento entre os dois – empreendedor e investidor – se dá. Rigonatti revelou que o que mais chamou atenção dele em relação à startup era o time, formado por quatro pessoas com vasta experiência em mercado financeiro, e o custo de aquisição do cliente, que era muito mais eficiente que a maioria. 

Kalichstein, por sua vez, afirmou ter se surpreendido com a assistência da Astella: "Eles fornecem gráficos sobre o nosso desempenho e o conhecimento faz muita diferença para evoluir e para ter um grande aprendizado". 

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