Fintouch: saiba o que rolou na plenária da maior conferência de fintechs do Brasil

Conheça os principais assuntos abordados na plenária do Fintouch

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O Fintouch, maior conferência de fintechs do Brasil, ocorreu na última terça-feira (14) no Expo Center Norte e bateu recordes: foram mais de 1500 pessoas, 76 expositores, 42 pitches de fintechs, 18 workshops e 90 palestrantes! Tudo isso foi possível devido a uma agenda dinâmica, que reuniu os maiores experts da área para uma tarde repleta de aprendizado e networking. 

O evento contou com três ambientes: a plenária, palco principal onde ocorreram palestras e pitches, e duas salas com workshops, uma patrocinada pela Visa, que tratou de temas como blockchain, insurtech e inteligência artificial, e outra pela PwC, com palestras sobre segurança online, investimento e privacidade e mais. 

A seguir você confere tudo o que rolou nas palestras da plenária:

Visão Sebrae, com Guilherme Afif 

A palestra de abertura da plenária teve como convidado Guilherme Afif, presidente do Sebrae e especialista em administração de empresas, que deu uma aula sobre o cenário atual do país e as melhorias que precisam ser feitas. Segundo ele, o mercado financeiro brasileiro é extremamente concentrado, tendo somente 5 grandes instituições financeiras que controlam a maior parte e isso se deve em grande parte à alta regulação imposta. 

Ao mesmo tempo, Afif afirmou que a micro e pequenas empresas são as grandes geradoras de emprego na atualidade e, apesar disso, elas não tem acesso a crédito ou um grande incentivo do governo, sendo alavancadas com dinheiro do próprio empreendedor. De olho nessa questão, o especialista revelou que o Sebrae não só está na luta pela desregulamentação para abrir o mercado, como também quer entrar no mercado de crédito, ou melhor, voltar. O FAMPE (Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas), criado há 20 anos e eventualmente descontinuado, será reativado. 

Outra proposta, que no momento está tramitando no Senado, apresentada por Afif é a Empresa Simples de Crédito (ESC). Voltada para fomentar o mercado, ela é uma nova modalidade de pessoa jurídica, por meio da qual é emprestado dinheiro para micros e pequenas empresas. 

Por fim, Afif encerrou deixando claro que o Sebrae é grande aliado dos empreendedores: "[O Sebrae] está com as portas abertas nesse grande desafio disruptivo. Não existe democracia política sem democracia econômica e vocês representam o primeiro passo para ela".

 

Fintechs pelo Mundo, com Marcelo Maisonnave 

Fundador da XP Investimentos e sócio do StartSe, Marcelo Maisonnave é referência no mercado financeiro e trouxe para a conferência o que ele viu sobre fintechs durante os dois anos que passou morando no Vale do Silício. Uma das primeiras coisas que ele frisou sobre o mercado foram as condições necessárias para causar a disrupção: "A inovação do serviço financeiro ocorre onde a insatisfação do cliente encontra lucros excessivos acumulados". 

Segundo Maisonnave, a briga não é mais de gigantes com grandes impactos a cada confronto: agora são inúmeras fintechs e empreendedores desafiando as grandes corporações e resultando em choques tão intensos quanto antes. Ao mesmo tempo, isso não significa que esses embates precisam resultar somente em brigas, uma vez que o também investidor acredita firmemente em uma fusão e mistura de grandes e pequenos. 

De fato, essa é uma tendência forte do mercado, uma vez que enquanto startups conseguem focar em serviços específicos e melhorá-los ao máximo, instituições nem sempre podem se dar esse luxo. O mesmo vale para a questão de recursos: pequenas empresas não tem ou contam com pouco e as grandes já são mais garantidas. 

Após dar esse panorama sobre a relação de startups e instituições, Maisonnave ainda apresentou diversas startups estrangeiras de serviços financeiros  promissoras. Algumas delas são: 

LendStreet: startup de empréstimo que permite que os clientes reestruturem e diminuam a dívida com pagamentos adequados ao seu perfil. 

Motif: fintech de investimentos que simplifica os produtos, tornando-os objetivos a serem alcançados. 

Ripple: plataforma que conecta bancos, provedores de pagamento, trocas de ativos digitais e empresas como forma de fornecer uma experiência sem obstáculos para mandar dinheiro globalmente. 

 

Fintechs no Brasil, com Guilherme Horn 

Em seguida, Guilherme Horn, head de inovação da Accenture, subiu ao palco para falar mais especificamente sobre o cenário brasileiro, assim como sobre suas experiências em duas grandes fintechs: a Ágora, corretora de valores que se tornou líder no mercado local em pouco tempo, e a Órama, primeira plataforma de investimentos 100% digital no Brasil e primeira instituição da América Latina que estava hospedada 100% em nuvem. 

Segundo Horn, os EUA e o Brasil começaram mais ou menos na mesma época no mercado de fintechs: a diferença é que nos EUA as fintechs começaram com pagamentos, enquanto no Brasil foi com investimentos. "Acontece que, no Brasil, o mercado de investimentos era muito pequeno e contava com ainda menos pessoas investindo na bolsa", conta Horn. O motivo para isso seria a visão de um setor de alto risco. 

Tendo em vista esse cenário, a Ágora foi criada em 1993 e, em 2000, Horn integrou o time, dando início às operações online da corretora. Dois anos depois, quando o Lula foi eleito presidente, a maioria das corretoras viram o fato com negatividade e venderam os títulos, enquanto a Ágora se manteve firme. Foi um sucesso: ao contrário do que se esperava, as medidas do governo foram favoráveis e a fintech conseguiu conquistar o topo do mercado. 

Depois da compra da Ágora pelo Bradesco, Horn fundou a Órama. Com foco em investimentos, a fintech trazia um modelo de negócios disruptivo, uma vez que permitia que o investidor individual investisse mil reais em um fundo que normalmente exigiria um milhão, e uma tecnologia inovadora também – ela foi a primeira instituição da América Latina que estava hospedada 100% em nuvem. Em 2013, a fintech recebeu um grande reconhecimento na conferência Amazon Web Services, como maior inovação em serviços financeiros. 

Para finalizar a palestra, Horn afirmou que acredita que o Brasil é um mar de oportunidades para o setor de serviços financeiros. 

 

Perspectivas do Consumidor, com Laura Kroeff 

Laura Kroeff, vice-presidente de desenvolvimento de produtos na Box 1824, foi a quarta palestrante a subir no palco. Divulgando dados coletados pela Box 1824, agência de pesquisa de tendências em consumo, comportamento e inovação, ela apresentou qual o perfil do público jovem hoje e o que é preciso para conquistá-lo. 

A princípio, Kroeff afirmou que a pesquisa realizada em 2011 revelou uma postura muito positiva do brasileiro em relação ao país, acompanhando o cenário positivo tanto econômico quanto político. Dois anos depois, no entanto, houve uma ruptura, observada inclusive pelas passeatas de 2013, que de certa forma fracassaram pela falta de foco das reinvindicações.  

Uma das consequências dessa ruptura foi uma crise institucional generalizada, que mudou de forma profunda o comportamento das pessoas e o olhar dela em relação às instituições. "Hoje, o poder das instituições começa a compartilhar cada vez mais espaço com a potência vinda das pessoas. No momento, a gente não está vivendo uma tomada de poder, mas uma transformação de poder", afirma Kroeff. 

Segundo ela, estamos na Era da Hiperrealidade, na qual a potência das pessoas está em foco. E, nessa nova era, é preciso trazer propósito e empoderar o público, ou, como a palestrante afirmou, ter EMPURPOSE, uma junção da palavra empower (empoderar) com purpose (propósito). Como fazer isso? Trazendo um relacionamento horizontal, se posicionando, trazendo uma lógica de colaboração. 

 

Fintechs e a supervisão da CVM, com Antônio Berwanger 

Superintendente de desenvolvimento de mercado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Antônio Berwanger procurou trazer as soluções que o regulador está trazendo como uma resposta à revolução tecnológica do mercado financeiro.

Uma delas é o Fintech Hub, um núcleo composto por servidores de diversas áreas que lidam com o assunto com o objetivo de acompanhar, estimular e incentivar um aprendizado mútuo. Entre as diversas atuações do programa estão ações educacionais, orientação para empreendedores e desenvolvedores de novas tecnologias em relação a aspectos regulatórios, monitoramento de novas aplicações de tecnologias financeiras, entre outros. 

Berwanger também falou dos tipos de fintechs que estão sob competência da CVM, que são: robo-advisors, blockchain, high frequency trading e plataformas de crowdfunding de investimento. Por sinal, em relação a crowdfunding o superintendente também entrou em detalhes sobre duas iniciativas regulatórias recentes: uma delas é a Instrução CVM nº 588, que regula a oferta pública de valores mobiliários via crowdfunding, e a outra Audiência Pública SDM nº 11/2016, norma de consultoria de valores mobiliários que aborda a questão dos robo-advisors. 

 

Banco Central, com Otávio Damaso 

Depois dos pitches das fintechs que estavam expondo na feira, a plenária voltou com mais palestras, começando pela do Banco Central com Otávio Damaso, diretor de regulação da instituição. Alguns dos temas abordados por ele foram: sustentabilidade dos negócios e segurança cibernética. 

Damaso chamou atenção para pontos essenciais que empreendedores de fintechs precisam ficar de olho: "No âmbito das fintechs, principalmente para quem está entrando, uma questão importante é a viabilidade de um modelo de negócios. Crescer em um momento que você está entrando com uma nova tecnologia é bom mas tem que ficar atento ao modelo de negócios". De fato, é uma questão importante, uma vez que para um negócio de fato inovador não basta só tecnologia: é preciso um modelo de negócios que saia do comum e que tenha escala. 

Outra questão apontada por ele foi o manuseio de informações, que fica cada vez mais delicado com a evolução das tecnologias. "Não há uma instituição que não tenha uma preocupação enorme com a segurança: tanto com perdas, riscos de penetração, entre outros que hoje é muito fácil de acontecer", explica. 

Ao mesmo tempo, ele afirmou que o Banco Central sempre irá dar uma atenção especial para as questões citadas, procurando tomar o cuidado para não barrar as inovações. Por esses motivos, segundo Damaso, a padronização vem como uma forma de trazer mais eficiência para as fintechs.

 

 Corporate Ventures, com Cristiano Kruel 

Cristiano Kruel, head de inovação do StartSe, subiu ao palco para introduzir o próximo grande tema: instituições financeiras e fintechs. Ele abordou como as grandes corporações e as fintechs se encontram hoje em guerras assimétricas, onde o gigante e lento luta com o pequeno e veloz. Ao mesmo tempo, como o próprio Maisonnave já tinha comentado, grandes apostas do setor são a união dos dois mundos, seja por Corporate VCs, intraempreendedorismo, aquisições, etc.

 

As Instituições Financeiras e as Fintechs, coLuca Cavalcanti (Bradesco),  Marco Mastroeni (Banco do Brasil) e Roberto Dagnoni (B3) 

O primeiro a subir no palco foi Marco Mastroeni, diretor de negócios digitais do Banco do Brasil, que frisou o fato de que a instituição possui o aplicativo mais bem avaliado tanto na AppStore, quanto no Google Play. Mas não só isso: o banco tem iniciativas como conta digital – que em 8 meses teve aproximadamente um milhão de contas abertas –, a possibilidade – atualmente sendo testada por  betas – de fazer transferências entre contas do Banco do Brasil através de QRCode, e a mais recente novidade: uma parceria com a fintech ContaAzul. 

Por meio dessa parceria, clientes micro e pequenas empresas do Banco do Brasil vão poder integrar as informações bancárias, como saldo de conta corrente e fatura do cartão de crédito aos serviços da fintech. "A ContaAzul não é só uma fintech agregadora, ela é uma gestora de RP. Essa parceria traz muito potencial de negócios para o banco, já que ela conhece mais o cliente do que eu consigo", afirma Mastroeni.

Em seguida, Roberto Dagnoni, vice-presidente do B3, falou sobre as iniciativas de inovação da empresa. Uma delas é a Foresee, programa que investe em startups por meio da Darwin Starter, uma aceleradora de Santa Catarina que conduz o processo de triagem e seleção das empresas que serão apoiadas pelo projeto. Outras abrangem parceria com a Up Innovation Lab, iniciativa da Accenture que aproxima startups com produtos já validados com grandes empresas do país, e o Fóruns Know, que promove encontros com grandes nomes do mercado e apresentação de cases inovadores para o público interno como forma de ampliar a visão dos funcionários. 

Por fim, Luca Cavalcanti, diretor executivo adjunto do Bradesco, contou sobre inovações do Bradesco, como o programa InovaBra, que procura startups para acelerar, assim como a estreia de dois prédios, um em Nova York e outro perto da Avenida Paulista, sendo que o segundo será dedicado exclusivamente para players inovadores. 

Parceria ABFintech e ABBC, com Rodrigo Soeiro e Clive José

“Os interesses tanto das fintechs, quanto dos bancos é muito similar: penetrar no mercado com inovação. Esse momento é uma oportunidade. Não tem como ser um incumbente. Queremos ganhar competitividade. São mais de 80 bancos, com uma pluralidade ampla na Associação. No final do dia a sociedade ganha produtos, processos e comunicação mais eficazes. A ABBC aposta muito em educacional, para qualificar os agentes que constrói a sociedade financeira. As associadas da ABFintech agora possuem a chance de se apresentar para um portfólio riquíssimo. A ABBC lançará um open banking e escolherá os temas verticais de competitividade, que só vamos conseguir fazer com essa união. Ser fintech para o cliente e continuar sendo um banco para o regulador, além de prestar um bom serviço para a sociedade”, começou discursando Clive José, Diretor da Associação Brasileira de Bancos.

A ABBC possui um corpo associativo composto por mais de 80 instituições, congregando bancos e financeiras. Está entre as maiores entidades representativas do Sistema Financeiro Nacional e presta serviços voltados para otimização de atividades e de redução de custos operacionais e de observância regulatória e a promoção de ações de cunho educacional, visando capacitar profissionais que tenham relacionamento com o setor financeiro.

“Ficou claro pra ABFIntech essa possibilidade de avanço em 80 instituições financeiras. Além disso, estamos em pleno crescimento. Saltamos consideravelmente no número de associadas. O Fintouch nos ajudou mais ainda. Esse é um jogo de escala. Para os dois lados. Claríssimo exemplo de Corporate Venture em busca de competitividade”, aponta por sua vez Rodrigo Soeiro, co-fundador da ABFintech.

Os objetivos da Associação Brasileira de Fintechs é gerar negócios para as associadas, fomentando a inovação; representar os interesses da categoria em órgãos de regulamentação; e proporcionar impacto social através do acesso a inovação e crescimento do empreendedorismo.

Já dá para ficar entusiasmado com a união!

As Fintechs e os Bancos, com Thiago Alvarez, do Guia Bolso; David Vélez, do Nubank; Alan Chusid, do Banco Neon; e Nathalia Arcuri, do canal Me Poupe.

A palestra que encabeçou o fim das atividades na Plenária tinha como objetivo apresentar os grandes players que estão fazendo a convergência entre a leveza das fintechs, com a estruturação dos bancos. Comecemos pelo Guia Bolso.

“Missão: transformar a vida financeira dos brasileiros. Quando falamos transformar, falamos de uma escada. Que as pessoas subam essa escada: saiam do nome sujo, de dívidas caras, comecem a economizar, criem uma reserva financeira e invistam para o futuro. Como todo carro tem um painel de controle, todas as pessoas deveriam ter informações sobre sua vida financeira, para tomar decisões”, comenta o CEO Thiago Alvarez.

O Guia Bolso é uma das principais fintechs do Brasil, tem 3,5 milhões de usuários e já recebeu cerca de R$ 90 milhões em investimentos. Ela foi considerada uma das maiores fintechs do mundo pela consultoria KPMG. Depois de surgir como um aplicativo para controle financeiro, o Guia Bolso expandiu seus serviços e hoje oferece ferramentas para auxiliar o usuário na escolha da melhor linha de crédito para empréstimos e realiza consultas gratuitas de restrições em CPF.

Já David Vélez, CEO do Nubank, comenta que “três das dez empresas que mais receberam reclamações no Procon são bancos. Além disso, o Brasil possui as maiores taxas de juros do mundo. E por que recebemos um serviço tão ruim? O grande propósito do Nubank é enfrentar essa complexidade e empoderar pessoas, focando na experiência do cliente”.

Maior e mais badalada fintech do país, o Nubank se destacou por oferecer um atendimento ao cliente com altíssima qualidade e serviços com custos e taxas muito menores do que os aplicados pelos serviços tradicionais. Desde sua fundação, a empresa tem sido uma pedra no sapato de grandes bancos como Bradesco e Itaú, que aceleraram suas iniciativas de inovação e aproximação de startups e empreendedores através de programas como InovaBra, do Bradesco, e Cubo, do Itaú.

Já Alan Chusid, Diretor Comercial do Banco Neon, foi enfático: “Você trabalha para o seu banco ou ele trabalha para você? Somos um banco para os jovens, que não precisam mais se preocupar com os imbróglios da gestão financeira”.

Focado no público jovem, o Neon é totalmente digital. Para abrir uma conta, basta baixar o aplicativo. Todo o processo é feito de forma digital, através do celular. Outro diferencial do Neon é que ele não cobra taxas de manutenção de conta e nem anuidade de cartão. Em termos de segurança, o banco aposta em biometria, com reconhecimento facial através da câmera frontal ou de impressão digital em aparelhos que oferecem essa tecnologia.

Nathalia Arcuri é quem está à frente do canal Me Poupe. Trata-se do maior canal de inclusão financeira do mundo. A ideia é educar o povo brasileiro financeiramente. E isso envolve mais do que explicar termos de mercado.

“Acredito que o problema esteja relacionado à disciplina. Não só em relação as finanças pessoais, quanto a tudo. A falta de educação financeira é um sintoma, não a doença. Nossa maior batalha é fazer o próprio mercado financeiro entender que se você falar de educação financeira, você não está contemplando a solução completa. A solução é falar de educação da disciplina, educação para o crescimento, educação para esperança”.

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